Ao minuto08.02.2026

Seguro vence em todos os distritos exceto em Faro e na Madeira

Onze candidatos estão na corrida a estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre. Siga aqui todas as atualizações.
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Foto: José Coelho / Lusa António José Seguro discursa durante campanha para as eleições presidenciais Foto: Tiago Petinga / Lusa André Ventura discursa sobre as presidenciais de 2026 Foto: Carlos Barroso Apoiantes festejam vitória de Seguro nas projeções presidenciais Foto: Miguel Baltazar Cotrim candidata-se à presidência de Portugal Foto: Duarte Roriz Candidatos nas eleições presidenciais portuguesas disputadas, com projeções de abstenção elevadas Foto: João Relvas / Lusa Montenegro aborda campanha e eleições presidenciais junto a bandeiras e busto Foto: João Cortesão Marques Mendes assume responsabilidade sobre a votação presidencial Foto: José Coelho / Lusa Seguro e Ventura disputam a segunda volta nas eleições presidenciais Foto: Miguel Baltazar Marcelo Rebelo de Sousa cumprimenta apoiantes nas eleições presidenciais Foto: João Cortesão Marcelo Rebelo de Sousa discursa após projeções eleitorais Foto: Marcos Borga/Lusa 11 milhões de portugueses são chamados a votar para substituir Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Fernando Veludo/ Lusa Primeiro-ministro vota em Espinho Foto: Marcos Borga/Lusa Presidenciais de 2026 Foto: José Coelho/ Lusa António José Seguro entrega o seu voto nas Caldas da Rainha Foto: Marcos Borga/Lusa Boletim de voto para as presidenciais, com 11 candidatos na corrida Foto: Manuel Fernando Araújo/ Lusa Catarina Martins é a candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda, Foto: Marcos Borga/Lusa Presidenciais de 2026 Foto: António Cotrim/Lusa António Filipe vota em Loures para as presidenciais de 2026 Foto: Marcos Borga/Lusa Há 11 candidatos na corrida às presidenciais de 2026 Foto: Armando França/ AP João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, vota em Lisboa Foto: Marcos Borga/Lusa Comunicado da Comissão Nacional de Eleições sobre as candidaturas rejeitadas às eleições Presidenciais. Foto: Miguel A. Lopes/ Lusa Candidato Luís Marques Mendes vota em Caixias para as presidenciais de 2026 Foto: Marcos Borga/Lusa 11 milhões de portugueses são chamados a votar para substituir Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Estela Silva/ Lusa Jorge Pinto, candidato presidencial, vota em Amarante Foto: Marcos Borga/Lusa Boletim de voto para as presidenciais, com 11 candidatos na corrida Foto: Tiago Petinga/ Lusa André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, vota em Lisboa. Foto: Marcos Borga/Lusa 11 milhões de portugueses são chamados a votar para substituir Marcelo Rebelo de Sousa Foto: João Relvas/ Lusa Manuel João Vieira é um dos 11 candidatos às presidenciais para substituir Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Marcos Borga/Lusa Boletim de voto para as presidenciais, com 11 candidatos na corrida Foto: Luís Forra/ Lusa Humberto Correia vota em Olhão. É um dos 11 candidatos presidenciais de 2026 Foto: André Kosters/ Lusa Onze candidatos disputam estas eleições presidenciais Foto: Paulo Novais/ Lusa André Pestana deixou o seu voto em Coimbra Foto: André Kosters/ Lusa Um eleitor exerce o seu direito de voto para as eleições presidenciais, no Liceu Gil Vicente, em Lisboa. Foto: Estela Silva/ Lusa Um eleitor exerce o seu direito de voto para as eleições presidenciais, em Cepelos, Amarante.
Negócios 18 de Janeiro de 2026 às 23:49
Últimos eventos
19.01.2026

Ventura: "A direita fragmentou-se como nunca mas os portugueses deram-nos a liderança"

Apelando ao "povo que não quer o socialismo de volta", André Ventura reclamou vitória sobre o candidato "do montenegrismo" e sobre "o que se dizia liberal".

"A direita fragmentou-se como nunca mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita".

Num discurso interrompido pelos apoiantes, que pediam "vitória" na segunda volta, a 8 de janeiro, Ventura defendeu que as eleições "vão ser uma luta do espaço não socialista contra o espaço socialista em Portugal".


18.01.2026

Seguro contra os extremismos diz que é o "momento de derrotar o medo"

António José Seguro promete uma campanha de moderação no caminho para a segunda volta no dia 8 de fevereiro. Num discurso que aponta já para a campanha que agora arranca, Seguro afirmou que este "é o momento de derrotarmos o medo".

Recuperando o discurso que fez no momento da apresentação da candidatura, Seguro insistiu que "regressei para unir os portugueses", prometendo "jamais serei um presidente de uma parte dos portugueses contra a outra parte dos portugueses. Jamais! Serei o presidente de todos os portugueses e faço esse juramento perante vós."

