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Constitucional rejeita recurso para impedir divulgação de clientes da Spinumviva

Em reação, Montenegro sublinha que "não está em causa nenhum dever de declaração não cumprido"

Luís Montenegro
Luís Montenegro Tiago Petinga / Lusa - EPA
05 de Março de 2026 às 16:06

O Tribunal Constitucional rejeitou o recurso apresentado pelo primeiro-ministro para impedir a inclusão dos clientes da Spinumviva no seu registo de interesses, mas a decisão não é definitiva porque foi pedida a sua anulação. A decisão foi noticiada pelo Público e confirmada à Lusa pelo Tribunal Constitucional numa resposta escrita em que não é adiantada a data da decisão.

O Palácio Ratton indica que o "plenário do tribunal já proferiu decisão no sentido do não conhecimento do recurso, mas a mesma não se mostra ainda transitada em julgado" devido a um "alvo de incidente de arguição de nulidade" que terá de ser objeto de apreciação pelo Tribunal Constitucional.

O Tribunal Constitucional esclarece ainda que este caso segue a "regra relativa à publicação dos acórdãos atinentes a declarações de rendimentos, património e interesses", o que significa que a decisão só será publicada "na página eletrónica do Tribunal Constitucional após o respetivo trânsito em julgado".

Já nesta tarde de quinta-feira, durante a conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o líder do Executivo sublinhou que a decisão do TC "não está em causa nenhum dever de declaração não cumprido". "É o seu efeito em termos de publicitação. No caso em concreto, a publicitação não ocorreu por via normal, mas ocorreu por via de uma fuga de informação", atirou Montenegro.  

O caso remonta a julho do ano passado, quando foi noticiado que o primeiro-ministro apresentou pedidos de oposição à consulta pública de alguns elementos das suas declarações de rendimentos, património e interesses entregues à Entidade para Transparência (EpT), o organismo responsável por gerir o registo de interesses dos titulares de cargos públicos.

Entre os elementos contestados estava a lista de clientes da Spinumviva, empresa fundada por Montenegro e atualmente detida pelos seus filhos. A EpT tinha solicitado ao primeiro-ministro que apresentasse essa informação no âmbito das verificações feitas às declarações submetidas pelo líder do Governo.

Discordando da Entidade para a Transparência, Montenegro interpôs um recurso no Tribunal Constitucional para impugnar a decisão do organismo relativas à divulgação de alguns desses dados.

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