Política Abstenção atinge novo recorde de 45,5% no território nacional

Abstenção atinge novo recorde de 45,5% no território nacional

A taxa de abstenção atingiu os 45,5% em território nacional nas eleições legislativas de 2019. É um novo máximo histórico.
Abstenção atinge novo recorde de 45,5% no território nacional
Lusa
Tiago Varzim 07 de outubro de 2019 às 01:25
Há quatro eleições legislativas que a taxa de abstenção atinge recordes. 45,5% dos eleitores em território nacional não foram votar, de acordo com os dados oficiais do Ministério da Administração Interna

Apuradas todas as 3.092 freguesias do território continental e ilhas, os resultados mostram que 54,5% dos eleitores recenseados foram às urnas para escolher a sua representação na Assembleia da República para os próximos quatro anos. Essa percentagem corresponde a 5 milhões e 92 mil eleitores num total de 9 milhões e 343 mil.

Em 2015, quando todas as freguesias estavam apuradas, 57% dos eleitores tinham ido às urnas, o que se traduzia em 5 milhões e 380 mil eleitores face aos 9 milhões e 432 mil recenseados. Ou seja, o número de eleitores que efetivamente foi votar caiu em quase 300 mil.

A taxa de abstenção nessa altura era então de 43%. No entanto, dado que houve mais abstenção nos círculos da Europa e Fora da Europa, a taxa final foi ainda maior: 44,14%.

A repetir-se essa tendência de haver mais abstenção entre os emigrantes - e tendo em conta que 1,1 milhões de eleitores com residência no estrangeiro foram recenseados de forma automática, o que poderá empolar a taxa de abstenção - é possível concluir que a taxa de abstenção total das eleições legislativas de 2019 deverá ser superior à de 2015. 


Esta abstenção recorde acontece numas eleições em que o voto antecipado foi mais utilizado do que em anteriores atos eleitorais: 56 mil pessoas pediram para votar antecipadamente.

Outro ponto assinalável é que os votos em branco (2,54%) e os votos nulos (1,74%) aumentaram face a 2015. Em conjunto chegaram aos 4,28% dos votos, o que compara com os 3,7% das eleições anteriores.

Além disso, haverá maior diversidade no hemiciclo: pela primeira vez há dez partidos na Assembleia da República, o que compara com os atuais sete partidos com assento parlamentar. Entraram para o Parlamento a Iniciativa Liberal, o Livre e o Chega.

Neste momento ainda faltam apurar os resultados de 32 consulados, os quais elegem dois deputados pelo círculo eleitoral da Europa e outros dois deputados pelo círculo eleitoral de Fora da Europa.




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