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Lagarde diz que projeções do BCE continuam válidas, apesar de novos confinamentos

A líder do Banco Central Europeu (BCE) defende que as previsões macroeconómicas feitas pela instituição continuam plausíveis, mesmo com as novas medidas de confinamento decretadas em toda a região.

bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 13 de Janeiro de 2021 às 11:29
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Christine Lagarde, líder do Banco Central Europeu (BCE), diz que as previsões para o crescimento económico da Zona Euro continuam "plausíveis", apesar da subida do número de casos de coronavírus e do consequente confinamento.

A justificar a sua visão, Lagarde disse que muitas das incertezas que pairavam no ar na altura das previsões, feitas na reunião de política monetária de dezembro, já se evaporaram. É o caso das eleições dos Estados Unidos, do Brexit e também do início da vacinação em toda a Europa.

As projeções do BCE foram assim revistas em baixa no curto prazo, embora no conjunto de 2020 tenham sido melhoradas.

Para o quatro trimestre de 2020, Lagarde confirma que espera uma contração económica de 2,2% contra uma expansão de 3,1% antecipada em setembro, altura das últimas projeções.

Já para o conjunto de 2020, os peritos do banco central esperam agora uma recessão de 7,3% na Zona Euro (em vez de 8%), seguida de uma recuperação para um crescimento de 3,9% em 2021, 4,2% em 2022 e 2,1% em 2023.
 

No campo da inflação, uma das maiores dores de cabeça para Lagarde, as mais recentes projeções elaboradas pelo banco central mostram que o índice de preços se irá manter longe da sua meta de perto, mas ligeiramente abaixo de 2% até, pelo menos, 2023.

Para 2020, a inflação prevista será de 0,2%, abaixo dos 0,3% anteriormente estimados, de acordo com o banco, que mantém inalterada a perspetiva de uma inflação de 1% em 2021.

Para 2022, o BCE reviu em baixa o índice dos preços de 1,3% para os 1,1%. Em 2023, a inflação será de 1,4%, o que significa que está longe da meta estipulada pelo banco.
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