Marques Mendes alerta que próximo Orçamento do Estado pode ser chumbado
Acompanhe os desenvolvimentos do segundo dia das campanhas às eleições presidenciais.
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Cotrim Figueiredo acredita que Bugalho se vai retratar após o chamar de oportunista
O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo afirmou esta segunda-feira ter a certeza de que um dia o eurodeputado da Aliança Democrática (AD) Sebastião Bugalho se vai retratar de o ter acusado de ser oportunista ao "pendurar-se no silêncio" de Passos Coelho.
"Nestes quase dois anos do Parlamento Europeu fiquei a conhecer muito bem Sebastião Bugalho", afirmou o também eurodeputado no final de um jogo de futebol com apoiantes no Complexo Desportivo do Alto do Lumiar, em Lisboa.
Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, proferiu essa afirmação e fez um silêncio para, logo depois e perante a insistência dos jornalistas, dizer preferir nem comentar essa acusação.
"Tenho a certeza que ele um dia virá retratar-se", assinalou.
O eurodeputado Sebastião Bugalho acusou hoje Cotrim Figueiredo de ser oportunista ao "pendurar-se no silêncio" de Pedro Passos Coelho e salientou que não se conhece uma lei ou reforma feita pelo antigo líder da IL.
Questionado sobre se teme que as críticas de Sebastião Bugalho ponham em causa a sua competência e espírito reformista, o ex-líder da IL considerou que "mal fora que uma carreira inteira e uma vida inteira fossem determinadas pela opinião de um ex-comentador ou, quem sabe, futuro comentador também".
No segundo dia de campanha oficial, e depois de uma manhã dedicada aos idosos, Cotrim Figueiredo, que assumiu querer pôr o país a mexer como ele se mexeu em campo durante o jogo, confessou estar animado e cada vez mais confiante em estar numa segunda volta.
Sobre os resultados da `tracking pool´ [sondagem de acompanhamento] da TVI/CNN Portugal, que lhe dá 18% das intenções de voto e o coloca em quatro lugar à frente de Marques Mendes, o eurodeputado considerou que esta é a prova de que a sua campanha está a "grande velocidade" e a crescer.
"Mais do que o lugar, são os 18%, que é uma marca que eu já sentia que era possível atingir e que, pela primeira vez, me coloca em impacto técnico em primeiro lugar, mas não chega temos de continuar a crescer", frisou.
Já quanto a Marques Mendes, Cotrim Figueiredo entendeu que está a "fazer o pleno e o bingo do resultado" porque já apareceu em primeiro, segundo, terceiro, quarto e, agora, quinto lugar.
O candidato, que tinha em campo colegas de equipa todos vestidos com uma camisola com o número 26, salientou que a sua mensagem está a passar, mas nada está adquirido.
"A meta está na segunda volta e não ir à segunda volta será uma derrota", reafirmou Cotrim Figueiredo que, ao lado, tinha um jogador de equipa com um cartaz onde se lia: "Cotrim dá-me a tua camisola ou a segunda volta".
Brilhante Dias diz que povo de esquerda tem que votar Seguro para ter um bom PR
O líder parlamentar do PS defendeu esta segunda-feira que o "povo de esquerda tem que votar António José Seguro" nas presidenciais para ter um "bom Presidente da República", considerando que estas eleições são "um momento de reequilíbrio fundamental" das instituições.
Fonte oficial do PS adiantou à Lusa que o vídeo de Eurico Brilhante Dias nas redes sociais socialistas foi o primeiro de uma série que, todos os dias, o partido vai publicar com o apoio de diferentes figuras a António José Seguro, estando previsto que o último seja do líder do PS, José Luís Carneiro.
Também a página oficial do partido mudou "de cara" e agora tem uma fotografia do encontro da semana passada entre Seguro e Carneiro, tendo uma ligação para a agenda diária do candidato presidencial apoiado pelo PS.
"O povo de esquerda tem que votar António José Seguro para termos um bom Presidente da República e uma democracia mais saudável", apelou Eurico Brilhante Dias.
Segundo o líder parlamentar socialista, "as eleições presidenciais em 2026 são um momento único" na democracia portuguesa porque Portugal "está fortemente desequilibrado nas suas instituições".
"Do Governo, às regiões autónomas, até à maioria da ANMP, este é um momento de reequilíbrio fundamental no quadro das nossas instituições", defendeu.
Para o líder parlamentar do PS, Seguro é um "homem de esquerda, da esquerda democrática, do PS, de sempre" que se apresenta a estas eleições com "esperança num futuro próximo, mais equilibrado, mais sereno, com segurança".
