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Fórum Económico Mundial: Tensões geopolíticas são a maior ameaça mundial nos próximos 10 anos

Os líderes mundiais vão estar reunidos na próxima semana em Davos para discutir os maiores desafios globais. Além das tensões geopolíticas, o desemprego, o abastecimento de água ou a propagação rápida de doenças infecciosas, são alguns dos maiores riscos que o mundo enfrenta na próxima década.

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davos Bloomberg
15 de Janeiro de 2015 às 14:33

Mais de 40 chefes de Estado mundiais, assim como líderes económicos e financeiros, num total de 2.500 participantes, para discutir o mundo durante três dias na próxima semana. O Fórum Económico Mundial vai ter lugar de 21 de Janeiro a 24 de Janeiro em Davos, na Suíça.

A queda do preço do petróleo, as tensões no Leste da Ucrânia e a ameaça do terrorismo, após os ataques em Paris, são alguns dos principais temas a serem debatidos.

"O ano de 2015 vai ser um ano de mudança. Um mundo em desintegração, de ódio, de fundamentalismo, e, por outro lado, um mundo de solidariedade, de cooperação. Vimos estes dois mundos em Paris na passada semana", disse Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum.

Como habitualmente, antes do encontro é divulgado o relatório do Riscos Globais, a perspectiva global para os próximos 10 anos. Os conflitos entre países, com impacto a nível regional, são o risco com maior probabilidade de acontecer na próxima década. Seguem-se os eventos meterológicos extremos e o pódio fica completo com as falhas na governação nacional.

Na quarta posição, surge o colapso ou a crise dos Estados, ou seja a queda de governos ou golpes de Estado. Por último, em termos de probabilidade, surge um risco económico: o desemprego ou subemprego estrutural elevado.

O relatório também compilou os cinco principais riscos globais em termos de impacto. Primeiro, surgem as crises de abastecimento de água. Em segundo, a propagação rápida e maciça de doenças infecciosas.

Depois dois riscos geopolíticos: as armas de destruição maciça e os conflitos entre países com consequências regionais. Por último, surge a falha de adaptação dos países às mudanças climáticas.

"Vinte e cinco anos após a queda do Muro de Berlim, o mundo enfrenta agora o risco de importantes conflitos entre Estados", segundo a economista chefe do Forúm Económico Mundial, Margareta Drzeniek.

"No entanto, os meios para executar tais conflitos, quer seja através de ciberataques, competição por recursos ou sanções e outras ferramentas económicas, estão mais presentes do que nunca. Enfrentar estes possíveis estímulos e tentar encaminhar o mundo para uma rota de parceria em vez de competição, deve ser uma prioridade para os líderes, agora que entramos em 2015", sublinhou a responsável.

China vai estar presente em peso, Putin e Medvedev ausentes

No encontro vão estar presentes vários líderes mundiais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel, o Presidente francês François Hollande, o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, o primeiro-ministro chinês Li Keqiang ou o secretário de Estado norte-americano John Kerry. Portugal será representado, mais uma vez, pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, avança esta quinta-feira o Diário Económico.

A economia e finanças vão estar representadas por Christine Lagarde do Fundo Monetário Internacional (FMI), os governadores dos bancos centrais de França e de Inglaterra, Christian Noyer e Mark Carney, ou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

Do mundo empresarial vão estar presentes, Jack Ma da Alibaba, Bill Gates, co-fundador da Microsoft, Marissa Mayer da Yahoo, Sheryl Sandberg do Facebook e Eric Schmidt da Google.

A delegação chinesa, que conta com o primeiro-ministro, vai ser a de maior peso desde 2009, em termos de responsáveis de alto nível.

Pelo contrário, a delegação da Rússia não vai contar com a presença do presidente ou do primeiro-ministro pela primeira vez desde 2012. As tensões geopolíticas no Leste da Ucrânia e as consequentes sanções económicas provocaram o afastamento de Moscovo.

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