Mundo Irão abandona compromissos do acordo nuclear de 2015

Irão abandona compromissos do acordo nuclear de 2015

Segundo um comunicado divulgado pela televisão estatal, Teerão vai deixar de cumprir qualquer limite ao enriquecimento de urânio, ainda que esteja disponível para continuar a cooperar com o órgão de controlo nuclear da ONU.
Irão abandona compromissos do acordo nuclear de 2015
Reuters
Rita Faria 05 de janeiro de 2020 às 19:19

O Irão anunciou este domingo, 5 de janeiro, que vai reverter os seus compromissos relativos ao enriquecimento de urânio estabelecidos no âmbito do acordo nuclear de 2015 com seis potências internacionais.

De acordo com a televisão estatal, o país vai deixar de cumprir qualquer limite ao enriquecimento de urânio, ainda que esteja disponível para continuar a cooperar com o órgão de controlo nuclear da ONU.

"O Irão continuará o seu enriquecimento nuclear sem limitações e com base nas suas necessidades técnicas", anuncia um comunicado citado pela televisão estatal.

Desde que os Estados Unidos decidiram abandonar o acordo nuclear, em 2018, e voltar a impor sanções sobre o Irão, Teerão tem repetidamente violado os limites do pacto no que respeita às suas atividades nucleares - o acordo estabelece um teto de 3,67% para os níveis de enriquecimento de urânio, e Teerão tem ficado em torno dos 4,5% nos últimos meses - mas nunca, até agora, o país havia anunciado que deixaria de cumprir os seus compromissos.

A retirada dos Estados Unidos e consequente reimposição das sanções desencadeou uma forte deterioração das relações entre Washington e Teerão, e desde então a Europa tem tentado salvar o acordo. No entanto, Teerão tem dito repetidamente que não está a ser feito o suficiente para garantir a permanência do Irão e a prossecução dos seus compromissos.

Já era esperado que o país se pronunciasse esta semana sobre o acordo, mas a decisão conhecida este domingo coincide com a escalada da tensão com os Estados Unidos, depois do ataque levado a cabo por Washington, na sexta-feira, que resultou na morte do general Qassem Soleimani, perto do aeroporto de Bagdade.

 




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