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Ao minuto08.04.2026

Trump aceita cessar fogo com Irão durante duas semanas. Teerão permite navegação em Ormuz

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

Negócios 08 de Abril de 2026 às 00:36
07.04.2026

Trump aceita proposta de cessar fogo com Irão durante duas semanas. Teerão permite navegação em Ormuz

Donald Trump concordou com um cessar fogo de duas semanas no conflito no Médio Oriente proposto pelo Paquistão, escreveu o Presidente dos EUA na rede Truth Social, desde que o Irão conceda em reabrir o estreito de Ormuz. O adiamento da ofensiva contra alvos do Irão surgiu a cerca de uma hora e meia de se esgotar o prazo que Trump tinha dado aos iranianos para chegar a acordo.      

“Com base em conversações com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, em que pediram que eu adiasse a força destrutiva que seria enviada hoje à noite para o Irão, e sujeito à concordância da República islâmica do Irão com abertura completa, imediata e segura do estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeamento e ataque do Irão por um período de duas semanas”, escreveu Trump.  

Trump assinala que este será “um cessar fogo dos dois lados” e explica que acedeu ao adiamento porque os EUA “já cumpriram e excederam todos os objetivos militares”, contribuindo para um “acordo definitivo no que respeita à paz de longo prazo com o Irão e à paz no Médio Oriente”.   

O Presidente norte-americano refere também que os EUA receberam uma proposta de 10 pontos do Irão, que acredita ser “uma base de trabalho para as negociações” e que “quase todos os pontos de discórdia foram acordados entre os EUA e o Irão”. Ainda assim, o período de duas semanas permitirá que o acordo seja “finalizado e consumado”.     

Teerão também aceitou a proposta de tréguas de duas semanas, o que foi confirmado depois pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. O cessar fogo foi aprovado pelo novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, avançou o New York Times. Em comunicado, o conselho assinala que as negociações terão lugar em Islamabad a partir de sexta-feira.   

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão garantiu também a passagem segura pelo estreito de Ormuz, desde que “cessem os ataques” ao país. A navegação será possível em "coordenação" com as forças armadas iranianas e “tendo em consideração limitações técnicas”, escreveu Abbas Araghchi. 

Contudo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional enfatiza que o acordo "não significa o final da guerra" e que as "suas mãos continuam no gatilho". "Caso o mais pequeno erro seja cometido pelo inimigo, será respondido com força total".

Israel vai também suspender os bombardeamentos no Irão para que as negociações prossigam, avançou um responsável da Casa Branca à CNN.       

07.04.2026

Trump diz que EUA estão em "discussões acaloradas" com o Irão

O Presidente dos EUA, Donald Trump disse à Fox News que a sua Administração está em negociações difíceis com o Irão antes do prazo que deu para atacar as infraestruturas energéticas do país.    

Contudo, Trump recusou dizer ao canal de televisão norte-americano o que pensava sobre o impasse, depois das ameaças que fez de arrasar o país. “Não posso dizer-vos, porque estamos agora em discussões acaloradas.”

07.04.2026

Esperam-se "boas notícias" das negociações EUA-Irão, diz CNN. Acordo pode ser fechado esta noite

Depois de o primeiro-ministro paquistanês ter pedido a Donald Trump um prolongamento do prazo dado pelo Presidente dos EUA ao Irão por duas semanas para que as negociações para um cessar-fogo no Médio Oriente prossigam, uma fonte da região citada pela CNN internacional diz que "se esperam boas notícias de ambas as partes em breve".

A mesma fonte acrescentou que um acordo deve ser fechado esta noite, com as negociações a serem lideradas pelo chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. 

O Presidente dos EUA confirmou antes à Fox News que as negociações estão em curso e a Casa Branca disse que Trump vai dar uma resposta à proposta do Paquistão.

07.04.2026

Paquistão pede a Trump que prolongue prazo dado ao Irão por duas semanas

O Paquistão pediu ao Presidente dos EUA, Donald Trump, o prolongamento do prazo dado ao Irão por duas semanas para que as negociações prossigam, ao mesmo tempo que solicitou aos iranianos que reabram o estreito de Ormuz durante esse período, como "gesto de boa vontade".  Nessas duas semanas, seria observado um cessar-fogo entre as partes em conflito.     