O ex-líder socialista prometeu uma "mudança tranquila", afirmando que "há muito para mudar", em concreto na Saúde que qualificou como estando numa situação "inaceitável" e "indigna". No discurso que fechou a noite, Seguro prometeu "preservar o fundamental", apelando a "todos os democratas" e que "não há portugueses bons e maus, portugueses de primeira e de segunda", numa referência a André Ventura.

Já quase sem voz, Seguro ouviu da audiência no Centro Cultural das Caldas da Rainha "Presidente!" a que respondeu com um sorriso. 

Com todas as freguesias apuradas, António José Seguro arrecadou 31,14% dos votos.

18.01.2026

"António José Seguro é o representante máximo do que não queremos”, diz Ventura

Tiago Petinga / Lusa

Com passagem garantida à segunda volta, mas com menos cerca de 400 mil votos do que António José Seguro, André Ventura descreveu a segunda volta como "uma luta do espaço não socialista contra o espaço socialista em Portugal", apelou aos eleitores da direita "fragmentada", aos que andaram "meses a dizer que o socialismo era para acabar" e ao "povo que não quer o socialismo de volta".  

"Nós só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da IL, que se dizem de direita", disse o candidato presidencial, em Lisboa.

Acusando António José Seguro de querer "mais impostos para distribuir mais subsídios", mais burocracia para "sufocar as empresas", "mais imigração descontrolada, e o PS se der "o maior responsável pelo Estado da corrupção, o candidato presidencial que passa à segunda volta e lider do Chega considerou que as eleições presidenciais, com a segunda volta marcada para 8 de fevereiro, vão ser uma luta do espaço não socialista contra o espaço socialista em Portugal". 

“A luta que começa daqui a meia hora mobiliza-me mais do que qualquer outra luta porque António José Seguro é o representante máximo daquilo que não queremos”.


18.01.2026

Seguro é recebido por centenas de apoiantes em festa

Quando António José Seguro chegou ao grande auditório do Centro Cultural das Caldas da Rainha foi recebido com aplausos e cânticos das cerca de mil pessoas que o aguardavam. 

"Seguro amigo, Portugal está contigo", "Portugal presente, Seguro a presidente" foram alguns dos gritos de apoio que foram entoados na sede de campanha do candidato apoiado pelo PS. 

Os apoiantes receberam-no em ambiente de festa. "Vitória, vitória", gritavam, enquanto abanavam bandeiras de Portugal.  Seguro subiu ao púlpito acompanhado pela mulher e os dois filhos, e prepara-se para discursar. 

18.01.2026

Seguro vence em todos os distritos exceto em Faro e na Madeira

Com todas as freguesias de Portugal Continental apuradas, António José Seguro venceu as eleições presidenciais deste domingo com 31,14% dos votos, faltando ainda apurar os resultados em 12 consulados. André Ventura passa à segunda volta, agendada para 8 de fevereiro, com 23,48%.

João Cotrim de Figueiredo ficou em terceiro, com 15,99%, enquanto Henrique Gouveia e Melo obteve 12,34%, superando Marques Mendes, que ficou com 11,32%.

No lote de candidatos que ficaram com menos de 3%, Catarina Martins recolheu a preferência de 2,06% dos eleitores, seguida de António Filipe, com 1,64%. Manuel João Vieira alcançou 1,08%, batendo Jorge Pinto, que apenas conseguiu 0,68%. André Pestana ficou com 0,19% e Humberto Pereira com 0,08%.

Houve ainda 1,06% de votos em branco e 1,14% de votos nulos.

18.01.2026

Cotrim recusa apoiar Seguro ou Ventura na segunda volta e assume "derrota pessoal"

João Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela IL à Presidência da República, já admitiu que não vai passar à segunda volta das eleições e considera que é uma "derrota pessoal". "Não é uma derrota da equipa e da ideia de que Portugal pode ser mais e melhor. É uma derrota pessoal do candidato, que não conseguiu traduzir essas ideias", afirma. 

O candidato, que acabou por ficar em terceiro lugar, já ligou a António José Seguro e a André Ventura para os felicitar pela vitória. 

Cotrim recusa-se a apoiar António José Seguro ou André Ventura na segunda volta. "Não tenciono endossar nem recomendar o voto a qualquer candidato", afirmou, sendo recebido com grandes palmas pela centena de apoiantes presentes na sede de campanha. 

"É provavel que tenhamos um presidente socialista em Belém. Tal ficará a dever-se a um erro estratégico do PSD", disse ainda, afirmando "Luís Montenegro não pôs o interrese do pais à frente do seu partido". "Não esteve a altura do lugar de Francisco Sá Carneiro", atirou.

