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Eurosondagem: PS sobe, coligação desce, mas Costa continua sem maioria

A sondagem da Eurosondagem aponta para um pequeno crescimento do PS em Maio face ao barómetro de Abril. Por outro lado, apesar da formalização da coligação, PSD/CDS perdem terreno para os socialistas. No entanto, a distância de 4,5 pontos entre o PS e a coligação deixa pouca margem para a pretendida maioria.

Miguel Baltazar
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Maio de 2015 às 13:21
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A formalização da coligação entre o PSD e o CDS, anunciada no passado dia 25 de Abril, não serviu aos partidos da actual maioria governativa para encurtar a distância em relação ao PS, que foi o partido que mais cresceu face ao barómetro de Abril.

 

A sondagem da Eurosondagem para a SIC e o Expresso atribui 38,1% das intenções de voto ao partido liderado por António Costa, que alcança um crescimento de 0,6 pontos percentuais face ao mês anterior. A ligeira subida dos socialistas, aliada à queda de 1,1 pontos da coligação laranja e azul, permite ao PS aumentar a distância face às forças da maioria para 4,5 pontos percentuais.

 

A apresentação do plano macroeconómico elaborado pelos sábios e que servirá de base para o programa socialista que deverá ser aprovado pela Comissão Política ainda em Maio, terá beneficiado o partido de António Costa. E, aparentemente, o SMS enviado pelo secretário-geral do PS a um dos directores do jornal Expresso não penalizou a imagem de Costa, cuja popularidade registou uma variação positiva de 2,8 pontos.

 

Depois de o PSD ter alcançado a maior subida em Abril, a que se juntou a descida do PS, possibilitando então encurtar a diferença entre o PSD/CDS e os socialistas para menos de 3 pontos, a oficialização da coligação pré-eleitoral entre sociais-democratas e centristas não contribuiu para o crescimento da maioria nas intenções de voto.

 

A quebra registada nas intenções de voto da coligação surge após o episódio do SMS sobre o pedido de demissão apresentado, em Julho de 2013, pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, entretanto relatado na biografia autorizada do primeiro-ministro Passos Coelho.

 

Mas a diferença entre o PS e a coligação permanece, ainda assim, pouco acima da margem de erro, pelo que se antecipa como improvável a possibilidade de, quer o PS quer o PSD/CDS, poderem conquistar uma maioria absoluta nas eleições do próximo mês de Outubro.

 

Já a coligação entre o PCP e Os Verdes (CDU) permanece praticamente inalterada na terceira posição com 10,3%, enquanto o BE recupera cinco décimas em relação ao mês anterior para os 4,8%.

 

Em sentido oposto, o PDR de Marinho e Pinto mantém a tendência de descida, caindo agora para 2,5%, enquanto a candidatura Livre/Tempo de Avançar cai ligeiramente para 1,8%.

 

Popularidade de Passos Coelho sobe em Maio mas continua a ter saldo negativo

 

Maio afirmou-se como um mês positivo, em termos de popularidade, para os principais líderes políticos portugueses. Passos Coelho foi mesmo o líder cuja popularidade mais subiu (+3,3 pontos), mas o primeiro-ministro mantém uma avaliação global negativa.

 

Catarina Martins, porta-voz bloquista, que também viu a sua popularidade crescer 1,5 pontos em Maio, é a outra líder partidária a apresentar um saldo global negativo.

 

Em terreno positivo, António Costa continua a ser o líder mais popular para os portugueses, enquanto o vice-primeiro-ministro e líder centrista, Paulo Portas, e o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, também continuam a merecer uma avaliação positiva por parte dos eleitores. 

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