O país, que tem servido de principal mediador entre as partes em conflito, diz que as negociações diplomáticas para alcançar um entendimento pacífico estão a progredir estavelmente, poucas horas antes de terminar a data limite para os EUA atacarem alvos civis iranianos (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Numa mensagem no X, o primeiro-ministro paquistanês escreveu que os “esforços diplomáticos para um desfecho pacífico da guerra em curso no Médio Oriente estão a progredir de forma estável, forte e poderosa, com potencial para levar a resultados substantivos num futuro próximo”.

Desta forma, “para permitir que a diplomacia faça o seu trabalho", Shehbaz Sharif pede a Trump  para prolongar o prazo por duas semanas. O Paquistão pede também aos "irmãos iranianos para abrirem o estreito de Ormuz por um período correspondente de tempo, como gesto de boa vontade”, acrescentou.               

Na mesma mensagem, Shehbaz Sharif pede “a todas as partes em conflito que observem um cessar fogo em toda a parte durante duas semanas para alcançar um fim conclusivo para a guerra, no interesse da paz e estabiliadde de longo prazo na região”.  

07.04.2026

Teerão promete responder com medidas "recíprocas e proporcionais" caso Trump avance com ataques

O representante iraniano nas Nações Unidas afirmou que Teerão “não vai ficar parado" se o Presidente dos EUA, Donald Trump, der seguimento às ameaças que fez esta terça-feira, que classifica como “crimes de guerra”.   

“O Irão não vai ficar parado perante estes chocantes crimes de guerra. Vai exercer, sem hesitação, o seu direito inerente à autodefesa e vai tomar medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse Amir-Saeid Iravani.     

O responsável referia-se às declarações de Trump de que “toda uma civilização vai morrer” se Teerão não chegar a um acordo de cessar-fogo que permita o desbloqueio do estreito de Ormuz até às 20:00 desta terça-feira (01:00 de quarta-feira em Lisboa).       

As palavras de Trump “constituem um incitamento a crimes de guerra e potencialmente a um genocídio”, diz o responsável iraniano. Durante uma reunião do conselho de segurança da ONU, Iravani pediu à comunidade internacional para condenar a retórica de Trump antes que seja demasiado tarde.

07.04.2026

Casa Branca nega planos para uso de armas nucleares

A Casa Branca negou esta terça-feira que os EUA estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar “uma civilização inteira”.

A posição foi clarificada depois de um discurso do vice-presidente norte-americano, JD Vance, em visita a Budapeste, Hungria, no qual referiu que Washington dispõe de “ferramentas” ainda não utilizadas no conflito.

“Nada do que o vice-presidente disse sugere” o recurso a armamento nuclear, explicou a Casa Branca numa mensagem divulgada nas redes sociais, rejeitando interpretações nesse sentido.

Vance tinha afirmado anteriormente que o Presidente norte-americano poderá recorrer a todos os meios disponíveis caso Teerão não altere o seu comportamento, sublinhando que os EUA  ainda aguardam uma resposta iraniana.

“Estamos confiantes de que poderemos obter uma resposta dos iranianos, seja positiva ou negativa”, disse Vance, acrescentando que Washington pretende garantir a livre circulação de petróleo e gás e evitar o que classificou como “terrorismo económico”.

As declarações de Vance surgem poucas horas antes do ultimato imposto por Trump ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz expirar, num contexto de crescente tensão militar entre Washington, Telavive e Teerão.

Após vários adiamentos, Washington fixou como limite as 20:00 de hoje (01:00 de quarta-feira em Portugal continental), avisando que poderá desencadear o “inferno” caso Teerão não cumpra.

07.04.2026

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura do estreito de Ormuz

A Rússia e a China vetaram esta terça-feira no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China.

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional” pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — bem como com a Jordânia. 

Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.

 

 

07.04.2026

Irão suspende negociações com os EUA após publicação de Trump

O Irão suspendeu as comunicações diretas com os EUA depois de o Presidente Donald Trump ter escrito nas redes sociais que "uma civilização inteira morrerá esta noite", avança o Wall Street Journal, citando dirigentes do Médio Oriente. 

Negociações indiretas, mediadas pelo Paquistão e outros países, continuam, pelo menos até ao prazo fixado para a reabertura do estreito de Ormuz, às 20h (1h de quarta-feira em Lisboa).

Também o New York Times avança que o Irão informou o Paquistão que as negociações sobre um cessar-fogo não vão continuar.


