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China volta a cortar a taxa de juro para ajudar a economia

O banco central chinês cortou em 25 pontos base a taxa de juro a um ano aplicada aos empréstimos para 4,6%. Também a taxa de juro a um ano dos depósitos foi cortada em 25 pontos para 1,75%. Esta é a quinta vez que a autoridade corta os juros desde Novembro, numa tentativa de reanimar a segunda maior economia mundial.

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China's Central Bank Lowers Interest Rates
25 de Agosto de 2015 às 11:34

A autoridade monetária da China voltou a cortar as taxas de juro, uma decisão que se repete pela quinta vez desde o mês de Novembro de 2014. O banco central chinês reduziu em 25 pontos base a taxa de juro a um ano dos empréstimos para os 4,6%. A Bloomberg avança ainda que o banco central vai também cortar em 25 pontos base a taxa de juro dos depósitos a um ano para 1,75%. As autoridades chinesas decidiram também diminuir em 0,5 pontos percentuais o volume de dinheiro que os bancos têm de ter em provisões, de acordo com a BBC.

 

O reforço da política monetária demonstra que as autoridade da segunda maior economia mundial pretendem utilizar os instrumentos disponíveis de forma a ir ao encontro do objectivo de atingir um crescimento do produto interno bruto (PIB) de 7% em 2015. Esta meta definida pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, mantém-se como o objectivo económico para este ano.

A decisão surge depois de a bolsa de Xangai ter afundado 8,56% na sessão desta segunda-feira e ter recuado 7,6% esta terça-feira, 25 de Agosto. A autoridade monetária chinesa garante que o novo corte nos juros surge com o objectivo de reduzir "o custo social do financiamento da promoção e suporte da sustentabilidade e desenvolvimento saudável da economia real".

 

Entretanto, a Lusa adianta que o Banco Popular da China decidiu também injectar 150 mil milhões de yuan (perto de 20,3 mil milhões de euros) no sistema financeiro do país, tentando assim elevar o nível de liquidez da banca chinesa.

 

O processo de desvalorização do yuan iniciado a 11 de Agosto, e que resultou em três cortes no valor da moeda chinesa, pretendia reanimar uma economia com crescentes sinais de abrandamento através do reforço da competitividade do sector das exportações. No entanto, esta decisão elevou o risco de saída de capitais dos bancos chineses, cuja liquidez se foi deteriorando nas últimas semanas.

 

Medidas como a redução das necessidades de reservas dos bancos e a injecção de 150 mil milhões de yuan no sector financeiro visam precisamente repor a liquidez da banca chinesa cuja capacidade de concessão de crédito ganha importância determinante. A Lusa cita um comunicado do banco central, divulgado pela agência oficial Xinhua, que refere a necessidade de travar a quebra de liquidez do sistema financeiro.

Ainda com a banca na mira, as autoridades chinesas também abriram uma linha de crédito para os bancos através de acordos de recompra, um mecanismo que permite a recompra, num prazo de sete dias e mediante uma taxa de juro de 2,5%, dos títulos vendidos num prazo.

O economista-chefe do Credit Suisse para a região asiática, Tao Dong, citado pelo Guardian, nota que as últimas acções das autoridades chinesas visam dois objectivos essenciais: garantir que a economia não paralisa e impedir que o choque nos mercados bolsistas seja ainda mais acentuado. 

Ainda com a banca na mira, as autoridades chinesas também abriram uma linha de crédito para os bancos através de acordos de recompra, um mecanismo que permite a recompra, num prazo de sete dias e mediante uma taxa de juro de 2,5%, dos títulos vendidos num prazo.

O economista-chefe do Credit Suisse para a região asiática, Tao Dong, citado pelo Guardian, nota que as últimas acções das autoridades chinesas visam dois objectivos essenciais: garantir que a economia não paralisa e impedir que o choque nos mercados bolsistas seja ainda mais acentuado. 

(Notícia actualizada às 12h15)

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