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Ao minutoAtualizado há 45 min14h51

Wall Street toca novos recordes. Nasdaq ultrapassa os 27 mil pontos pela primeira vez

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.

14:47
há 53 min.14h44

Wall Street toca novos recordes. Nasdaq ultrapassa os 27 mil pontos pela primeira vez

Wall Street

Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos e seguem a fixar novos máximos históricos no arranque da última sessão da semana, enquanto os investidores fazem um compasso de espera para perceber se os Estados Unidos e o Irão vão conseguir ser capazes de chegar a um acordo de paz e restabelecer o fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz.

Neste contexto, o S&P 500 soma 0,25% para os 7.582,65 pontos, um novo recorde. O Nasdaq Composite, por sua vez, ganha 0,24% para os 26.981,13 pontos, tendo fixado um novo máximo histórico no arranque da sessão nos 27.009,60 pontos. Já o Dow Jones avança 0,33% para os 50.834,06 pontos, com o índice a subir para máximos de 50.877,47 pontos.

A perspetiva de um acordo de paz no Médio Oriente, após notícias de que as duas partes poderão em breve assinar um memorando de entendimento para prolongar o cessar-fogo por mais 60 dias e reabrir o estreito de Ormuz, está a aliviar a pressão sobre os preços do petróleo e a reforçar a convicção dos mercados de que os piores receios em relação à inflação não se concretizarão.

Esta confiança surge num contexto de uma recuperação sem precedentes impulsionada pela inteligência artificial (IA), que levou as fabricantes de chips cotados nos EUA a valorizarem quase 70% desde o início de abril. “O Brent abaixo dos 90 dólares até ao final da próxima semana parece estar ao nosso alcance”, disse à Bloomberg Florian Ielpo, da Lombard Odier Investment Managers. “Isso criaria um ambiente bastante favorável caso acontecesse, uma vez que os preços do petróleo têm sido claramente a fonte da maioria dos receios macroeconómicos este ano”, resumiu o mesmo especialista.

Um acordo preliminar entre Washington e Teerão para prolongar o cessar-fogo aguarda a aprovação do Presidente Donald Trump, de acordo com uma fonte a par do assunto citada pela agência de notícias financeiras. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a jornalistas na quinta-feira que Washington e Teerão estão “a discutir alguns pontos de redação”, incluindo questões relacionadas com as capacidades nucleares do Irão.

Entre os movimentos do mercado, a forte procura por ações do setor de infraestruturas de IA voltou a ficar patente, com a Dell Technologies a disparar mais de 32% a esta hora. A fabricante de “hardware” apresentou uma previsão de vendas que superou largamente as estimativas dos analistas, impulsionada por servidores concebidos para executar cargas de trabalho de IA.

Por outro lado, as ações do setor espacial registam desvalorizações, após a SpaceX, de Elon Musk, ter reduzido a sua meta de avaliação inicial para, pelo menos, 1,8 biliões de dólares. Nesta medida, e depois de fortes ganhos nos últimos dias, a AST SpaceMobile tomba mais de 17%, enquanto a Rocket Lab afunda 6,35%.

No que toca à política monetária, o presidente do Banco da Reserva Federal de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou, citado pela Bloomberg, que é demasiado cedo para concluir que as taxas de juro precisam de ser aumentadas. “Se for alcançado um acordo, deveremos assistir a mais uma subida nos ativos de risco e a uma descida nas taxas”, observou, por sua vez, Mohit Kumar, da Jefferies.

Já entre as “sete magníficas”, a Nvidia soma 0,34%, a Apple ganha 0,76%, a Tesla desvaloriza 0,52%, a Alphabet perde 1,70%, a Amazon subtrai 0,13%, a Meta cai 0,87% e a Microsoft pula 3,19%.

11h02

Euribor sobe a 3, 6 e 12 meses e termina maio com média nos três prazos também a crescer

A taxa Euribor subiu esta sexta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,268%, continuou abaixo das taxas a seis (2,547%) e a 12 meses (2,804%).

A média mensal da Euribor subiu, de novo, nos três prazos em maio, mas de forma menos acentuada do que em abril.

Em maio, a média mensal da Euribor subiu 0,051 pontos para 2,226% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor avançou 0,082 pontos para 2,536% e 0,057 pontos para 2,804%, respetivamente.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,547%, mais 0,045 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 39,41% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,62% e 24,65%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje para 2,804%, mais 0,043 pontos do que na sessão anterior.