07.04.2026

Rússia diz estar a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia

A Rússia está a receber "uma enorme quantidade de solicitações" para o fornecimento de energia devido à crise provocada pela guerra israelo-americana contra o Irão, anunciou hoje a presidência russa (Kremlin).

"Agora que o mundo se encontra imerso numa grave crise económica e energética, cuja magnitude aumenta dia após dia (...), recebemos inúmeras solicitações para adquirir os nossos recursos energéticos de destinos alternativos", afirmou o porta-voz do Kremlin.

Dmitri Peskov disse que aos contactos já conhecidos com a Sérvia e a Hungria se juntaram outros pedidos alternativos para o fornecimento de energia, que não especificou, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O porta-voz do Presidente Vladimir Putin explicou em conferência de imprensa que Moscovo estava a negociar o fornecimento de hidrocarbonetos para "ajustar o melhor possível" os interesses nacionais.

A Rússia tem estado sujeita a um embargo a produtos petrolíferos desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, sobretudo dos aliados europeus de Kiev.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou recentemente algumas das sanções ao petróleo russo embarcado devido à crise gerada pela guerra contra o Irão que lançou conjuntamente com Israel em 28 de fevereiro.

A ofensiva foi lançada de surpresa enquanto decorriam conversações entre Teerão e Washington, sob mediação de Omã, sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra Israel e contra interesses norte-americanos nos países do Médio Oriente.

Israel abriu depois uma outra frente no Líbano por ter sido atacado pelo grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.

A guerra, que vai no 39.º dia, causou mais de 3.500 mortos só no Irão e no Líbano, segundo uma contabilização da TV do Qatar Al-Jazeera com base em dados oficiais.

Trump intensificou nos últimos dias as ameaças de apagar o Irão do mapa se Teerão não reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto continuam as operações para decapitar a cúpula iraniana.

O tráfego através de Ormuz, rota fundamental para fornecimento de gás e petróleo do Golfo Pérsico para o mercado mundial, representa agora menos de 10% dos níveis anteriores à guerra, de acordo com a Agência Internacional da Energia.

Também o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, afirmou hoje que os desenvolvimentos no Médio Oriente criaram "novas oportunidades económicas" para as empresas da Rússia, nomeadamente nos mercados energéticos.

Numa intervenção em Moscovo sobre a evolução dos mercados globais de energia, Mishustin destacou que um dos mais importantes corredores de transporte internacional no Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz, estava "efetivamente paralisado".

"O funcionamento das rotas marítimas estabelecidas foi interrompido", afirmou Mishustin, citado pela agência de notícias turca Anadolu, assinalando que aproximadamente 10% da produção global de gás natural liquefeito (GNL) foi retirada do mercado.

O primeiro-ministro russo defendeu que será necessário "tanto uma quantidade significativa de tempo como investimentos vultuosos para colocar os processos, a infraestrutura e a logística novamente nos eixos".

Mishustin disse que a crise "já se refletiu nos preços" e que a pressão inflacionária global deverá aumentar devido à situação no Médio Oriente, mas notou que o cenário atual apresenta novas oportunidades para a Rússia.

"Do ponto de vista económico, a situação atual para o nosso país apresenta novas oportunidades para melhorar, até certo ponto, a situação financeira dos setores orientados para a exportação e para proporcionar receitas adicionais ao orçamento", afirmou.

"Estamos a registar uma diminuição no desconto sobre o preço do petróleo russo", acrescentou Mikhail Mishustin.

07.04.2026

Teerão diz ter atacado complexo petroquímico saudita

O Irão afirmou hoje ter provocado "graves danos" com mísseis e drones a um dos maiores complexos petroquímicos do mundo na Arábia Saudita, em resposta a bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel contra infraestruturas energéticas iranianas.

Segundo a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, o complexo localizado em Al Jubail, na Arábia Saudita, e associado a empresas como a ExxonMobil, foi atingido em "ataques precisos".

"Estes ataques foram realizados em resposta às recentes agressões do inimigo americano-sionista contra vários complexos petroquímicos no Irão", informou a mesma fonte.

De acordo com Teerão, os Estados Unidos e Israel atacaram hoje a ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano, por onde passam cerca de 90% das exportações de crude do país.

Os desenvolvimentos ocorrem horas antes do prazo imposto pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irão reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaça de novos bombardeamentos contra infraestruturas energéticas iranianas.

