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Ao minuto07h19

Irão faz disparos contra "navios infratores" durante a madrugada. Acordo com EUA à espera de Trump

Acompanhe os desenvolvimentos desta sexta-feira do conflito no Médio Oriente.

07:19
07h17

Forças iranianas realizam disparos de advertência contra "navios infratores"

As Forças Armadas iranianas realizaram esta sexta-feira disparos de advertência contra "navios infratores" no estreito de Ormuz, num contexto de crescente incerteza sobre as negociações com os Estados Unidos.

Meios de comunicação social iranianos noticiaram durante a madrugada o lançamento de mísseis a partir da região sul do país, assegurando que "a origem das explosões veio do mar e esteve relacionada com uma troca de disparos para alertar os navios infratores no Estreito de Ormuz", informou a agência Tasnim, que cita um relatório do Exército.

A agência britânica de Operações Comerciais Marítimas (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, não anunciou qualquer incidente na região.

Entretanto, uma fonte militar confirmou à agência Tasmin - associada à Guarda da Revolução Islâmica -, que um drone norte-americano foi intercetado perto da cidade de Bushehr, um dos quatro principais portos do país no Golfo Pérsico, sem especificar se o incidente está relacionado com o do Estreito de Ormuz.

Outra agência de notícias iraniana, a Fars, assinalou na plataforma de mensagens Telegram "a possibilidade de um confronto nas águas" da região.

Washington assegurou hoje que, apesar dos ataques intermitentes na região em guerra, o "cessar-fogo mantém-se", enquanto as partes chegam a um consenso sobre um texto comum que ponha fim ao conflito, que começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irão.

Na quinta-feira, a Casa Branca afirmou ter chegado a um acordo com o Irão, o que Teerão negou.

01h03

Acordo EUA-Irão aguarda por aprovação de Trump após "muitos progressos", diz JD Vance

Os Estados Unidos e o Irão fizeram "muitos progressos" no sentido de um acordo de cessação de hostilidades, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, ainda terá de o aprovar, afirmou o vice-presidente JD Vance.

"Estamos a negociar alguns pontos da redação (do acordo). Fizemos muitos progressos", disse Vance aos jornalistas na quinta-feira."Esperamos que continuemos a progredir e que o Presidente possa aprovar o acordo, mas, claro, isso ainda está por confirmar", adiantou.

Os Estados Unidos e o Irão intensificaram, durante a última semana, com a mediação do Paquistão, as negociações para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no passado dia 28 de fevereiro.Em relação ao programa nuclear iraniano, Vance afirmou que objetivo nesta fase é lançar as bases para uma "negociação bem-sucedida", apesar dos detalhes terem de esperar, pois "vão exigir algum tempo".

"Estamos a chegar a um ponto em que, potencialmente, poderíamos sentar-nos e resolver estas questões; no entanto, isto exige que façamos mais progressos. Não posso garantir que chegaremos a esse ponto, mas, como as coisas estão agora, estou bastante otimista", afirmou.

O portal norte-americano Axios avançou hoje, citando dois responsáveis dos Estados Unidos, que os dois países chegaram a um acordo que desbloquearia o estreito de Ormuz e prolongaria por 60 dias o cessar-fogo, mas o acordo aguarda aprovação do Presidente norte-americano.

00h50

EUA oferecem recompensa milionária para desmantelar Guarda Revolucionária

O Departamento de Estado norte-americano ofereceu esta quinta-feira uma recompensa de até 15 milhões de dólares (cerca de 13 milhões de euros) por informações que levem ao desmantelamento dos mecanismos financeiros da Guarda Revolucionária iraniana.

Os Estados Unidos ofereceram a quantia multimilionária em troca de informações que ajudem a compreender os esquemas financeiros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e a identidade das empresas de fachada que realizam negócios para Teerão, noticiou a agência Efe.

Paralelamente, o Departamento do Tesouro anunciou medidas adicionais contra a venda de petróleo ao exército iraniano, afirmando que estas receitas permitem ao regime financiar a reconstrução das suas Forças Armadas e representam uma ameaça para Washington e os seus aliados no Médio Oriente.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu que os Estados Unidos vão continuar a aumentar a pressão económica sobre as exportações de petróleo iraniano para impedir que Teerão obtenha recursos para reforçar as suas capacidades militares.

As sanções foram adotadas ao abrigo da ordem executiva utilizada por Washington para ações antiterroristas, e os nomes das entidades ou indivíduos incluídos não são especificados.

 

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