Operação Lava Jato: Presidente da Odebrecht condenado a mais de 19 anos de prisão
O presidente da Odebrecht, a maior construtora do Brasil, foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito da Operação Lava Jato.
Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, a maior empresa brasileira no sector da construção, foi esta terça-feira, 8 de Março, condenado a uma pena de 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Este é o mais recente desenvolvimento da conhecida e polémica investigação Lava Jato, um processo que investiga práticas de corrupção em que a estatal brasileira Petrobras está no centro das operações.
De acordo com o jornal brasileiro Estadão, também Márcio Faria e Rogério Araújo, antigos directores da Odebrecht, foram condenados pelos mesmos crimes e com a mesma pena de prisão.
O juiz federal responsável por esta investigação, Sérgio Moro, afirmou, em relação às acções de Marcelo Odebrecht, que "a prática do crime de corrupção envolveu o pagamento de 108.809.565 reais e de 35 milhões de dólares aos agentes da Petrobras, um valor muito expressivo".
Houve ainda outros executivos relacionados com a Odebrecht a serem condenados. É o caso do ex-director Alexandrino Alencar, condenado a 15 anos e sete meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e Cesar Ramos Rocha, condenado a nove anos e quase 11 meses de encarceramento por corrupção e associação criminosa.
Entretanto o Folha de S.Paulo adianta que Marcelo Odebrecht terá já dado permissão aos executivos da construtora para que possam negociar acordos de delação premiada com a Justiça, estando o próprio a avaliar a possibilidade de tomar decisão idêntica. A delação premiada está prevista na legislação brasileira e consiste numa espécie de benefício legal concedido a um determinado réu que aceite ajudar e apoiar a investigação judicial.
Também no âmbito da Operação Lava Jato, Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, viu a sua casa revistada e foi ouvido pela investigação por suspeitas de ter beneficiado do esquema de pagamentos da Petrobras.