Após vários adiamentos, Washington fixou como limite as 20:00 de hoje (01:00 de quarta-feira em Portugal continental), avisando que poderá desencadear o "inferno" caso Teerão não cumpra.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o Irão bloqueou parcialmente o trânsito no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a circulação de navios de países considerados aliados, o que contribuiu para a subida dos preços da energia.

Poucas horas antes do fim do ultimato, decorrem contactos entre os Estados Unidos, o Irão e mediadores regionais para um eventual cessar-fogo de 45 dias, segundo o portal norte-americano Axios.

07.04.2026

"Uma civilização inteira morrerá esta noite", ameaça Trump

Donald Trump continua a escalar o tom das suas ameaças sobre o Irão. Numa publicação na rede Truth Social, feita ao início desta tarde, o Presidente norte-americano avisa : "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada. Não quero que isso aconteça, mas é provável que aconteça".

Donald Trump deu ao Governo do Irão um prazo para reabrir o estreito de Ormuz à navegação que termina à uma da madrugada, hora de Portugal. Caso isso não aconteça, o líder dos EUA promete atacar o Irão.

Todavia, após fazer este aviso, Trump opta por prosseguir a mensagem num registo que admite outro desfecho. "Agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, quem sabe? Descobriremos esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do Mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte chegarão finalmente ao fim. Que Deus abençoe o Grande Povo do Irão!".

07.04.2026

EUA atacam mais de 50 alvos militares na ilha de Kharg

Os EUA lançaram ataques contra mais de 50 alvos militares na ilha de Kharg esta terça-feira, de acordo com o Wall Street Journal, citando dois dirigentes norte-americanos.

A agência estatal do Irão, a Mehr, já tinha relatado explosões na ilha, que é o principal terminal de exportação de petróleo do Irão. No entanto, a ofensiva não terá atingido qualquer infraestrutura de produção de crude, dizem as mesmas fontes ao jornal norte-americano. 

Na madrugada desta quarta-feira acaba o prazo estabelecido pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, para o Irão reabrir o estreito de Ormuz. Caso não aconteça, o líder norte-americano garante que vai destruir o país "numa só noite".

(Notícia atualizada com mais informação)

07.04.2026

TotalEnergies com ruturas em 66% dos postos em França devido a limites de preço

Cerca de 66% dos postos de abastecimento da TotalEnergies em França ficaram hoje sem algum dos combustíveis que comercializam, segundo o Governo, devido aos limites impostos aos preços de venda do grupo petrolífero, inferiores aos da concorrência.

O gabinete da ministra francesa da Energia, Maud Bregeon, atualizou hoje a percentagem de postos de abastecimento em que algum combustível esgotou e precisou que, esta manhã, em todo o país, a falta de algum combustível afetava cerca de 66% dos postos da TotalEnergies, mas apenas 4,1% dos restantes.

No total, cerca de 18% de todos os postos de abastecimento em França encontravam-se hoje de manhã sem pelo menos um dos combustíveis que vendem habitualmente, indicou a ministra.

A TotalEnergies não quis quantificar os postos afetados, argumentando que a situação "evolui muito rapidamente", e sublinhou que as suas equipas "estão mobilizadas para reabastecer os postos de abastecimento".

A TotalEnergies conta com 3.300 postos de abastecimento em França, representando cerca de um terço dos existentes no país.

A razão é a elevada procura devido aos limites de preço que a empresa aplicou até à meia-noite de segunda-feira: 1,99 euros por litro para a gasolina e 2,09 euros por litro para o gasóleo, tarifas inferiores às dos outros distribuidores.

Numa entrevista ao canal BFMTV, Maud Bregeon afirmou que, desde o início da crise dos preços dos combustíveis com a guerra no Médio Oriente, não se verificaram abusos nas margens dos distribuidores de combustíveis em França.

"As margens atuais são sensivelmente as mesmas que existiam antes do início do conflito, não houve um aumento indevido", salientou.

A ministra descartou a imposição de um congelamento de preços, o que "conduziria muito rapidamente a problemas de escassez", até porque a situação das finanças públicas francesas não o permitiria.

07.04.2026

EUA reclamaram ataques a 13 mil alvos iranianos desde 28 de fevereiro

Os Estados Unidos reivindicaram hoje ataques a mais de 13 mil alvos no Irão desde o início da ofensiva contra o país lançada a 28 de fevereiro.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) destacou que as forças norte-americanas danificaram ou destruíram mais de 155 embarcações iranianas no âmbito da operação militar conjunta com Israel.

