“Falei em violência para a prevenir e evitar”, explica Soares

Ex-Presidente da República sublinha, em artigo de opinião no "Diário de Notícias", que odeia a violência e aponta o dedo a especuladores da comunicação social ao serviço do Governo.
mário soares
26 de Novembro de 2013 às 09:48

“Se falei em violência foi para prevenir as pessoas e para a evitar. Sempre fui pacifista e contrário à violência”. É desta forma que Mário Soares explica esta terça-feira, em artigo de opinião assinado no "Diário de Notícias", as suas declarações quinta-feira passada no Congresso das Esquerdas na Aula Magna.

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“Ao contrário do que alguns especuladores da comunicação social, ao serviço do Governo, têm vindo a dizer, eu odeio a violência”, frisa o antigo Presidente da República.

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“Cito as palavras que li: ‘É preciso ter a consciência de que a violência está à porta. Ora é isso que é necessário evitar’. Quem disser o contrário mente, conscientemente”, escreve Soares, que explica que foi precisamente por adivinhar as especulações que, ao contrário do habitual, não falou de improviso, preferindo ler, neste caso, um texto escrito.

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No artigo de opinião, o antigo chefe de Estado defende ainda que Cavaco Silva deve “demitir o seu Governo, por muito que lhe custe” e “avançar para um Governo de salvação nacional”. Em sua opinião, “as alternativas existem, e são mais do quer sugere a comunicação social”.   

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Para Soares, “realmente o que se passou na Aula Magna foi uma sessão pelo patriotismo e pelo amor a Portugal. Foi da Pátria que se falou e do descalabro a que o Governo a tem conduzido”.  

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