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Carneiro pede que se apure se uso da força foi adequado nos protestos no Porto

O líder do PS já tinha pedido explicações ao ministro da Administração Interna na quinta-feira.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS Carlos Barroso / Lusa
13:06
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O líder do PS pediu esta sexta-feira que se assumam "todas as responsabilidades" e se apure se o uso da força policial "foi adequado e proporcional" na manifestação da habitação do Porto, acusando o Governo de "só trabalhar empurrado".

"Este primeiro-ministro e este Governo só trabalham empurrados. Foi precisa a indignação dos cidadãos para que o Governo só agora tenha decidido abrir o inquérito por parte da IGAI aos acontecimentos vividos no Porto", disse José Luís Carneiro numa posição enviada à agência Lusa. Para o secretário-geral do PS, "é fundamental apurar com rigor se o uso da força [policial] foi adequado e proporcional e assumir todas as responsabilidades".

"A defesa da segurança e da ordem públicas tem de ser compatível com o exercício das liberdades cívicas, entre elas o direito de manifestação", defendeu.

De acordo com o jornal Público, a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) informou esta sexta-feira que "abriu um processo administrativo" à intervenção policial ocorrida na madrugada desta quinta-feira, num protesto pela habitação, no Porto.

Na quinta-feira, José Luís Carneiro já tinha pedido "explicações urgentes" do ministro da Administração Interna sobre a intervenção policial nas manifestações pela habitação no Porto, que considerou comprovarem "o falhanço" do Governo nesta área.

O movimento pela habitação que tem protestado no Porto denunciou uma carga policial, na madrugada de quinta-feira, que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave.

De acordo com o movimento, entre os feridos está uma pessoa com deficiência e vários participantes na concentração foram hospitalizados.

A PSP confirmou entretanto um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a "comportamentos de resistência".

O presidente da Câmara do Porto disse hoje que a PSP se viu "forçada" a atuar, perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.

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