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CDS-PP: Novas medidas do Governo são "mais uma lotaria"

"Mais uma lotaria de medidas cheia de avanços e recuos, o que prova a incoerência, a impreparação com que o Governo está a lidar com este assunto, uma vez que navega ao sabor do vento", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

António Cotrim/Lusa
Lusa 08 de Julho de 2021 às 22:32
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O líder do CDS-PP afirmou hoje que as novas medidas do Governo para combater a pandemia de covid-19 são "mais uma lotaria" e considera que o Presidente da República deve convocar os partidos e retomar as reuniões no Infarmed.

"Mais uma lotaria de medidas cheia de avanços e recuos, o que prova a incoerência, a impreparação com que o Governo está a lidar com este assunto, uma vez que navega ao sabor do vento", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O presidente democrata-cristão falava em Santarém, na apresentação dos candidatos do partido à Câmara e Assembleia municipais, Alexandre Paulo e Pedro Melo (um dos vice-presidentes centristas), respetivamente. Na iniciativa estiveram também os ex-presidentes do CDS-PP José Ribeiro e Castro e Manuel Monteiro.

O responsável do CDS-PP perguntou porque é que o Governo, liderado pelo socialista António Costa, "proibiu a semana passada o setor da restauração de trabalhar aos fins de semana" até às 22:30, "com todos os prejuízos acumulados que têm durante esta pandemia, quando esta semana permite que tenham clientela e estejam abertos, desde que as pessoas se apresentem com certificado digital e com teste negativo".

"Perdeu-se mais uma semana para negócios que estão verdadeiramente devastados e prejudicou-se ainda mais o nosso tecido empresarial", referiu.

Por outro lado, Francisco Rodrigues dos Santos questionou ainda porque é que o Governo "aplica medidas iguais às outras vagas para circunstâncias completamente diferentes", explicando que "o número de mortos hoje é 10 vezes menos, o número de internamentos é metade", além de que a percentagem de população vacinada no país é cada vez maior, destacando os mais vulneráveis, além de que a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde está "verdadeiramente controlável".

"E nós continuamos a recuar tanto e a destruir a nossa economia, e sobretudo a utilizar uma matriz de risco que está desadequada face ao perigo real da doença em Portugal", reafirmou, defendendo, de novo a sua revisão.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, "seria boa ideia o senhor Presidente da República voltar a convocar os partidos e encetar novamente reuniões no Infarmed [Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde], para reatar o consenso social e político nas medidas de combate a esta pandemia".

O presidente do CDS-PP acrescentou que se exigem "medidas proporcionais ao perigo da doença em Portugal e não propostas radicais como o Governo está a fazer que destroem a nossa economia e alimentam o medo das pessoas".

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.004.99 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 185 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.135 pessoas e foram registados 899.295 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

O Conselho de Ministros aprovou hoje, entre outras medidas, uma resolução que prorroga a situação de calamidade até ao dia 25 e altera as medidas aplicáveis a determinados concelhos.

De forma a conter o aumento de incidência que se tem verificado, nos municípios de risco elevado e muito elevado prevê-se que "às sextas-feiras a partir das 19:00, ao fim de semana e aos feriados, o funcionamento de serviço de refeições no interior dos restaurantes apenas é permitido a clientes portadores de Certificado Digital Covid da União Europeia ou teste negativo.

Já "o acesso a estabelecimentos turísticos ou a estabelecimentos de alojamento local depende da apresentação pelos clientes, no momento do 'check-in'", do certificado digital ou teste negativo.
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