Banco de Inglaterra sobe taxas de juro em 25 pontos para máximos de 15 anos
O Banco de Inglaterra subiu as taxas de juro diretoras em 25 pontos base para 5,25%, o nível mais elevado desde a crise financeira, ou seja, 15 anos. O ciclo de aperto da política monetária tem assim a sua 14ª subida de juros consecutiva, tal como era largamente esperado pelo mercado.
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As preferências dos membros do Comité de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) dividiram-se, com seis a votarem a favor deste aumento, dois a favorecerem uma subida de 50 pontos base - tal como aconteceu em junho, e um com a preferência de manter as taxas de juro inalteradas nos 5%. O BoE avisou que a luta contra a inflação exige que as condições de aperto atuais se mantenham durante mais tempo, deixando a porta aberta para futuras decisões de política monetária. O corpo de nove governadores do Comité usou linguagem que permite antever que as taxas de juro se vão manter em terreno restritivo durante um período "suficientemente longo". O aviso é também deixado às famílias britânicas, dado que "taxas de juro mais elevadas significam custos mais altos para algumas pessoas", pode ler-se, "sabemos que isso não é fácil quando já há muita pressão nos seus orçamentos". Para o resto do ano, o BoE prevê que a inflação atinja cerca de 5% e os 2% para o qual a instituição é mandatada devem ser apenas observados no final de 2025. A subida dos preços foi de 7,9% em junho, a mais baixa em 15 meses, descendo significativamente face aos valores de maio, que situavam a subida dos preços em 8,7%, mas ainda se tratam de números "demasiado elevados". O banco mantém também o seu "guidance" de que "se houver indícios de pressões mais persistentes, então um aperto da política monetária ainda maior seria necessário", pode ler-se nas atas da reunião, onde também está presente uma indicação de que uma vez que o ciclo de subida de juros esteja terminado, as taxas podem permanecer elevadas durante algum tempo. Uma das razões apontadas é que indicadores-chave, nomeadamente relacionados com o crescimento dos salários, "sugerem que alguns dos riscos de pressões inflacionárias mais persistentes podem ter começado a cristalizar-se". O principal cenário macroeconómico do BoE indica também que o Reino Unido deverá escapar a uma recessão antes das eleições que devem ser realizadas no início de 2025. Ainda assim, os vários cenários consideram o risco de uma contração do PIB do país. Segundo as previsões da instituição liderada por Andrew Bailey a economia britânica deve estagnar em 2025, sendo que o PIB deve crescer 0,5% em 2023 e 2024 e 0,25% em 2025.
O BoE avisou que a luta contra a inflação exige que as condições de aperto atuais se mantenham durante mais tempo, deixando a porta aberta para futuras decisões de política monetária. O corpo de nove governadores do Comité usou linguagem que permite antever que as taxas de juro se vão manter em terreno restritivo durante um período "suficientemente longo".
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O aviso é também deixado às famílias britânicas, dado que "taxas de juro mais elevadas significam custos mais altos para algumas pessoas", pode ler-se, "sabemos que isso não é fácil quando já há muita pressão nos seus orçamentos".
Para o resto do ano, o BoE prevê que a inflação atinja cerca de 5% e os 2% para o qual a instituição é mandatada devem ser apenas observados no final de 2025. A subida dos preços foi de 7,9% em junho, a mais baixa em 15 meses, descendo significativamente face aos valores de maio, que situavam a subida dos preços em 8,7%, mas ainda se tratam de números "demasiado elevados".
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O banco mantém também o seu "guidance" de que "se houver indícios de pressões mais persistentes, então um aperto da política monetária ainda maior seria necessário", pode ler-se nas atas da reunião, onde também está presente uma indicação de que uma vez que o ciclo de subida de juros esteja terminado, as taxas podem permanecer elevadas durante algum tempo.
Uma das razões apontadas é que indicadores-chave, nomeadamente relacionados com o crescimento dos salários, "sugerem que alguns dos riscos de pressões inflacionárias mais persistentes podem ter começado a cristalizar-se".
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O principal cenário macroeconómico do BoE indica também que o Reino Unido deverá escapar a uma recessão antes das eleições que devem ser realizadas no início de 2025. Ainda assim, os vários cenários consideram o risco de uma contração do PIB do país.
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