O CENTCOM detalhou que os alvos atacados incluem centros de comando e controlo, quartéis-generais da Guarda Revolucionária do Irão, sistemas de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, navios e submarinos, instalações de produção de aparelhos aéreos não tripulados e infraestruturas de apoio militar.

As autoridades iranianas confirmaram mais duas mil mortes na ofensiva, incluindo o líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani e os ministros da Defesa e dos Serviços Secretos, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respetivamente.

O relatório sobre os alvos atingidos foi divulgado através das redes sociais a horas do fim do prazo do ultimato de Washington para que Teerão reabra o Estreito de Ormuz, à 01:00 de quarta-feira, hora de Lisboa.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou agravar a ofensiva contra o Irão caso não se verifiquem alterações que permitam a navegação no Estreito de Ormuz.

07.04.2026

Israel anuncia dezenas de ataques a infraestruturas iranianas. Irão acusa explosões na ilha de Kharg

A menos de 24 horas do fim do prazo estabelecido pelos EUA para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, Israel anuncia que atacou dezenas de infraestruturas iranianas, de acordo com a agência Bloomberg.

Já a agência iraniana Nour diz que uma ponte ferroviária foi atingida por um ataque áereo israelo-americano. Outra agência estatal do Irão, a Mehr, relata explosões na ilha de Kharg,  o principal terminal de exportação de petróleo do Irão.

Ao mesmo tempo, os Emirados dão conta de um míssil e 11 drones a serem disparados contra o país esta terça-feira.

07.04.2026

Dirigente iraniano pede a jovens que façam correntes humanas em torno de centrais elétricas

O vice-ministro da Juventude e Desporto iraniano apelou aos jovens para que formem "correntes humanas" em torno das centrais elétricas do país, que os EUA ameaçaram bombardear na próxima madrugada, caso o Irão não reabra o estreito de Ormuz. 

"Convido todos os jovens, figuras da cultura e da arte, atletas e campeões para a campanha nacional 'Corrente Humana da Juventude Iraniana para um Amanhã Mais Brilhante", escreveu Alireza Rahimi na rede social X. 


07.04.2026

Embaixador no Kuwait pediu aos países do Golfo para evitarem tragédia

O embaixador do Irão no Kuwait apelou hoje aos países do Golfo para que façam tudo o que for possível para evitar "uma tragédia", referindo-se ao ultimato do Presidente norte-americano, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão.

Mohammad Toutounji defendeu em declarações à agência France-Presse que os países da região devem usar todos os meios diplomáticos e políticos para impedir uma tragédia na região.

O Presidente dos Estados Unidos emitiu um ultimato para que a República Islâmica reabra o Estreito de Ormuz, alertando que, caso contrário, o Irão pode vir a ser "destruído de um dia para o outro".

Entretanto, o embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabad no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".

O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.

O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".

O diplomata não deu mais detalhes sobre os contactos.

A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.

Paralelamente, as Forças Armadas iranianas voltaram a condenar hoje o que consideraram "retórica arrogante" do chefe de Estado norte-americano.

07.04.2026

China vai continuar a limitar a metade aumento dos preços dos combustíveis

A China vai continuar a limitar praticamente a metade o aumento no preço dos combustíveis a partir desta meia-noite, prolongando as medidas anunciadas em março para tentar atenuar o impacto da subida do preço do petróleo.

Segundo indicou hoje num comunicado a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR, principal órgão de planeamento económico do país), os preços da gasolina subirão 420 yuan (52,95 euros) por tonelada, quando deveriam subir 800 yuan (100,86 euros), na sequência das "consideráveis" flutuações no mercado.

O preço do gasóleo subirá 400 yuan (50,43 euros) por tonelada, em vez dos 770 yuan (97,07 euros) do cálculo padrão.

"Para mitigar o impacto dos preços internacionais crescentes do petróleo bruto no mercado nacional, o Governo continua a aplicar medidas de controlo sobre os preços dos derivados do petróleo", indica a instituição no seu portal.

A 23 de março, a CNRD anunciou que limitaria os aumentos a 1.160 e 1.115 yuan (146,24 e 140,57 euros) para a gasolina e o gasóleo, em vez dos 2.205 e 2.120 yuan (277,99 e 267,27 euros) que teria de aplicar face à escala do preço do petróleo.

