Mundo Vale de morte: Há mais uma barragem em risco de colapso no Brasil

Vale de morte: Há mais uma barragem em risco de colapso no Brasil

Dois meses depois de a barragem de Brumadinho ter colapsado, provocando a morte de cerca de 300 pessoas, a gigante brasileira do setor mineiro Vale anunciou que há uma outra em risco iminente de rotura e que a população já recebeu ordens para abandonar a zona.
Vale de morte: Há mais uma barragem em risco de colapso no Brasil
Depois da tragédia que provocou 300 mortes, em janeiro passado, soou um alerta sobre a rotura iminente de uma outra barragem no Brasil.
Reuters
Negócios com Lusa 23 de março de 2019 às 19:21

A gigante brasileira do setor mineiro Vale anunciou que umas das suas barragens, no estado de Minas Gerais, está em risco iminente de rotura e que a população já recebeu ordens para abandonar a zona.

 

Na sexta-feira, a empresa elevou o nível de risco da barragem de resíduos de mineração da cidade de Barão de Cocais para três, o mais alto.

 

De acordo com a secretaria brasileira de Minas e Energia, o nível três significa que a rotura está "iminente ou em curso".

 

As autoridades daquele estado já tinham dado ordem à população para sair em fevereiro, quando a Vale elevou o nível de risco para dois, segundo a porta-voz da empresa Cinthia Saito.

 

A mesma responsável disse que não sabia quantas pessoas cumpriram a ordem.

 

O coronel Flávio Godinho, do departamento estatal de defesa civil, declarou aos jornalistas que as autoridades estão a estudar a estrutura da Barão de Cocais para rever o plano de contingência e que "qualquer atividade poderia desencadear a rotura".

 

A notícia surge cerca de dois meses depois de uma outra barragem da Vale, na cidade vizinha de Brumadinho ter colapsado, libertando uma onde de lama tóxica que contaminou os rios e terão provocado a morte de cerca de 300 pessoas.

 

O tipo de estrutura usado para conter os resíduos mineiros em Brumadinho era idêntico ao de Barão de Cocais, que fica a 150 quilómetros de distância.

 

As autoridades federais proibiram este tipo de construção no mês passado e deram 90 dias às empresas para apresentarem planos de substituição das barragens num prazo de três anos.

 

A Vale afirmou, num comunicado, que já estava a substituir dez barragens.

 




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