Os investimentos em combustíveis fósseis constituem um risco fiduciário
O conflito atual é apenas o mais recente lembrete de que a turbulência do sistema de combustíveis fósseis não é um inconveniente cíclico, mas uma característica estrutural. O dever fiduciário sempre exigiu que os investidores distinguissem entre riscos que podem ser geridos e riscos que não podem ser justificados. Fazer esta distinção é agora inevitável para os investimentos em combustíveis fósseis.
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As repercussões globais da guerra no Irão demonstram, mais uma vez, que, para os investidores, os combustíveis fósseis não são apenas mais uma exposição a matérias-primas, mas um risco geopolítico. Os preços do petróleo e do gás sempre foram estruturalmente instáveis, de tal forma que interrupções no abastecimento em qualquer parte do mundo podem desencadear choques económicos súbitos em todo o lado. E, como o petróleo ocupa um lugar central no sistema energético global, esta volatilidade propaga-se rapidamente ao sistema financeiro.
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