Luís Montenegro reeleito presidente do PSD com 94,8% dos votos

Luís Montenegro reeleito presidente do PSD com 94,8% dos votos
Luís Montenegro
Hugo Delgado / Lusa - EPA
Lusa 30 de Maio de 2026 às 23:25

Luís Montenegro foi este sábado, 30 de maio, reeleito presidente do PSD com 94,8% dos votos em eleições diretas no partido, às quais concorreu sem oposição interna, para um mandato de dois anos na liderança dos sociais-democratas.

De acordo com os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Jurisdição do PSD, num total de 56.868 militantes inscritos, votaram 15.261. Luís Montenegro obteve 14.467 votos e registaram-se ainda 525 votos em branco e 269 nulos.

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As "diretas" para o cargo de presidente da Comissão Política Nacional do PSD decorreram em simultâneo com a eleição dos delegados ao 43.º Congresso Nacional, marcado para 20 e 21 de junho em Anadia, no distrito de Aveiro.

Primeiro-ministro desde 02 de abril de 2024, Luís Montenegro foi eleito pela primeira vez presidente do PSD em 28 de maio de 2022, numa eleição em que derrotou com mais de 72% dos votos o antigo dirigente social-democrata Jorge Moreira da Silva. Foi depois reeleito em 2024, tal como desta vez sem adversários.

Há dois anos, votaram nas eleições diretas para presidente da Comissão Política Nacional (CPN) 16.602 militantes, de um universo de 41.863 militantes com capacidade eleitoral. Ou seja, nas eleições diretas de 2024 votaram mais militantes, num universo eleitoral mais pequeno do que o atual.

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Nestes dois mandatos de liderança de Luís Montenegro, o PSD disputou e venceu duas legislativas antecipadas em coligação com o CDS-PP, regressando ao Governo em abril de 2024. Perdeu as eleições europeias nesse mesmo ano, mas venceu as autárquicas em 2025 -- recuperando a presidência da Associação Nacional de Municípios e de Freguesias -, bem como as regionais na Madeira e nos Açores.

Na moção com que se recandidata à liderança do partido, intitulada "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", Luís Montenegro afirma que manterá o compromisso de "não ter uma solução de governo nem com o Chega, nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no parlamento.

"O sentido do 'não é não' com o Chega é o mesmo do 'não ao bloco central' com o PS", salienta, acrescentando que "não estabelecer um acordo de governação não pode, nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política".

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Em especial no parlamento, propõe-se "continuar o diálogo político com as oposições e de forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas", ou seja Chega e PS.

Na primeira apresentação pública da moção, em Sintra (Lisboa), o presidente do PSD admitiu que ainda tem a maioria absoluta "na mira", apesar de defender o cumprimento da legislatura até 2029.

Num Conselho Nacional no início de março, o líder do PSD e também primeiro-ministro surpreendeu o partido ao anunciar que iria propor a realização de diretas em maio (em vez de em setembro, como em 2024), de forma a coincidirem com os quatro anos da sua primeira eleição, em 28 de maio de 2022.

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Luís Montenegro desafiou então quem tivesse um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se, no que foi interpretado como uma resposta a Pedro Passos Coelho, numa altura em que o antigo chefe do Governo e ex-presidente social-democrata iniciou uma série de intervenções críticas em relação à atuação do atual Governo PSD/CDS-PP.

Pedro Passos Coelho esclareceu pouco dias depois que não seria "candidato a coisíssima nenhuma", dizendo que, se um dia o vier a ser, será apenas por um "imperativo de consciência".

 

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