Política Mário Soares "mais reactivo a estímulos externos"

Mário Soares "mais reactivo a estímulos externos"

O antigo Presidente da República apresenta ligeiras melhorias no seu estado de saúde mas permanece inconsciente, deu conta esta manhã o porta-voz do Hospital da Cruz Vermelha.
Mário Soares "mais reactivo a estímulos externos"
Paulo Zacarias Gomes 15 de dezembro de 2016 às 10:07

O antigo Presidente da República Mário Soares permanece inconsciente, mas apresenta uma ligeira melhoria e está "mais reactivo a estímulos externos".


O novo ponto de situação foi feito na manhã desta quinta-feira, 15 de Dezembro, por José Barata, porta-voz do Hospital da Cruz Vermelha, onde o ex-Chefe de Estado se encontra internado desde a madrugada da passada terça-feira, quando ali deu entrada em estado crítico.

As melhorias reportadas aos jornalistas - em declarações transmitidas na RTP 3 - surgem depois de já ontem, a meio da manhã, o hospital ter dado conta da resposta a alguns estímulos, uma situação na altura descrita como de "discreta melhoria no estado de consciência".

O prognóstico mantém-se no entanto reservado, com Mário Soares a ser alimentado através de sonda. 

Com 92 anos, o ex-Chefe de Estado entre 1986 e 1996 deu entrada na madrugada desta terça-feira na Unidade de Cuidados Intensivos do hospital, em situação "crítica".

Nos últimos anos a saúda de Soares apresentava-se "fragilizada", depois de ter contraído uma encefalite em 2013 e, dois anos depois, pelo impacto da morte da mulher, Maria Barroso, falecida em Julho de 2015, afirmou esta terça-feira o seu sobrinho, o médico Eduardo Barroso, citado pela Lusa.


O sucessor de Soares em Belém, Jorge Sampaio, disse estar a acompanhar a situação "com muita preocupação e com muita solidariedade", enquanto o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou Soares no hospital, afirmou acompanhar "com carinho" a situação de saúde do antigo chefe de Estado e desejou as suas melhoras.

Ontem, o antigo adversário de Soares nas eleições presidenciais de 1986, Diogo Freitas do Amaral, manifestou-se "triste" pelo estado de saúde do ex-Presidente que, afirmou, "dedicou uma vida inteira ao país."

(Notícia actualizada às 10:16 com mais informação)




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