"É por isso que é muito importante a mobilização dos socialistas, dos homens e das mulheres de esquerda, do povo de esquerda como dizia Mário Soares e votar de forma concentrada, consolidada", enfatizou.
Marques Mendes alerta para sinais que próximo OE pode não passar e pede mais atenção aos pensionistas
O candidato presidencial Marques Mendes alertou esta segunda-feira que "há sinais de que pode ser difícil fazer passar" o próximo Orçamento do Estado, defendeu que os Governos devem poder cumprir quatro anos, e pediu mais atenção aos pensionistas.
Numa jantar-comício na Guarda, com centenas de apoiantes, no âmbito da campanha para as presidenciais de 18 de janeiro, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP voltou a invocar a sua "vida política passada a fazer entendimentos", prometendo que, se for eleito para Belém, tudo fará para garantir a estabilidade.
"Este Orçamento passou, mas já começam os sinais que pode ser difícil fazer passar e viabilizar o próximo. Quero que saibam a minha opinião: o país não pode viver com eleições de ano a ano, de dois em dois anos, tem de cumprir as regras da Constituição", afirmou.
Marques Mendes defendeu que os executivos devem poder "governar quatro anos" para poderem "planear, lançar projetos e apresentar resultados".
"Garantir a estabilidade não é uma vantagem para os políticos, mas para as pessoas, sobretudo, as mais frágeis da nossa sociedade", afirmou.
O candidato admitiu que tem ouvido muitos desabafos nesta campanha, sobretudo de pessoas que trabalharam "uma vida inteira e têm pensões de miséria".
"Há alguns em Portugal que acham que aumentar pensões é algo que, estatisticamente, dá cabo das finanças públicas e nós temos de dizer a essas pessoas com muita firmeza: nenhum de nós quer colocar em causa as finanças públicas do país, mas queremos dar atenção a milhões de pessoas de carne e osso que trabalharam a vida inteira e precisam de um mínimo de solidariedade da parte do Estado nos últimos anos da sua vida", apelou.
Mendes reiterou o compromisso de que, se for eleito, a sua primeira presidência aberta será dedicada ao interior, nas regiões da Beira e Trás-os-Montes, subordinada aos temas da educação e emprego.
Antes dos discursos, o candidato teve direito a ouvir as janeiras cantadas ao vivo e até subiu ao palco com a mulher para ouvir quadras personalizadas: "Neste dia especial vamos todos dar as mãos e o dr. Marques Mendes vai ganhar esta eleição".
António Filipe lembra em Grândola que "é o povo quem mais ordena"
O candidato presidencial António Filipe foi esta segunda-feira a Grândola para dizer que é "o povo quem mais ordena" e quem vai votar em 18 de janeiro, realçando que a sua candidatura quer "dar centralidade" aos trabalhadores.
"O povo é quem mais ordena e é o povo que vai votar a 18 de janeiro", afirmou o candidato apoiado pelo PCP, lembrando o verso icónico da música "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso e que foi o sinal para o início da revolução do 25 de Abril.
António Filipe começou por dizer que é preciso a esquerda "cerrar fileiras" em torno da sua candidatura e desvalorizou as sondagens, que o colocam em sétimo lugar.
"Como nós vamos ter sondagens todos os dias, não vale a pena comentar a de hoje, o melhor é comentar a próxima. E como a seguir à próxima há de haver outra, eu fico para comentar a sondagem do dia 18 de janeiro, que essa é que é a sondagem real, porque essa é a única que exprime realmente a vontade dos portugueses. É o veredicto das urnas e até lá, caros amigos, até lá há zero a zero", salientou.
António Filipe realçou ainda que a sua candidatura quer dar "grande centralidade aos trabalhadores, quer ser a candidatura dos trabalhadores".
O candidato apoiado pelo PCP e PEV disse que não se conforma em "viver num país com um salário mínimo inaceitável em que um trabalhador leva para casa líquidos 774 euros por mês", considerando que "isso não é aceitável" num país em que "os acionistas das grandes empresas embolsam lucros fabulosos".
E advertiu mais uma vez que, se o pacote laboral avançar, sendo eleito Presidente da República, irá tê-lo "pela frente" porque exercerá "todas as competências para defender os direitos dos trabalhadores".
O ex-deputado comunista na Assembleia da República defendeu ainda um "sobressalto cívico" e que estas eleições presidenciais sirvam "para que os valores progressistas, os valores da esquerda, os valores do 25 de Abril, ganhem peso na vida política nacional e passem a ter no Presidente da República um aliado".