10h19

Europa negoceia no verde e caminha para segundo mês seguido de avanços

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em toda a linha e caminham para o segundo mês consecutivo de valorizações, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado pelo otimismo de que os Estados Unidos e o Irão vão chegar a um entendimento para prolongar o cessar-fogo – um primeiro passo que poderá levar à resolução do conflito e à reabertura do estreito de Ormuz.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,47% para os 628,05 pontos, negociando a cerca de 1% do seu último máximo histórico atingido no final de fevereiro e caminha para um avanço de 2,5% em maio.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX valoriza 0,25%, o italiano FTSEMIB soma 0,40%, o francês CAC-40 ganha 0,85%, o espanhol IBEX avança 0,64%, ao passo que o neerlandês AEX sobe 0,47%, num dia em que o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,21%.

“Os mercados aguardam um acordo sobre quem controlará o posto de portagem no estreito de Ormuz”, disse à Bloomberg Guillermo Hernandez Sampere, diretor na MPPM.

A par de uma forte época de resultados e do otimismo em torno de uma resolução do conflito no golfo, os índices do Velho Continente têm também sido apoiados por um número crescente de recompras de ações. As cotadas do “benchmark” Stoxx 600 recompraram 18 mil milhões de euros em ações em abril, perto do valor mais alto registado desde 2017 e bastante acima das médias sazonais, de acordo com analistas do Barclays, citados pela agência de notícias financeiras.

Quanto aos setores, o do aeroespaço e defesa (+1,32%), o do turismo (+1,31%) e o automóvel (+1,14%) lideram os ganhos, enquanto o do petróleo e gás (-0,50%), o das “utilities” (-0,19%) e o das telecom (-0,03%) são os únicos a registar perdas a estas horas.

Entre os movimentos do mercado, empresas ligadas ao setor dos artigos de luxo, como a Hermès (+1,92%), a LVMH (+1,54%) e a Kering (+2,35%) registam das subidas mais expressivas.

10h19

Juros aliviam em toda a linha na zona euro em semana de queda para o crude

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam na sessão desta sexta-feira com alívios em toda a linha, depois de relatos de que um memorando de entendimento entre Washington e Teerão poderá vir a ser assinado com o objetivo de prolongar o cessar-fogo por 60 dias, dando às partes mais tempo para negociarem questões mais sensíveis como a reabertura do estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano, à medida que o petróleo caminha para uma semana de perdas.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 0,7 pontos-base para os 2,953%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cede 0,9 pontos-base para 3,558%. Já em Itália, os juros recuam 1,5 pontos-base para 3,664%.

Pela península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cai 1,3 pontos-base para 3,304%, com a “yield” das obrigações espanholas a ceder igualmente 1,3 pontos, neste caso para 3,361%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, contrariam a tendência e agravam-se em 0,2 pontos, para 4,815%.

09h21

Dólar perto de fechar semana em queda com recuo dos preços do crude a pressionar "nota verde"

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar está a negociar com ligeiras valorizações, ainda que esteja perto de fixar perdas no conjunto da semana, após notícias de que Washington e Teerão estarão perto de chegar a um entendimento para prolongar um frágil cessar-fogo, com a “nota verde” a ser pressionada na semana por uma queda dos preços do petróleo.

Neste contexto, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – ganha 0,01% para os 99,028 pontos.

O acordo, ainda pendente da aprovação de Trump, prolongaria o cessar-fogo por mais 60 dias e prevê ainda a retoma da navegação de navios através do estreito de Ormuz.

Face à moeda japonesa, o dólar soma agora 0,04% para os 159,300 ienes. Dados divulgados nesta sexta-feira revelaram que a inflação subjacente anual na capital japonesa se manteve abaixo da meta de 2% do banco central pelo quarto mês consecutivo em maio, enquanto a produção industrial recuperou em abril. Os analistas consideram que os números reforçam os argumentos a favor de um aumento das taxas de juro pelo Banco do Japão no próximo mês.

Já por cá, o euro regista uma queda de 0,06% para 1,164 dólares, enquanto a libra recua 0,16% para 1,342 dólares.

09h21

Ouro avança com queda do crude mas fixa-se em território negativo pela terceira semana consecutiva

No final de janeiro, a onça de ouro atingiu máximos históricos acima dos 5.500 dólares.

O ouro está a somar ganhos na sessão de hoje, mas caminha para a terceira perda semanal consecutiva, à medida que a guerra no Médio Oriente mantém as preocupações com a inflação em alta, o que poderá vir a obrigar vários bancos centrais a subirem as taxas de juro.

