Política Monetária Banco de Inglaterra deixa juros inalterados e corta estimativas de crescimento

Banco de Inglaterra deixa juros inalterados e corta estimativas de crescimento

Tal como se esperava, o Banco de Inglaterra não mexeu nos juros nem no programa de compra de activos, e mostrou-se mais pessimista em relação às perspectivas de crescimento da economia britânica.
Banco de Inglaterra deixa juros inalterados e corta estimativas de crescimento
Bloomberg
Rita Faria 10 de maio de 2018 às 12:34

O Banco de Inglaterra decidiu deixar inalterada a sua taxa de juro de referência em 0,5%, assim como o seu programa de compra de activos.

A decisão sobre os juros, que já era esperada, teve o voto favorável de sete membros do Comité de Política Monetária, enquanto dois – Ian Mccafferty e Michael Saunders – votaram a favor de uma subida.

Os membros do Comité justificaram a sua decisão de manter o custo do dinheiro com os dados recentes sobre a evolução da economia britânica, que sinalizam um abrandamento no crescimento e uma desaceleração na inflação.

O PIB do Reino Unido subiu 0,1% no primeiro trimestre, face aos três meses anteriores, e 1,2% em termos homólogos, o que representa o crescimento mais lento desde 2012.

"A recente fraqueza nos dados do primeiro trimestre foi consistente com uma correcção temporária", notam os responsáveis do organismo liderado por Mark Carney. É preciso ver como os dados "evoluem nos próximos meses para perceber se o abrandamento vai persistir".

Neste contexto, o Banco de Inglaterra reviu em baixas as suas estimativas de crescimento, apontando agora para uma subida do PIB de apenas 1,4% este ano, abaixo da anterior projecção de 1,8%.

Para 2019 e 2020, as estimativas foram cortadas de 1,8% para 1,7%. Quanto à inflação, o Banco de Inglaterra antecipa que deverá cair mais rápido do que o esperado, atingindo a meta dos 2% em dois anos.

Apesar das perspectivas mais pessimistas para a economia, mantém-se a expectativa de que o banco central aumente os juros este ano, com Agosto a ser apontado como o mês mais provável.

A última subida – de 25 pontos-base para 0,5% - foi anunciada em Novembro do ano passado, e foi a primeira em dez anos.




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