No final do discurso de António Filipe ouviu-se a "Grândola Vila Morena" numa sala decorada com cravos vermelhos e onde, por várias vezes, se ouviram as palavras de ordem "25 de Abril sempre, António a Presidente".
Gonçalo Matias: PR e Governo devem "estar alinhados" no objetivo de melhorar vida das pessoas
O ministro Adjunto Gonçalo Saraiva Matias afirmou esta segunda-feira que o Presidente da República "não tem de concordar sempre com o Governo", mas defendeu que executivo e chefe de Estado têm de "estar alinhados" para "melhorar a vida das pessoas".
O ministro Adjunto e da Reforma do Estado foi hoje o orador convidado do jantar-comício da campanha presidencial de Luís Marques Mendes, candidato apoiado por PSD e CDS-PP, tendo apontado cinco características essenciais para o próximo chefe de Estado, invocando a sua qualidade de consultor do atual e do anterior Presidentes da República, Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva.
Entre estas, defendeu que é fundamental um Presidente da República com experiência, avisando que o país não pode ter em Belém "um aventureiro ou alguém que vai fazer um estágio", dizendo ser necessário "estar preparado desde a tarde de 09 de março", dia da posse do chefe de Estado.
Gonçalo Matias salientou, por outro lado, que o Presidente não governa, dizendo que "para isso está cá o Governo" e, entre outros ministros, ele próprio.
"O Presidente também trabalha com o Governo e não tem que concordar sempre com o Governo. Nuns casos concorda, noutros casos discorda, mas esse alinhamento de objetivos em relação à melhoria da vida concreta das pessoas é essencial que aconteça. Mais uma vez digo, não é preciso que concordem sempre, mas é preciso que estejam alinhados e que haja um claro objetivo comum de melhorar a vida concreta das pessoas", afirmou.
Ter conhecimento da realidade mundial complexa, saber construir pontes e "ser popular e não populista" foram as outras características apontadas por Gonçalo Matias como essenciais em Belém.
"Só há um candidato que reúne todas estas condições, não se deixem enganar, não há outro", afirmou, avisando que "não se pode dar nada por garantido" quanto às eleições de 18 de janeiro e que "por um voto se ganha, por um voto se perde".
Gonçalo Matias juntou-se hoje ao final da tarde à campanha presidencial de Marques Mendes na Guarda e acompanhou o antigo líder do PSD numa ação de rua pelo centro da cidade, apesar das temperaturas negativas que já se faziam sentir ao cair da noite.
O périplo, de cerca de uma hora, terminou na "Tasquinha do Firmino", paragem habitual de políticos em campanha, para um "ginjinha para os zero graus da Guarda", acompanhada de ovos verdes.
Além do ministro, também o antigo autarca da Guarda Álvaro Amaro se juntou ao brinde: "Não é só o futuro Presidente, é também o Governo que vai beber".
O candidato, que já tinha estado no local em 2016, comprometeu-se a voltar à ginjinha da Guarda todos os anos na época do Natal.
"Na véspera de Natal é no bananeiro em Braga, temos de pensar numa data para aqui, tem de ser com equilíbrio", afirmou.
Correia de Campos ataca angariadores de negócios e quem passou 10 anos na obscuridade
O antigo ministro socialista Correia de Campos afirmou esta segunda-feira que Portugal não precisa de um Presidente da República angariador de negócios, nem de quem passou dez anos na obscuridade a lamber feridas que teve no PS.
Correia de Campos falava no início de um encontro com apoiantes da candidatura do ex-chefe do Estado-Maior da Armada Gouveia e Melo, num discurso em que atacou o Governo, sobretudo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, mas também os candidatos presidenciais Marques Mendes e António José Seguro.
"Gouveia e Melo é de uma probidade absoluta e não um mediador de negócios", declarou, antes de visar diretamente Marques Mendes e, depois, também, António José Seguro.
Segundo Correria de Campos, o presidente do PSD, Luís Montenegro, com a sua recente intervenção sobre as eleições presidenciais, mostrou que está "receoso derrota que o seu candidato, Marques Mendes, vai sofrer" no próximo dia 18.
"Na Presidência da República, não precisamos de nem de um angariador de negócios, nem de uma pessoa estimável, certamente, mas que passou 10 anos na obscuridade a lamber debaixo da mesa as feridas de derrotas eleitorais partidárias, como é o caso do doutor Seguro", disse.
