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“Estou esclarecidíssimo”, diz Marcelo sobre presidenciais

Depois dos debates e campanha eleitoral, o Presidente da República diz-se “esclarecido” antes da segunda volta das presidenciais, considerando que os portugueses também têm uma “ideia muito clara” sobre os candidatos.

Marcelo votou antecipadamente na primeira volta
Marcelo votou antecipadamente na primeira volta HUGO DELGADO LUSA_EPA
20 de Janeiro de 2026 às 18:19

Apesar de rejeitar pronunciar-se sobre os resultados da primeira volta das presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa diz que, assim como os portugueses, está “esclarecido” após a campanha eleitoral e dos debates que decorreram nos últimos meses.

"Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo. Eu acho que esta campanha teve mais debates, entrevistas, depoimentos, testemunhos, do que qualquer outra campanha, mesmo a de 1986", afirmou o atual chefe de Estado aos jornalistas em Estrasburgo, onde se deslocou para comemorar os 40 anos de adesão de Portugal à CEE.   

Marcelo, que vai votar no próprio dia das eleições, no dia 8 de fevereiro, e não antecipadamente, como na primeira volta, pensa que também “os portugueses, depois desta campanha toda e pré-campanha, têm uma ideia muito clara, tinham uma ideia muito clara na primeira volta, têm uma ideia muito clara na segunda volta. Eu estou esclarecido".

“Os debates esclareceram muito. Houve um número elevado de candidatos, com temas variados, que tiveram a ver com o estatuto do Presidente e com o perfil dos candidatos”, disse . “A conjugação dos dois determina o sentido de voto dos portugueses”.

“Os portugueses já mostraram que a pré-campanha foi importante, os debates foram importantes e a campanha foi importante. A participação subiu, o que foi importante para a democracia portuguesa”, acrescentou, comparando-a novamente com as presidenciais de 1986, as únicas que também necessitaram de uma segunda volta.

Apesar de faltarem poucas semanas para terminar o segundo mandato enquanto presidente, concluindo a estadia de 10 anos no Palácio de Belém, Marcelo assinala que “tem uma missão a cumprir”, e que ainda tem tarefas pela frente, como a nomeação das chefias militares e outras “decisões políticas”.

"Vou cumprir até ao fim. Até ao fim terei de exercer poderes ainda de nomeação de chefias militares, terei de promulgar diplomas, de tomar decisões políticas, o que normalmente não acontece nos últimos dias ou últimas semanas de mandato", afirmou.

No entanto, Marcelo salientou que, "encerrado isso, é uma nova vida" e reconheceu que, quando tomar posse o próximo Presidente da República, a 9 de março, se irá abrir um "capítulo completamente diferente" na sua vida. "Estou pronto para o próximo capítulo", disse.

*Com Lusa

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