Política Monetária Fed já estuda subir taxa de juro para níveis acima de 3%

Fed já estuda subir taxa de juro para níveis acima de 3%

As críticas de Donald Trump não travam a intenção da Reserva Federal em continuar a subir a taxa de juro de referência dos Estados Unidos, embora não seja unânime a ideia de adoptar uma política monetária restritiva.
Fed já estuda subir taxa de juro para níveis acima de 3%
Reuters
Nuno Carregueiro 17 de outubro de 2018 às 19:45

A Reserva Federal (Fed) pretende continuar a subir a taxa de juro de referência e iniciou já o debate sobre se deverá adoptar uma politica monetária restritiva, o que implica colocar o preço do dinheiro acima do nível considerado neutral numa perspectiva de longo prazo.

 

De acordo com as actas da última reunião do banco central, que decorreu a 26 de Setembro, e que foram reveladas esta quarta-feira, 17 de Outubro, os responsáveis da Fed foram unânimes na decisão de colocar a taxa de juro de referência entre 2 e 2,25%.

 

Vários membros do banco central defenderam mesmo que a Fed deveria abandonar a actual política monetária acomodatícia, o que implica colocar a taxa de juro acima dos 3% (nível considerado neutral para a economia), ou seja num patamar considerado restritivo.

 

Segundo a Bloomberg, esta ideia terá recolhido o apoio da maioria dos membros do Federal Open Market Commitee (FOMC), órgão que fixa a política monetária dos EUA, embora vários responsáveis também a tenham contestado.

 

"Alguns participantes esperam que a política monetária tenha que ser modestamente restritiva durante algum tempo e julgam ser necessário, de forma temporária, elevar a taxa de juro acima do que avaliam ser o nível de longo prazo", refere o comunicado da Fed onde é relatado o que aconteceu na reunião.

 

É a própria Fed quem define que o nível de longo prazo neutral (que não estimula, nem penaliza a economia) é de 3%.

 

Contudo, foram vários os membros que não apoiaram esta ideia, por estarem contra a adopção de uma política restritiva "na ausência de sinais claros de um sobre-aquecimento da economia e subida da inflação".

 

Têm sido precisamente estes os argumentos de Donald Trump, que tem disparado violentas críticas à subida das taxas de juro da Fed.  


Ainda hoje o presidente dos Estados Unidos repetiu que a Fed está a cometer "um erro" por subir os juros "demasiado rápido", constituindo, neste momento, a "maior ameaça" à política da sua administração.

 

A Fed já subiu os juros este ano por três vezes e poderá agravar o preço do dinheiro novamente este ano.




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