No comunicado de hoje, o responsável pelo planeamento económico exige que as grandes petrolíferas estatais "organizem a produção e o transporte" de produtos refinados para "garantir o abastecimento estável" e insta-as a "aplicar rigorosamente" os referidos controlos de preços.

O comunicado adverte de "penas severas" contra quem infringir estas medidas e pede a todas as autoridades do país que "reforcem a supervisão e a inspeção do mercado".

Perante o bloqueio "de facto" do estreito de Ormuz, por onde passa 45% do petróleo que importa, a China registou um dos maiores aumentos recentes nos preços dos combustíveis, o que levou os reguladores a intervir para limitar o seu impacto sobre os cidadãos.

07.04.2026

Exército israelita avisa iranianos para não viajarem hoje de comboio

O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio, numa mensagem em persa, publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão" (18:30 em Lisboa), escreveu o exército israelita na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

A ameaça ao ataque de infraestruturas civis iranianas - incluindo pontes e centrais de energia - foi esta segunda-feira reforçada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa conferência de imprensa em que reiterou o prazo dado a Teerão até às 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa) para concluir um acordo que passe pelo desimpedimento à navegação pelo Estreito de Ormuz.

Neste contexto, e segundo uma fonte israelita à CNN, "Israel aguarda a decisão de Trump sobre os próximos passos", mas tem "planos adicionais para as próximas semanas, à espera da aprovação dos Estados Unidos".

Em resposta à ameaça de Trump, Teerão avisou os Estados Unidos e os países aliados na região que esperassem o mesmo tipo de resposta.

A única via rodoviária que liga a Arábia Saudita ao Bahrein foi hoje encerrada por motivos de segurança após alertas emitidos na região, informaram as autoridades sauditas.

"O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso por precaução", afirmou a Autoridade Geral da Ponte Rei Fahd, o organismo que gere este conjunto de pontes com 25 quilómetros que liga os dois países.

As declarações de Trump relativamente à possibilidade de um acordo com o Irão permitem perceber que Washington não aceitou a última contraproposta de Teerão, transmitida através do Paquistão, que consistia em 10 pontos, entre os quais se incluíam o fim das hostilidades na região, um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que o exército israelita continua a eliminar altos funcionários, mas também a atacar fábricas iranianas, incluindo Pars Sul, a maior fábrica petroquímica do Irão.

Os meios de comunicação iranianos confirmaram ataques contra as empresas Mobin e Damavand, responsáveis pelo fornecimento de eletricidade, água e oxigénio ao complexo petroquímico de Pars Sul, que alberga as maiores reservas mundiais de gás natural.

07.04.2026

Presidente chinês pede novo sistema energético e reforço da segurança energética

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu hoje a construção de um "novo sistema energético" e o reforço da segurança energética do país, num contexto de perturbações no fornecimento de combustíveis fósseis, causado pelo conflito no Médio Oriente.

Sem referir diretamente a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, Xi sublinhou que a China deve "acelerar o planeamento e a construção de um novo sistema energético" e reforçar a segurança, numa fase em que Pequim aposta na diversificação das fontes de abastecimento, noticiou a televisão estatal CCTV.

O chefe de Estado apelou ao desenvolvimento "ativo, seguro e ordenado" da energia nuclear e ao reforço de um sistema integrado de produção, fornecimento, armazenamento e comercialização de energia.

As declarações surgem após semanas de instabilidade no Médio Oriente, onde a guerra envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos tem afetado o tráfego marítimo e pressionado o preço do petróleo, devido ao bloqueio de facto do Estreito de Ormuz.

Segundo a CCTV, nos primeiros meses do novo plano quinquenal aprovado em março, que orienta a segunda maior economia mundial nos próximos cinco anos, a China tem acelerado a construção de infraestruturas energéticas de nova geração, com o objetivo de reforçar a cadeia de abastecimento e promover um desenvolvimento mais verde e de baixas emissões.

No final de fevereiro, a capacidade instalada de energia eólica e solar atingia 1.880 milhões de quilowatts, um aumento de 28,8% em termos homólogos, enquanto a produção elétrica a partir de fontes renováveis já representa cerca de 40% do total nacional.

Xi Jinping salientou recentemente que o carvão continua a ser a "base energética" da China, devendo desempenhar um papel de suporte.

O conflito, em escalada desde finais de fevereiro, tem incluído ataques a infraestruturas energéticas e afetado o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde, em circunstâncias normais, transita cerca de 20% do petróleo mundial e aproximadamente 45% das importações chinesas de petróleo e gás.

