IL promove debate potestativo no Parlamento no dia da greve geral: “Um País, Dois Sistemas”

"Enquanto o país estiver parado, a Iniciativa Liberal vai fazer aquilo que nenhum outro partido faz: promover um debate na Assembleia da República para apresentar propostas que dão respostas às pessoas que vão ser brutalmente penalizadas por este sistema desigual", declarou Mariana Leitão.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal.
Bruno Teixeira Pires / Lusa-EPA
Lusa 12:41

A Iniciativa Liberal (IL) vai promover um debate potestativo na Assembleia da República no dia da greve geral marcado para 11 de dezembro com o tema "Um País, Dois Sistemas", anunciou hoje no Porto, a presidente do partido.

"No próprio dia da greve geral, 11 de dezembro, enquanto o país estiver parado, a Iniciativa Liberal vai fazer aquilo que nenhum outro partido faz: promover um debate na Assembleia da República para apresentar propostas que dão respostas às pessoas que vão ser brutalmente penalizadas por este sistema desigual", declarou a presidente da IL, Mariana Leitão, durante o seu discurso no 6.º Encontro Nacional de Núcleos e Autarcas da Iniciativa Liberal, que está a decorrer hoje na cidade do Porto.

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A presidente do IL afirmou que o partido quer romper o ciclo de um Portugal com dois sistemas no regime laboral, defendendo que o sistema público e o sistema privado devem convergir num só sistema.

"Queremos uma Concertação Social mais aberta e plural, com novas vozes e novas soluções. Queremos regras claras para as greves, com serviços mínimos reais que protejam o direito de quem protesta sem destruir o direito de quem precisa de trabalhar, estudar ou receber cuidados de saúde. E queremos convergência entre regimes laborais, aproximando o setor público e o privado, simplificando o sistema e dando autonomia a quem lidera para que o Estado funcione melhor".

Mariana Leitão defende um regime laboral que não "fique preso" a um modelo "que já não serve ninguém", referindo que as duas grandes confederações sindicais que dominam a Concertação Social representam "hoje apenas cerca de 7% dos trabalhadores portugueses, mas continuam a exercer um poder desproporcionado sobre decisões que afetam 100% da força laboral".

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"Estão ausentes os jovens trabalhadores, os independentes, os profissionais da economia digital, os empreendedores, os trabalhadores qualificados que não se reveem em sindicatos tradicionais e os sectores emergentes que já são essenciais para o futuro económico de Portugal. Sem essas vozes, continuamos a negociar o futuro com base em modelos do passado".

Com críticas à "ligação histórica, orgânica e pública ao PCP" da CGTP e à "proximidade histórica ao PS" da UGT, Mariana Leitão afirmou que quem "lá está hoje quer manter tudo exatamente como está, mesmo que o mundo avance, mesmo que a economia mude, mesmo que os trabalhadores precisem de respostas novas".

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"Enquanto a Concertação [Social] ficar capturada por quem vive do passado, Portugal continuará preso ao passado. Nós recusamos isso. Nós queremos abrir a porta ao futuro. [...] É assim que damos passos reais para acabar com este país dividido em dois [sistemas público e sistema provado]. E é assim que garantimos que Portugal avança, em vez de ficar preso a um modelo que já não serve ninguém".

A IL diz que Portugal não pode continuar a viver entre ruturas cíclicas do "ou tudo para, ou nada muda" e defende a "garantia de serviços mínimos eficazes, porque o direito à greve não pode anular os direitos dos cidadãos".

Mariana Leitão falava no 6.º Encontro Nacional de Núcleos e Autarcas da Iniciativa Liberal, que está a decorrer hoje do Porto Palácio Hotel, na cidade do Porto e foi aplaudida de pé por várias dezenas de militantes e simpatizantes do partido no final do discurso.

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