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Dijsselbloem: "As pessoas querem ver resultados"

O presidente do Eurogrupo reconhece o aumento de poder dos partidos anti-UE, mas espera que a recuperação económica venha a ajudar.

Bloomberg
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 26 de Maio de 2014 às 16:27
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O presidente do Eurogrupo considera que os resultados eleitorais de domingo, 25 de Maio, evidenciam que a Europa tem de conseguir crescer mais e entregar resultados. Mas mostrou-se confiante que tal é possível com as políticas correctas. "As pessoas querem ver resultados", afirmou Jeroen Dijsselbloem.

 

O homem que coordena os trabalhos dos ministros das Finanças da Zona Euro partilhou o palco com Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, na sessão da tarde do Fórum do BCE sobre banca central que está a decorrer em Sintra. Ambos foram questionados repetidamente sobre que conclusões tiram dos resultados das eleições europeias de domingo e que perspectivas têm para o crescimento da região.

 

"O voto anti-europeu está a ganhar força em todos os países" e isso "envia uma mensagem a todos nós: as pessoas querem ver resultados", interpretou. Dijsselbloem diz que há resultados positivos das políticas dos últimos anos mas que estão a "chegar muito devagar". "Se há uma conclusão que tiro destas eleições é a de que devemos fazer mais e sentir mais urgência", rematou, reforçando mais tarde que "não podemos aceitar um crescimento de 1%".

 

E fazer o quê? Reformas estruturais. Há muito a fazer, argumenta. "Muitos dos problemas económicos que enfrentamos estão lá há muito tempo" e podem e devem ser combatidos através de reformas estruturais nos mercados de trabalho, de acordos comerciais, liberalização dos serviços. "Há muito potencial de crescimento na Europa", argumentou.

 

Dijsselbloem continuou defendendo que muitas das reformas são da responsabilidade nacional, até porque os problemas mudam de país para país, mas há também espaço de cooperação, nomeadamente na área fiscal.

 

Impostos sobre o trabalho devem baixar

 

"Os países têm de assumir responsabilidade nacional pelas reformas, mas há também bons argumentos para trabalharmos juntos no Eurogrupo" afirmou o também ministro das Finanças holandês, concretizando com um exemplo na área fiscal.

 

Por exemplo, depois de consolidar os resultados orçamentais, é tempo de reformas, mas também de "olhar para que impostos podemos baixar". "A taxa de impostos sobre o trabalho está elevado em toda a Europa e esta é uma área em que podemos trabalhar juntos: em como baixar a carga fiscal sobre o trabalho nos próximos cinco anos".

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