José Luís Carneiro: "A demissão da ministra é prova que o Governo falhou na resposta a esta emergência"
José Luís Carneiro não tem dúvidas que a demissão da ministra da Administração Interna "é prova que o Governo falhou na reposta" às sucessivas intempéries que assolaram o país nas últimas semanas. O secretário-geral do PS deixou críticas à atuação "tardia" do executivo de Luís Montenegro - algo que não considera ser uma novidade, considerando a gestão de outras crises, como o apagão e os incêndios florestais no verão passado.
"Todos temos bem consciência da gestão do apagão e dos incêndios florestais no verão passado, que, na altura em que o povo português sofria, o partido do Governo estava em festa no Algarve", referiu o secretário-geral do PS, dizendo ainda que o Governo respondeu a "tarde e a más horas" aos impactos do mau tempo no país. "Vamos para 15 dias e não podemos deixar de lamentar que as pessoas estejam ainda sem eletricidade, água, habitação e geradores de corrente".
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"O primeiro-ministro deve ter consciência que não é por substituir a ministra que os problemas se resolvem por si", referiu ainda. José Luís Carneiro relembra que, enquanto ocupou o cargo que Maria Lúcia Amaral agora deixa, "nunca tomou decisões sem falar com o primeiro-ministro", que diz ser o "primeiro e maior responsável pela Proteção Civil do país". O secretário-geral do PS afirma que vai pedir "responsabilidades" a Luís Montenegro e ao Governo "na incapacidade de resposta em situações que exigem uma ação eficaz" no debate quinzenal que se realiza já na quarta-feira.
José Luís Carneiro relembrou ainda que o PS já apresentou 70 medidas para responder aos impactos do mau tempo de Portugal, "30 delas com caráter de emergência e outros 40 de resposta mais estrutural".
Maria Lúcia Amaral apresentou esta terça-feira o seu pedido de demissão do cargo de ministra da Administração Interna, tendo o Presidente da República aceitado a saída da governante. A antiga provedora da Justiça era um dos nomes mais criticados no Executivo de Luís Montenegro pelas falhas na resposta às sucessivas tempestades que atingiram o país. O primeiro-ministro assume de forma transitória a pasta, indica a nota no site oficial da Presidência da República.
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