A esta hora, o ouro soma 0,45% para os 4.514,880 dólares por onça, à medida que os investidores avaliam as notícias sobre a possível extensão do cessar-fogo entre os EUA e o Irão. Na quinta-feira, os preços do metal amarelo tinham caído para um mínimo de dois meses. No que toca à prata, o metal precioso cede 0,41% para os 75,317 dólares por onça.

O ouro está hoje a beneficiar de uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais, aliviando algumas preocupações em torno da inflação impulsionada pelos preços mais elevados da energia devido à guerra no Irão.

Nesta linha, dados mostraram que a inflação nos EUA aumentou ao ritmo mais rápido dos últimos três anos em abril, reforçando as expectativas do mercado de que a Reserva Federal irá manter as taxas de juro inalteradas num futuro próximo.

Embora o ouro seja considerado uma proteção contra a inflação, tende a ter um pior desempenho num ambiente de taxas diretoras mais elevadas, por não render juros.

08h30

Brent negoceia abaixo dos 93 dólares. Petróleo caminha para maior queda semanal desde arranque de abril

Os preços do petróleo estão a negociar nesta sexta-feira com desvalorizações e caminham agora para a maior queda semanal desde o início de abril, depois de relatos de que os Estados Unidos e o Irão chegaram a um entendimento para prolongar o cessar-fogo por 60 dias, ainda que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ainda não tenha aprovado o memorando de entendimento em causa. Durante este mês, os preços do crude já caíram cerca de 18%.

Nesta medida, o Brent – de referência para a Europa –, cede 1,25%, para os 92,54 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 1,59%, para os 87,49 dólares por barril. O Brent desceu 10,5% esta semana — a maior queda desde a semana que terminou a 6 de abril —, enquanto o WTI caiu 9,2% — a maior perda semanal desde a semana terminada a 13 de abril.

Os preços têm negociado de forma volátil nas últimas sessões, oscilando até 6 dólares para ambos os índices de referência, devido a sinais contraditórios sobre um possível fim da guerra de três meses entre os EUA e Israel contra o Irão e a potencial reabertura do estreito de Ormuz.

O tráfego através desta via marítima continua a ser uma pequena fração do nível pré-guerra. Nesta medida, a reabertura do estreito proporcionaria algum alívio imediato ao mercado petrolífero, mas a recuperação continua a ser incerta, dado as disrupções causadas, também, do lado da produção.

07h48

Ásia atinge novos máximos à espera de prolongar do cessar-fogo no Irão. Samsung pula quase 6%

Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta sexta-feira em alta e fixaram novos máximos históricos, depois de notícias de que os , enquanto se aguarda pela ao alegado memorando de entendimento. Também uma queda do crude impulsionou o sentimento dos investidores.

Por Taiwan, o TWSE ganhou 2,51% e atingiu um novo máximo histórico de 44.933,95 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong somou 0,98%, enquanto o Shanghai Composite cedeu 0,93%. Na Coreia do Sul, o Kospi pulou 3,23% e atingiu um novo recorde de 8.469,43. Já quanto ao Japão, o Nikkei avançou 2,62%, atingindo um novo recorde de 66.505,02 e o Topix subiu 1,90%, com o índice a atingir um máximo histórico de 3.984,58 pontos.

Uma recuperação das ações do setor tecnológico impulsionou as bolsas asiáticas, com a queda de cerca de 1% do petróleo Brent, para perto de 92 dólares por barril nesta sexta-feira a apoiar o apetite dos investidores por ativos de risco.

A recuperação impulsionada pela inteligência artificial tem levado as ações globais a máximos históricos, com o otimismo em relação à prorrogação do cessar-fogo a superar as preocupações com os confrontos no golfo Pérsico, reforçando as apostas de que as perturbações nos fluxos de energia poderão diminuir num futuro próximo.

“O mercado está à procura de uma desculpa para subir”, disse à Bloomberg Pooja Malik, da Nipun Capital. “Dado que temos uma operação sobrecarregada com um risco crescente de inflação e subidas das taxas de juro, qualquer pequena mudança no sentimento poderia causar um rápido desenrolar desta operação”, acrescentou.

Entre os movimentos do mercado, tecnológicas da região como a Samsung (+5,84%), a Taiwan Semiconductor Company (2,61%), a SK Hynix (+0,92%) e o SoftBank Group (+4,15%) registaram das subidas mais expressivas na última sessão da semana.

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