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Merkel e Hollande confiantes que situação da China não vai ter efeitos na economia mundial

O presidente francês e a chanceler alemã acreditam que a economia mundial está suficientemente robusta para não ter as suas perspectivas de crescimento ligadas unicamente à situação económica da China.

Merkel Hollande
Merkel Hollande Reuters
Negócios 24 de Agosto de 2015 às 20:11

A França e a Alemanha estão confiantes que a situação da China não vai ter efeitos na economia mundial. "Movimentos dos mercados, nós conhecemos e não podemos ajustar as nossas posições apenas aos índices de mercado", afirmou o presidente francês, François Hollande, na Alemanha, citado pela agência Bloomberg. "A economia mundial está suficientemente sólida para que não tenha as suas perspectivas de crescimento ligadas apenas à situação da China", acrescentou.

Por sua vez, Angela Merkel, chanceler alemã, mostrou-se confiante que a "China vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para estabilizar a sua situação económica".

A situação económica da China tem estado na mira dos mercados. Os investidores temem que a China, que é a segunda maior economia do mundo, tenha abrandado o ritmo de crescimento. De acordo com os dados compilados pela agência Bloomberg, o crescimento da China terá sido de 6,6% em Julho, o que corresponde a um abrandamento face aos 7,4% registados antes. A produção industrial da China aumentou 6% em Julho, o que compara com o aumento de 9% há um ano. As vendas a retalho cresceram perto do ritmo mais lento desde 2006 e as exportações caíram 8,3% em Julho.

São estes os indicadores que estão a elevar as preocupações dos investidores, o que tem vindo a derrubar as bolsas. A bolsa chinesa registou esta segunda-feira a maior queda desde 2007. As quedas estenderam-se à Europa e aos Estados Unidos.

Há mesmo quem faça o paralelo entre a situação que se vivia em 1994 na China, altura em que o país implementou uma desvalorização do yuan. E o paralelo, de acordo com economistas, está relacionado com todo o ambiente económico.

Em 1994 a China viu-se obrigada a desvalorizar a sua moeda pois os receios em torno de um abrandamento da economia mundial aumentavam e temia-se que a Reserva Federal (Fed) dos EUA subisse os juros. Mas os economistas, consultados pela Bloomberg, explicam que as circunstâncias actuais são muito diferentes. O economista Glenn Maguire explica que a desvalorização do yuan naquela altura (1994) "foi mais sintomático dos problemas" que o país enfrentava, além disso a moeda já não está tão rigidamente ligado ao dólar como estava, pelo que o impacto desta desvalorização cambial no resto do mundo é menor, adianta a mesma fonte.

No que toca aos EUA, em 1994 a Fed estava a subir juros de forma agressiva. Já actualmente não se prevê que o faça. Aliás, a actual conjuntura fez com que as expectativas em torno de uma subida de juros diminuíssem, salienta o Credit Suisse. 

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