O antigo governante contrapôs que o país precisa antes "de um homem reto e justo, um homem capaz de defender Portugal lá fora e cá dentro, um homem com visão estratégica, com consciência social, com alma e com ânimo".
Antes, Correia de Campos tinha criticado o primeiro-ministro por ter entrado no primeiro dia da campanha "com um discurso absolutamente inaceitável".
"Gouveia e Melo não se candidata por ser militar, mas por ter um passado militar. Senhor primeiro-ministro não é assim que se governa e não é assim que se cumpre a Constituição. Provavelmente, só faz isto porque não está seguro na vitória do seu candidato, Marques Mendes. Essa é a única explicação que se pode encontrar ao ponto de pedir concentração de votos, ou seja, o chamado voto útil", disse.
No começo da sua intervenção, o antigo ministro da Saúde referiu que os estudos de opinião estimam que, cerca de um terço dos socialistas, irá votar em Gouveia e Melo. E procurou assegurar que não está em rutura com o PS.
A seguir, aludiu ao atual contexto internacional com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a revelar ter um comportamento imprevisível.
"E não vejo o atual Governo com capacidade para lidar sozinho com as dificuldades que vamos enfrentar. O Governo não está a saber gerir uma situação complexa e, quando olho para outros candidatos presidenciais, mete medo. Não estou a ver António José Seguro ou Marques Mendes enfrentar esta situação. Gouveia e Melo é a pessoa mais bem preparada", sustentou.
Seguro alerta que voto à sua esquerda "não conta" e pode ajudar a direita
O candidato presidencial António José Seguro alertou esta segunda-feira que o voto nos candidatos apoiados pelo Livre, PCP e BE "não conta" por ser "meio voto" e ajudar a direita, afirmando-se como o único capaz de derrotar André Ventura.
"Dizem-nos as sondagens que há candidatos que não têm hipóteses de passar à segunda volta. A confirmarem-se essas sondagens, o voto nesses candidatos é um voto que não conta", afirmou hoje o candidato num comício no Museu de Portimão, no distrito de Faro.
Para António José Seguro, o voto em Jorge Pinto, António Filipe ou Catarina Martins "pode contar" para o campo político que a sua candidatura quer combater, "porque acaba por ser meio voto".
"Não ajuda o único candidato que está em condições, no campo político da esquerda e do centro-esquerda, de passar à segunda volta", realçou.
Seguro dramatizou a importância das eleições, considerando que "tem que ficar claro o compromisso dos portugueses com a democracia".
"Há pelo menos um candidato que não pode passar à segunda volta, e o candidato que o pode derrotar na primeira volta somos nós", enfatizou, numa referência implícita ao candidato apoiado pelo Chega e líder do partido, André Ventura, sem citar o seu nome.
No entanto, anteriormente no seu discurso já tinha afirmado que o voto na sua candidatura "não é um voto na aventura, nem em venturas".
No arranque do seu discurso, António José Seguro frisou a importância de se "sentir o sentido de urgência" das eleições presidenciais de 18 de outubro.
"Esta eleição presidencial tem um sentido de urgência, porque é a primeira eleição presidencial que se vai decidir num contexto de grande fragmentação e de grande polarização em Portugal", dizendo que a atual campanha tem dinâmicas julgadas "impensáveis passados 50 anos depois do 25 de Abril".
Para Seguro, são dinâmicas que "tentam sempre conquistar votos não propondo a união dos portugueses, mas fazendo precisamente o contrário", pondo "portugueses contra portugueses".
Assim, o candidato apoiado pelo PS pediu que "não haja ilusões", explicando que, "na segunda volta, só passam os dois candidatos mais votados" e "por isso as pessoas, no momento em que vão votar, no dia 18 de janeiro, têm que pensar qual é a consequência do seu voto".
Prometeu ainda que, caso seja eleito, a sua maioria eleitoral extingue-se "no momento da eleição", pretendendo ser "o Presidente de todos os portugueses".
Quando Sá Carneiro e Passos Coelho chegaram à campanha
O apelo do primeiro-ministro ao voto útil em Marques Mendes marcou esta segunda-feira a campanha eleitoral para as eleições presidenciais, num dia em que o nome de Pedro Passos Coelho surgiu entre alguns dos protagonistas da corrida a Belém.
Um dia depois de Luís Montenegro ter apelado à concentração do voto em Marques Mendes de "socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos", avisando que votar em Cotrim ou Seguro não garante uma segunda volta sem "dois candidatos populistas", surgiram reações dos candidatos mais visados e com o candidato apoiado por PSD e CDS-PP a defender as declarações do primeiro-ministro.