A guerra já teve impacto direto na China, ao aumentar os custos energéticos e logísticos, levando mesmo as autoridades a intervir temporariamente nos preços internos dos combustíveis.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês indicou recentemente que alguns navios chineses conseguiram atravessar o estreito após coordenação com as partes envolvidas.

Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

07.04.2026

Tóquio anuncia "preparativos" para conversa com Presidente iraniano

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarou hoje que decorrem "preparativos" para uma conversa telefónica com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que deverão abordar a garantia por Teerão da segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz.

"Afirmei ontem que estavam em curso preparativos para uma conversa telefónica com o Presidente iraniano", declarou Takaichi no Parlamento nipónico.

"Temos de comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irão, e é por isso que procuramos organizar conversas telefónicas com os presidentes de ambos os países", acrescentou, em declarações na comissão orçamental da Câmara Alta.

Tóquio anunciou hoje a libertação pelo Irão de um cidadão japonês detido desde janeiro, tendo a agência noticiosa Kyodo informado que se tratará do chefe da delegação em Teerão da emissora pública de televisão NHK.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, conversou por telefone na segunda-feira com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, a quem "manifestou a profunda preocupação com a prolongação da troca de ataques de retaliação (do Irão contra os países do Golfo) e reiterou a posição constante do Japão de que uma rápida desescalada da situação é de importância capital", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês.

"Além disso, exortou o Irão a empenhar-se sinceramente nos esforços diplomáticos atualmente em curso entre os países envolvidos", acrescentou o comunicado, divulgado na segunda-feira à noite.

O Japão é o quinto maior importador mundial de petróleo, sendo que mais de 90% deste provém do Médio Oriente, bem como cerca de 10% das importações de gás natural liquefeito (GNL).

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump voltou a criticar os aliados da NATO, bem como a Coreia do Sul, a Austrália e o Japão, por não terem apoiado os Estados Unidos na guerra no Irão.

Em contrapartida, sublinhou Trump, o número de tropas norte-americanas estacionadas no Japão ultrapassam os 50 mil efetivos militares.

07.04.2026

Agência Internacional de Energia prevê aceleração das energias renováveis

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, considera que a crise energética ligada à guerra no Irão, deverá acelerar o desenvolvimento das energias renováveis, nucleares e dos veículos elétricos, segundo uma entrevista hoje publicada.

Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro.

"Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se".

"É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.

Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.

Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".

Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude".

"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".

O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada.

"Se o estreito [de Ormuz] permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou.

"Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".

07.04.2026

Seul envia representante ao Médio Oriente para garantir abastecimento energético

O chefe do gabinete presidencial sul-coreano, Kang Hoon-sik, desloca-se hoje ao Médio Oriente e Ásia Central para garantir o abastecimento energético, no quadro da guerra contra o Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Kang explicou numa conferência de imprensa em Seul que a sua delegação partirá para o Cazaquistão, Omã e Arábia Saudita para garantir importações adicionais de petróleo e nafta, face às dificuldades logísticas decorrentes do conflito no Médio Oriente.

A Coreia do Sul importa do Médio Oriente cerca de 70% do petróleo bruto que consome, e mais de 95% deste volume transita por Ormuz. O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o seu alerta devido à crise de segurança energética.

Kang explicou que 54% da nafta que a Coreia do Sul consome também é importada da região, sublinhando a urgência de garantir rotas alternativas de abastecimento.

O responsável destacou o acordo recente em que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se comprometeram a fornecer 24 milhões de barris de petróleo bruto a Seul.

Além disso, indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança de 26 navios sul-coreanos que permanecem nas proximidades do estreito de Ormuz, coordenando medidas com companhias marítimas e parceiros internacionais para facilitar a sua passagem segura.

Seul tinha anunciado na véspera o envio de enviados especiais a diferentes regiões, a fim de estabilizar o abastecimento energético por vias alternativas, incluindo a Argélia e a Arábia Saudita.

Além disso, as autoridades de Seul estão a ponderar enviar cinco navios com bandeira sul-coreana para a cidade saudita de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, o que permitiria evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na segunda-feira as ameaças de destruir infraestruturas civis, incluindo centrais de energia, no Iráo caso não se chegue a um acordo antes das 20:00 de Washington na terça-feira (00:00 TMG de quarta-feira) e Teerão continue a impedir a passagem de navios no estreito de Ormuz.

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