Trump vai avaliar opções para possível intervenção no Irão
Num momento em que aumentam as tensões sobre os protestos no Irão, o Presidente dos EUA, Donald Trump, vai ser informado numa reunião na terça-feira com responsáveis da Administração e chefias militares sobre opções específicas para uma possível intervenção no país, avança o Wall Street Journal.
As opções incluem o apoio ao acesso à internet pelas forças antigovernamentais, incluindo através do sistema Starlink de Elon Musk, ciberataques contra sites militares e civis iranianos, aplicar mais sanções económicas sobre o regime teocrático ou ataques militares, referem as fontes consultadas pelo WSJ.
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Na reunião deverão estar presentes o secretário de Estado, Marco Rubio, Marco Rubio, o secretário da Defesa, e o chefe do EStado Maior das Forças Armadas, Dan Caine. Contudo, refere o jornal, não é esperada uma decisão final na terça-feira sobre uma possível intervenção. Também não foram mobilizados por enquanto meios militares para um possível ataque.
As tensões aumentaram este domingo depois de o presidente do parlamento iraniano ter ameaçado atacar as bases militares norte-americanas no caso de um ataque ao Irão, no seguimento de Donald Trump ter afirmado que os EUA estão preparados para ajudar os manifestantes, avisando o regime para não reprimir os protestos motivados pela situação económica, que já terão causado cerca de 500 mortos nas duas últimas semanas.
O Presidente dos EUA foi informado nos últimos dias sobre novas opções para ataques militares, informou o New York Times, citando vários responsáveis norte-americanos. Contudo, nas reuniões entre altos responsáveis governamentais, foram expressados receios de que uma intervenção dos EUA possa alimentar a propaganda do regime sobre a interferência externa nos assuntos do Irão, diz o WSJ.
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Mais tarde, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, prometeu reformas económicas e disse que o governo está "preparado para ouvir o povo", mas que é necessário responder aos "desacatos", dizendo que estão a ser incentivados por forças externas e pedindo que as pessoas não adiram a manifestações de "agitadores e terroristas".
Por seu turno, o filho do último Xá do Irão, deposto pela revolução islâmica de 1979, pediu aos manifestantes para não desistirem. Muitos pedem que Reza Pahlavi regresse ao país para assumir o poder.
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