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Strauss-Kahn consegue acordo confidencial com empregada de hotel que o acusou de violação

O ex-director do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn alcançou hoje um acordo confidencial para encerrar o processo civil aberto por uma empregada de um hotel de Nova Iorque que o acusou de violação, divulgou o juiz.

Richard Drew/Pool / Bloomberg
Lusa 10 de Dezembro de 2012 às 20:17
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"Há cerca de 10 minutos, chegámos a um acordo", anunciou o juiz Douglas McKeon, no início da audiência no tribunal do Bronx, Nova Iorque, precisando que os termos do acordo são "confidenciais".

No passado dia 30 de Novembro, o jornal "Le Monde" noticiou que o antigo director do FMI ia pagar "seis milhões de dólares" à empregada de hotel, Nafissatou Diallo, nos termos de um acordo amigável para evitar um processo judicial.

Os advogados de Strauss-Kahn desmentiram então a notícia e qualificaram de "fantasistas e erradas" as informações.

O diário "New York Times" noticiou, no mesmo dia, que Dominique Strauss-Kahn e Diallo tinham chegado a acordo para pôr fim a uma saga judicial de 18 meses.

Nafissatou Diallo, de 33 anos, apresentou uma queixa civil contra Strauss-Kahn a 08 de agosto de 2011. A empregada de limpeza acusou o ex-director do FMI de a ter obrigado a fazer sexo oral numa suite do hotel Sofitel, em Nova Iorque, a 14 de maio desse ano.

Dominique Strauss-Kahn, de 63 anos, admitiu ter mantido uma "relação sexual inapropriada" com Diallo, mas assegurou que foi consensual.

Uma queixa penal foi arquivada a 23 de agosto de 2011, depois de a acusação ter considerado haver dúvidas quanto à credibilidade da queixosa, devido a várias declarações falsas que fez sobre alguns aspectos da sua vida.

O caso obrigou Dominique Strauss-Kahn a demitir-se da chefia do FMI, a 18 de maio de 2011, e pôs fim às suas ambições presidenciais em França.

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