Guterres fica mais tempo na ONU e parece dizer adeus a Belém
O actual alto-comissário da ONU para os refugiados, António Guterres, poderá estar, segundo avança o jornal Sol, em vias de ver o seu mandato à frente da organização internacional prolongado até Dezembro de 2015, o que em princípio inviabilizará uma eventual candidatura a Presidente da República, dado que as presidenciais acontecem logo a Janeiro de 2016.
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Guterres, apontado pelas sondagens como o favorito dos portugueses para próximo inquilino do Palácio de Belém, terá decidido continuar na ONU até ao final deste ano, prorrogando um mandato que estava previsto terminar em Junho.
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O Sol escreve que estão a ser realizadas consultas aos governos nacionais para que estes aprovem a continuação de António Guterres à frente da instituição europeia, ao que o Governo liderado por Pedro Passos Coelho deverá responder com um apoio incondicional.
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A verificar-se esta situação, parece mesmo que o antigo líder do PS poderá ter optado por uma posterior corrida à liderança da própria ONU em detrimento das eleições presidenciais nacionais. Guterres estará há já algum tempo a tentar recolher apoios para uma eventual sucessão a Ban Ki-moon, que termina o seu mandato em 2016, o ano das presidenciais portuguesas. Inclusivamente o histórico socialista Manuel Alegre chegou a revelar que uma candidatura de António Gueterres a secretário-geral da ONU "soma apoios consideráveis, de países importantes".
O PS e António Costa é que ficarão sem o candidato presidencial favorito. Recorde-se que para além do actual secretário-geral socialista, também pesos-pesados socialistas como António Vitorino ou Maria de Belém referiram o nome de Guterres como candidato ideal a Belém. A esse respeito, em meados de 2014, o próprio Guterres garantia apenas haver "uma probabilidade mínima disso acontecer", aludindo a uma hipotética candidatura à presidência da República como candidato apoiado pelo PS.
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Nesse sentido, e tendo em conta o recente congresso socialista, os socialistas poderão mesmo ter de voltar-se para uma candidatura independente, protagonizada por António Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa. "Estou disponível para todos os projectos para mudar Portugal", garantiu Sampaio da Nóvoa no XX Congresso do PS realizado em Novembro passado.
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