Em Campo Maior, no distrito de Portalegre, onde visitou a fábrica da Delta, o candidato presidencial Gouveia e Melo acusou o primeiro-ministro de procurar condicionar a escolha dos portugueses nas eleições e salientou que o próximo chefe de Estado não pode ser nem marioneta nem oposição ao Governo.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada começou por prometer que, se for eleito Presidente da República, terá "uma relação construtiva e institucional" com o Governo, mas assinalou logo a seguir que ouviu "com desagrado as declarações do primeiro-ministro".
Gouveia e Melo evocou também a ação política do antigo primeiro-ministro social-democrata Francisco Sá Carneiro, destacando as suas preocupações sociais, em contraponto aos neoliberais, e criticou quem tenta atualmente apropriar-se do seu legado.
Também João Cotrim Figueiredo considerou que o apelo ao voto de Luís Montenegro em Marques Mendes demonstra "preocupação e fraqueza".
"Isto, agora, parece estar a preocupar tanto o PSD que vem o presidente do próprio partido tentar apelar ao voto útil no seu candidato. Não seria necessário se o candidato fosse capaz de granjear e mobilizar todo o eleitorado da Aliança Democrática (AD)", disse o candidato apoiado pelo Iniciativa Liberal, no final de uma visita ao Centro Social Interparoquial de Santarém.
Inicialmente Marques Mendes considerou correta a mensagem do líder do PSD, mas recusou ser o candidato do Governo e, mais tarde, durante um almoço com apoiantes em Coimbra, respondeu às críticas sobre o primeiro-ministro, sublinhando que se tratou de "um ato de coerência e de força".
"Vi aí várias opiniões, incluindo de candidatos, meus adversários, a dizerem que é um ato de fraqueza o primeiro-ministro ter participado ontem num ato da minha campanha eleitoral. Eu devo dizer que penso exatamente o contrário, a participação de Luís Montenegro na minha campanha eleitoral não é um ato de fraqueza, é um ato de coerência e é um ato de força", defendeu.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho entrou na campanha com o candidato André Ventura a afirmar que ficaria honrado se tivesse ao seu lado Pedro Passos Coelho, considerando que prefere ser visto como herdeiro daquele antigo primeiro-ministro do que de António Costa.
"Eu penso que o doutor Pedro Passos Coelho já disse que não vai tomar posição nestas eleições presidenciais. Se me dissesse assim: 'Se ele estivesse agora aqui, ao seu lado, o doutor Pedro Passos Coelho, ficava honrado com isso? Ficava", disse o também presidente do Chega, que falava aos jornalistas durante uma arruada em Sines, no distrito de Setúbal.
Já se tivesse ao seu lado, na campanha, António Costa, "corria com ele", disse.
Também Catarina Martins lembrou o antigo primeiro-ministro social-democrata ao considerar que Mendes, Seguro, Ventura e Cotrim são "herdeiros de Passos Coelho" e, recordando o período de intervenção da 'troika', sublinhou que quem quiser "puxar pelos salários" sabe em quem deverá votar.
"Quando penso nos orçamentos de (Pedro) Passos Coelho e no seu Governo, lembro-me do país a empobrecer, das pensões cortadas contra a Constituição. Quem tiver saudades dos alunos com fome nas escolas, talvez goste muito desta herança de Passos Coelho", afirmou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.
Concorrem também às eleições presidenciais António José Seguro (apoiado pelo PS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana e o músico Manuel João Vieira.
A campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro termina no dia 16, para o habitual dia de reflexão na véspera do sufrágio.
Catarina Martins visita "bom exemplo" da integração de pessoas com deficiência
A candidata presidencial Catarina Martins visitou esta segunda-feira um centro de reabilitação e integração em Almeirim onde, apesar das dificuldades financeiras, o trabalho realizado diariamente com os 92 utentes com deficiência faz toda a diferença.
No Centro de Reabilitação e Integração de Almeirim (CRIAL) vivem 21 pessoas com deficiência e são acompanhadas diariamente outras 71, entre crianças e adultos.
Ao longo do dia, têm aulas, terapia ocupacional, atividades de culinária, grupos de dança e de teatro, um trabalho que Catarina Martins visitou hoje e que considerou ser um bom exemplo.
