Sócrates diz que a despesa com protecção social aumentou em toda a Europa - verdade?
22h17
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Quanto à protecção social, todos os Estados excepto a Hungria viram a despesa nesta área aumentar entre 2008 e 2009. Na Zona Euro, os gastos sociais cresceram, em média, 9,1% (em Portugal, 15,5%). Entre 2009 e 2010 essa tendência continuou, embora de forma mais moderada. Parte desta evolução é justificada pela actuação dos chamados "estabilizadores automáticos" (desemprego sobe, e gastos com subsídio de desemprego acompanham a subida, por exemplo), outra por decisões e medidas dos governos.
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Onde a frase dita ontem por José Sócrates é mais discutível é quando se analisam os resultados. O antigo primeiro-ministro fala de conter o desemprego. No entanto, nesse período a taxa de desemprego sofreu um agravamento significativo, tanto em Portugal como na Zona Euro. Entre 2008 e 2010, observou-se um aumento de 8,5% para 12% em Portugal e 7,1% para 9,7% na Zona Euro.
Quanto à procura interna, resultados semelhantes. A estratégia não resultou numa recuperação. O indicador está em queda desde 2008, sem ter registado qualquer tipo de recuperação. Alguns economistas argumentam que as medidas não tiveram tempo de dar frutos, devido à explosão da crise grega e consequente inversão da estratégia europeia, que passou a apostar na austeridade e no equilíbrio orçamental.
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