Política Costa garante Portugal a crescer acima da UE, PSD lamenta dívida a crescer

Costa garante Portugal a crescer acima da UE, PSD lamenta dívida a crescer

Na abertura do debate quinzenal, o primeiro-ministro garantiu que apesar das revisões em baixa das perspetivas económicas feitas por diversas instituições internacionais, em 2019 o PIB português voltará a crescer acima do ritmo médio da União Europeia.
David Santiago 19 de março de 2019 às 15:43
Com as políticas e perspetivas económicas a servir de mote para o debate quinzenal desta terça-feira, 19 de março, o primeiro-ministro assegurou que depois de em 2017 e 2018 a economia portuguesa ter crescido acima da média europeia, 2019 será o terceiro ano em que isso acontece. 

Reiterando o objetivo de "assegurar uma década sustentada de convergência com a União Europeia", António Costa recordou que apesar das revisões em baixa para as projeções económicas "a generalidade das previsões, nacionais e internacionais, apontam para que 2019 seja o terceiro ano" de crescimento superior à média do bloco europeu, "algo que nunca tínhamos conseguido num único ano desde a adesão ao euro".


"O crescimento acima da média europeia não é fruto do acaso, é porque mudámos as políticas", atirou o também líder do PS concluindo que "a economia continua a crescer acima da média europeia e a criar mais e melhor emprego"

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Na resposta, o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, notou que Costa não havia tocado "num ponto essencial para a economia e as finanças do país: a dívida pública que aumentou 20 mil milhões de euros nesta legislatura". "Estamos mais endividados", rematou Negrão.

António Costa reagiu lamentando que o deputado social-democrata siga "o caminho inverso das agências de 'rating'", numa alusão à recente decisão da S&P que elevou a classificação atribuída à dívida pública portuguesa para dois níveis acima de lixo. O primeiro-ministro acrescentou que a dívida está a diminuir e em 2019 vai cair para 117% do PIB.

Enquanto Costa fala na redução do endividamento face ao PIB, Negrão opta por apontar o aumento do valor nominal da dívida pública.

Bruxelas estimou em fevereiro que o PIB português cresça 1,7% este ano, depois de ter avançado 2,1% no ano anterior. A Comissão prevê que o PIB do conjunto dos 28 Estados-membros tenha crescido 1,9% no ano passado e que venha a aumentar 1,5% este ano.




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