"Vim visitar um bom exemplo, precisamente porque é bom dizermos que há, em Portugal, bons exemplos", disse, aos jornalistas, acrescentando que a ida àquela IPSS serve também "para dizer que esta resposta é pouca".
"Portugal tende a não olhar para as pessoas com deficiência como deve olhar. Tende a negar-lhes oportunidades iguais e numa democracia todos temos que ter oportunidades iguais", defendeu a candidata a Belém apoiada pelo BE.
O trabalho realizado no CRIAL não se concretiza, no entanto, sem desafios, em particular obstáculos orçamentais, explicou o presidente da Direção, que alerta que o financiamento público no âmbito dos protocolos com o Estado não é suficiente.
"Não é suficiente, mas nós fazemos chegar, porque poupamos muito", explicou José Carlos da Silva, ressalvado que a poupança nunca passa por investimentos na educação e no bem-estar dos utentes.
Seguro não comenta declarações de Montenegro porque espera recebê-lo em Belém
O candidato presidencial António José Seguro disse esta segunda-feira que reserva para si o que pensa das declarações do primeiro-ministro porque espera recebê-lo, já como Presidente da República, dentro de dois meses e quer preservar as relações institucionais.
"Eu tenho de ser reservado na resposta que poderei dar às declarações do primeiro-ministro porque espero, dentro de dois meses, estar a recebê-lo em Belém como Presidente da República", respondeu aos jornalistas Seguro, à margem de uma ação de campanha em Loulé, Faro.
O candidato presidencial apoiado pelo PS foi questionado sobre as declarações da véspera de Luís Montenegro que, enquanto presidente do PSD numa ação de campanha de Marques Mendes, avisou que votar em João Cotrim Figueiredo ou António José Seguro não garante uma segunda volta sem "dois candidatos populistas".
Seguro disse que preserva "muito as relações institucionais e a necessidade de haver uma cooperação entre o Presidente da República e o primeiro-ministro".
"E como espero recebê-lo dentro de dois meses e trabalhar com ele em Belém, naturalmente que devo reservar aquilo que penso sobre essas declarações para mim", disse.
Mendes considera presença de Montenegro na campanha "um ato de força"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes respondeu esta segunda-feira às críticas sobre a presença do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, num almoço da sua campanha, considerando que se tratou de "um ato de coerência e de força".
"Vi aí várias opiniões, incluindo de candidatos, meus adversários, a dizerem que é um ato de fraqueza o primeiro-ministro ter participado ontem num ato da minha campanha eleitoral. Eu devo dizer que penso exatamente o contrário, a participação de Luís Montenegro na minha campanha eleitoral não é um ato de fraqueza, é um ato de coerência e é um ato de força", defendeu.
Discursando num almoço com apoiantes em Coimbra, na campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Luís Marques Mendes considerou que "a coisa mais normal do mundo em democracia é que um líder político participe numa campanha política e numa campanha presidencial".
"E para aqueles que passam a vida a invocar Sá Carneiro a torto e a direito, com razão ou sem ela, vale a pena recordar que Sá Carneiro morreu a participar numa campanha presidencial e a apoiar um candidato presidencial", referiu.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP salientou também que "é um ato de força", "de convergência" e "de solidariedade".
António Filipe defende ter "ambição legítima" de lutar pelo resultado
O candidato presidencial António Filipe disse esta segunda-feira que a sua candidatura de esquerda tem "ambição legitima" de lutar pelo resultado, de passar à segunda volta, salientando que não se pode votar "com base no medo".
"Temos uma campanha eleitoral até ao dia 18 para afirmar esta candidatura de esquerda como uma candidatura que tem ambição legítima de lutar pelo resultado, de passar à segunda volta e então depois aí conversamos sobre qual será o resultado destas eleições", afirmou António Filipe, já na parte final de um discurso durante um almoço com apoiantes em Albufeira, distrito de Faro.
O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP e pelo PEV salientou ainda que a sua candidatura se tem "que se afirmar no terreno e lutar pelo resultado".
"Ainda ninguém votou. As pessoas só votam no próximo dia 18. Até lá tudo o que se fizer são vaticínios, são palpites, é o que se queira", apontou.
António Filipe fez questão de sublinhar que "a conquista do direito de voto foi demasiado importante para que ela se deite pela borda fora".
"Ou seja, quando alguém pensa que é melhor votar em quem não se quer, porque se tem medo que ainda haja outro que seja pior do que aquele que não se quer, já está a perder, já está a deitar pela borda fora um direito de voto que custou tanto a conquistar. Não se pode votar com base no medo", frisou.
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