PSD vai "chumbar" comissão de inquérito proposta pelo Chega sobre Operação Influencer
O PSD anunciou este domingo que não viabilizará a comissão de inquérito à Operação Influencer proposta pelo Chega, defendendo que a "política não deve invadir o espaço que cabe à justiça" nem tratar estes assuntos ao sabor de interesses partidários.
"O PSD não viabilizará uma CPI a uma investigação em curso que, além do mais, está em segredo de justiça. Tanto mais, numa circunstância em que essa CPI, ao invés de ajudar nas investigações, pode até prejudicá-las. O PSD sempre entendeu que a política não deve invadir o espaço que cabe à justiça, como sempre defendeu que a justiça também não deve interferir no espaço da política", adiantou à Lusa fonte da direção da bancada do PSD.
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Os sociais-democratas consideram que "estes assuntos exigem responsabilidade e sentido de Estado, e não devem ser encarados ao sabor de putativos interesses partidários" e dizem acreditar que "é esse o entendimento largamente majoritário dos portugueses".
Nesta sessão legislativa, o Chega já usou o seu direito potestativo para criar uma comissão de inquérito aos negócios dos incêndios rurais, pelo que esta iniciativa sobre a Operação Influencer só poderia avançar ainda nesta sessão com a aprovação da maioria dos deputados (116 deputados).
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Esse cenário fica praticamente afastado com a oposição dos sociais-democratas, uma vez que, na atual configuração parlamentar, qualquer maioria exige o apoio de pelo menos dois dos três maiores partidos (PSD, PS e Chega).
O Chega entregou este domingo a proposta de constituição de um inquérito parlamentar à Operação Influencer para aferir a legalidade da intervenção do ex-primeiro-ministro António Costa em processos ligados ao lítio, hidrogénio e ao centro de dados de Sines.
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