Marques Mendes: Centeno já se despediu do Eurogrupo e sai do Governo em meses
Mário Centeno já se despediu dos colegas do Eurogrupo e a sua saída do Governo ocorrerá "dentro de meses", disse este domingo Luís Marques Mendes no habitual espaço de comentário na SIC.
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O comentador especificou que Centeno comunicou informalmente a decisão de não se recandidatar à presidência do Eurogrupo aos seus colegas europeus na última reunião, em janeiro. E, assegura Marques Mendes, o ministro das Finanças irá para governador do Banco de Portugal, sucedendo a Carlos Costa.
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A saída de Mário Centeno do Executivo liderado por António Costa tem sido motivo de especulação há já largos meses, tendo mesmo sido colocada a hipótese, antes das legislativas, de Centeno não integrar o atual Governo.
E numa entrevista ao Jornal de Notícias e Notícias Magazine publicada a 2 de fevereiro o primeiro-ministro mostrou-se evasivo sobre a continuidade do seu responsável pelas Finanças.
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"Toda a gente sabe que nada na vida política é eterno", respondeu, quando questionado sobre Mário Centeno dar sinais de pretender outras experiências. E quando a pergunta foi se contava com o atual ministro até ao final da legislatura, o líder do Executivo disse ser "normal que as pessoas olhem para a vida de uma forma diversa".
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Costa sublinhou que Centeno é o "recordista" em termos de longevidade na pasta das Finanças desde o 25 de abril, tendo ultrapassado Sousa Franco.
O ministro das Finanças viu quinta-feira o Orçamento do Estado (OE) para 2020 ser aprovado e, segundo Marques Mendes, este foi "o último OE de Mário Centeno".
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No final de janeiro, o El Economista e o El Pais indicavam que a ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño, se perfila como candidata a suceder a Centeno na liderança do Eurogrupo. No entanto, Calviño só avançaria caso o governante português não se recandidate.
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O El Economista assinala que apesar de alguma insatisfação de alguns países, entre os quais a Alemanha, com a forma como Centeno prepara as reuniões e as suas muitas ausências, seria necessário surgir um desagrado profundo junto dos restantes países e emergir um candidato de consenso para travar a sua recondução se o ministro português se recandidatar.
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