Mundo Na reta final para o Mundial de Futebol, economia do Catar fraqueja

Na reta final para o Mundial de Futebol, economia do Catar fraqueja

A economia do Catar está a perder fôlego enquanto finaliza uma série obras para o mundial de Futebol de 2022.
Na reta final para o Mundial de Futebol, economia do Catar fraqueja
Reuters
Bloomberg 02 de outubro de 2019 às 12:05

Agora que o arrendamento está em queda e grande parte das construções de estádios está a chegar ao fim, a economia de 192 mil milhões de dólares começa a fraquejar. O PIB excluindo a extração de petróleo e gás encolheu pela primeira vez desde que os dados começaram a ser compilados, em 2012, com uma queda de 1,1% na taxa anual no segundo trimestre, de acordo com a Autoridade de Planeamento e Estatística do Catar.

 

Os setores da construção, indústria, comércio grossista e retalho mostraram contração, segundo os números divulgados na terça-feira. No geral, a economia do maior exportador mundial de gás natural liquefeito encolheu 1,4% em relação ao ano anterior.

 

A economia do Catar viveu anos de expansão, impulsionada por 200 mil milhões de dólares em obras de infraestruturas para se preparar para o evento desportivo mais assistido do mundo. Juntamente com outras iniciativas para reduzir a dependência do petróleo e gás, o rápido ritmo do setor de construção e os altos preços dos imóveis mantiveram os motores a todo vapor.

 

Mas dois dos oito estádios para receber o Mundial de 2022 já foram construídos, e o restante deve estar concluído até ao fim de 2020. O novo sistema de metro do Catar também já está a funcionar depois da inauguração de parte da primeira linha no início do ano.

 

A expansão projetada das instalações de GNL do país é um ponto positivo para a economia do Catar, já que o aumento da capacidade pode gerar 40 mil milhões de dólares em receita adicional de exportações.

 

Ainda assim, a onda de obras em torno do Mundial está a diminuir. Além disso, menos turistas e menos negócios com países vizinhos afetaram a economia desde meados de 2017, quando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito cortaram abruptamente relações e suspenderam a maioria das viagens ao pequeno país peninsular no Golfo.

 

(Texto original: Qatar's $200 Billion Dash to World Cup Hits a Construction Cliff)

 




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