18.01.2026

Gouveia e Melo sobre a segunda volta: “É prematuro tomar posição”

Henrique Gouveia e Melo afastou, para já, qualquer tomada de posição sobre apoios na segunda volta das presidenciais, sublinhando que considera o momento “manifestamente precoce” para o fazer. O candidato explicou que a prioridade imediata foi assumir os resultados com serenidade e respeito pela vontade democrática dos eleitores, reservando para mais tarde uma eventual decisão política sobre o desfecho do sufrágio.

O almirante na reserva fez questão de esclarecer que a ausência de uma posição imediata não equivale a uma recusa definitiva. “Eu não disse que não ia tomar posição. Disse apenas que era prematuro”, afirmou, acrescentando que acabou de terminar a primeira volta e que qualquer avaliação ou decisão exige tempo e ponderação. Afirmou ainda que falará quando entender que é oportuno, guiado exclusivamente pela sua consciência.

O candidato sublinhou também que os mais de 600 mil votos que recebeu representam uma confiança pessoal, e não um capital político automaticamente transferível, reforçando a ideia de independência que marcou a sua candidatura. “Eu só sou dono de mim próprio e da minha consciência”, disse, afastando leituras de alinhamento imediato com qualquer dos finalistas.

“Mais tarde falarei quando achar que for oportuno", afirmou.

18.01.2026

Gouveia e Melo considera que presidenciais foram "mais como umas legislativas"

O candidato Henrique Gouveia e Melo diz que os resultados destas eleições não corresponderam aos objetivos que traçou. O almirante na reserva escusou-se, por enquanto, a indicar qualquer apoio para a segunda volta.

"Ainda assim esta foi uma experiência que muito me honrou", afirmou.

O almirante na reserva já parabenizou António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta.

"Continuarei disponível para servir Portugal", disse, frisando que "o país continuará a contar comigo com a minha participação cívica, com a minha voz", atirou, agradecendo aos mais de 600 mil cidadãos que votaram em si.

Perguntado sobre a quem endossaria esses mais de 600 mil votos na segunda volta, disse que este é um momento "ainda muito precoce para manifestar opinião"

"Na minha modesta opinião não estivemos verdadeiramente numas eleições presidenciais, estivemos mais numas eleições legislativas", afirmou.


18.01.2026

Gouveia e Melo entra na sala e é recebido com aplausos

José Sena Goulão/Lusa

O candidato Henrique Gouveia e Melo chegou pela primeira vez à sala onde deverá falar, tendo sido recebido com aplausos dos apoiantes que se foram juntando mas que nunca conseguiram encher totalmente o espaço.

Os apoiantes vão gritando: Portugal, Portugal.

18.01.2026

António Filipe apela ao voto em Seguro para derrotar "propósitos reacionários" de Ventura

O candidato presidencial António Filipe considerou que o seu resultado nas eleições deste domingo ficou aquém do que o país precisa e apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta para derrotar os "propósitos reacionários" de André Ventura.

"O apelo ao voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura e é isso que estará, fundamentalmente, em causa nestas eleições", afirmou o candidato apoiado pelo PCP, em declarações aos jornalistas num hotel em Lisboa, frente à sede do partido.

António Filipe considerou que o resultado obtido pela sua candidatura, com cerca de 1,5% dos votos, "ficou aquém do que o país precisa".

Assim, prosseguiu, "em face do pacote laboral que o Governo PSD/CDS pretende levar por diante, da degradação do Serviço Nacional de Saúde que está em curso, da negação do direito à habitação, dos ataques que se vão intensificar contra os direitos sociais consagrados na Constituição, o povo português terá de encontrar a força necessária para lutar contra esses propósitos reacionários [do candidato apoiado pelo Chega]".

18.01.2026

António Filipe diz que receio de dois candidatos de direita levou votos para Seguro

António Filipe teve pouco mais de 1% dos votos nas Presidenciais, um resultado que o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português justifica com a fuga de votos para António José Seguro por parte de eleitores que temeram uma segunda volta apenas com candidatos da direita.

"Muitos que votaram em António José Seguro fizeram-no por receio de [poderem existir] dois candidatos à direita na segunda volta", disse António Filipe em reação aos resultados das Presidencais. Isso "pesou na cabeça dos portugueses", atirou.

"Houve muitas pessoas que disseram que noutras circunstâncias teriam votado na minha candidatura. Receios de que só existissem candidatos de direita na segunda volta, por isso votaram em Seguro", acrescentou, sem apontar a intenção de voto para dia 8 de fevereiro.

"O resultado foi o que foi", acrescentou António Filipe, com o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, atrás de si.

"Agora não nos arrependemos nesta candidatura", disse. Apontou que esta foi uma "campanha honesta e elevada", focada nas "preocupações centrais dos portugueses".

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