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Durão Barroso avisa que Portugal falhará objetivos com atuais níveis de crescimento

O antigo primeiro-ministro Durão Barroso avisou hoje que com os atuais níveis de crescimento económico, em divergência com a União Europeia, Portugal não vai conseguir realizar os objetivos necessários, criticando a "indiferença e resignação" perante esta questão.

# Porque Desce - A sua ligação ao Goldman Sachs fez Durão Barroso subir no 'ranking' dos Mais Poderosos do Negócios em anos anteriores. No entanto, as dúvidas demonstradas nomeadamente pela provedora de Justiça da União Europeia limitam a sua margem de acção. Tudo o que faz e todas as reuniões que tenha serão olhadas à lupa. O Goldman Sachs terá também um novo presidente, o que, para já, motiva dúvidas sobre as mudanças que poderá operar no banco mais poderoso do mundo.
reuters
Lusa 16 de Fevereiro de 2019 às 17:54
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Num vídeo divulgado durante a primeira Convenção Nacional do Conselho Estratégico Nacional do PSD, que decorre hoje em Santa Maria da Feira, o ex-presidente da Comissão Europeia mostrou-se preocupado com "o facto de Portugal não estar a convergir com a União Europeia, na realidade estar a divergir".

 

"É verdade que estamos a crescer, mas estamos a crescer menos do que países que passaram por dificuldades muito semelhantes às nossas. Estamos a crescer menos que a nossa vizinha Espanha, estamos a crescer muito menos do que a Irlanda e países da Europa Central e de Leste que entraram na União Europeia depois de nós e na altura com uma riqueza per capita abaixo de Portugal, já nos ultrapassaram", elencou.

 

O que também mereceu um sinal de preocupação do antigo presidente da Comissão Europeia foi "o facto de isto ter vindo a ser encarado com alguma bonomia ou com alguma indiferença ou alguma resignação".

 

"Talvez seja porque houve dificuldades, há um relaxamento e as pessoas acham que as coisas até podem ir relativamente bem, mas não vão. Com este crescimento Portugal não pode realizar os objetivos do ponto de vista social e cultural de que Portugal precisa", advertiu o atual presidente do banco norte-americano Goldman Sachs.

 

Para Durão Barroso, Portugal "pode, deve e já fez" melhor, dando o exemplo da adesão à União Europeia, com um crescimento acima da média, período durante o qual Portugal se modernizou "não apenas em infraestruturas".

 

No programa de ajustamento, durante o período da 'troika', o antigo líder social-democrata considerou que "Portugal surpreendeu os observadores".

 

"Portugal pode fazer mais e melhor", insistiu o antecessor do luxemburguês Jean Claude Juncker, atual presidente da Comissão Europeia.

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