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Ao minuto21.01.2026

Montenegro recusa relacionar excesso de mortalidade com falta de assistência

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tem esta quarta-feira o primeiro debate quinzenal na Assembleia da República após as eleições presidenciais em que Marques Mendes, o candidato que o PSD apoiou, ficou em quinto lugar. Acompanhe aqui.

21 de Janeiro de 2026 às 15:12
21.01.2026

Núncio: “Era o que faltava que o único voto legítimo e democrático fosse no candidato socialista”

“Qualquer candidato que receba o voto popular e que ganhe eleições tem legitimidade democrática, quer seja de esquerda quer seja de direita, porque o PS e a esquerda não mandam na democracia”, declarou esta tarde no Parlamento o deputado do CDS-PP, Paulo Núncio. 

Considerando, embora, que “os debates quinzenais com o primeiro-ministro não são para comentar eleições presidenciais”, não resistiu a ir também ao tema, como tinham feito já os partidos à esquerda. 

“O PS tenta convencer o país que teve uma vitória estrondosa, mas o PS não esteve no boletim de voto e não ganhou rigorosamente nada”, afirmou. E “o Chega também não ganhou as eleições, porque ficou apenas em segundo lugar”.

“Oiço dizer que a segunda volta vai opôr um candidato democrata e outro não democrata”, mas “era o que faltava que o único voto legítimo e democrático fosse o voto no candidato socialista”, sustentou Núncio.

Montenegro aproveitou para deixar ainda um comentário sobre a relação do Governo com o Chega. “Em muitas ocasiões no debate político é dito que o Governo vai atrás da agenda da direita, do extremismo, mas o Governo não vai atrás de ninguém, está a cumprir o seu programa”.  Mesmo quando, no Parlamento, “há um voto mais à direita, nós estamos do lado das nossas convicções”, disse.

21.01.2026

Paulo Raimundo: “É-lhe completamente indiferente quem vai ser o próximo presidente”

“É-lhe completamente indiferente quem vai ser o próximo presidente”, acusou Paulo Raimundo. “Quer manter no PS uma reserva” e uma “continuidade” no apoio do Chega, que “nunca lhe faltará para lhe dar a mão na descida do IRC, no pacote laboral, no desmantelemento do SNS”. 

“Podemos concluir que pretende acima de tudo salvar a sua desastrosa política?”, questionou. 

“Reitero o que já disse”, respondeu apenas Montenegro. “E sim, estamos concentrados em governar, em executar o programa do Governo”. 

“Não estamos a fazer esta opção por nenhum elemento de natureza tática”, recusou. Estamos a fazê-lo porque “tínhamos a convicção que o candidato que apoiámos era o mais bem preparado”. 

“Cada um de nós faz agora a apreciação das opções e fará a sua escolha”, rematou o primeiro-ministro.

21.01.2026

Livre: “Como é que não se consegue posicionar?”

Isabel Mendes lopes, do Livre, voltou ao tema das eleições presidenciais e do posicionamento do primeiro-ministro, mas Montenegro manteve-se irredutível na resposta e na decisão de não apoiar publicamente nenhum dos dois candidatos que passaram à segunda volta. 

“Quem me dera que houvesse três espaços políticos, a esquerda democrárica, a direita democrática e a extrema-direita”, afirmou a deputada, recuperando as declarações de Montenegro no início do debate. Mas, continuou, “não é isso que se tem visto desde as últimas eleições”, porque “o Governo tem-se deixado contaminar pela extrema-direita” e “há uma diluição” entre a direita democrática e a extrema-direita acusou.

Estamos perante “dois espaços políticos muito claros, de um lado um democrata, que respeita as instituições e do outro um candidato que disse abertamente que quer acabar com o regime e que é também aliado de Donald Trump”, afirmou, questionando: “Como é que não se consegue posicionar?”, acrescentando que, também a nível internacional, o país se tem escusado a tomar posições, seja sobre Gaza, seja sobre Donal Trump. “E isso tem de ser feito, porque há um grande desrespeito pelo direito internacional”, sustentou. 

“Temos de ser vocais” e dizer que “não nos sentamos à mesa com autoritários imperialistas”, pelo que “é sua responsabilidade e peço que a assuma, agora a nível nacional e internacional”, rematou. 

Montenegro reiterou o que já tinha dito. “Temos três espaços políticos nesta casa” e neles “temos muitas divergências”, mas essas também já foram ultrapassadas “em várias ocasiões”, disse. “Registo as considerações que fez sobre a extrema-direita, mas quando foi preciso conjugação para abolir portagens ou reduzir propinas, a esquerda não teve problemas em contar com os votos da direita. Portanto, para umas coisas serve, para outras está fora”.

Lembrando, mais uma vez, que o seu partido não está representado na segunda volta, Montenegro rematou: “Vamos votar, vamos, seguramente, mas o nosso posicionamento, em termos partidários, é de não participar.” 

Isabel Mendes Lopes ainda voltou à carga: “Na primeira volta tinha um voto de convicção e agora não tem, isso é inexplicável e inaceitável.” 

Sobre o posicionamento do Governo em matéria de política externa, “temos diante de nós, de facto, grandes desafios”, disse o primeiro-ministro. “Temos privilegiado uma conciliação e equilibrio de vários princípios”, referiu o primeiro-ministro, sublinhando que o continuará a fazer tanto a nível nacional, como internacional.

21.01.2026

IL associa falta de um candidato de centro-direita à não aprovação de futuras reformas

A líder da Iniciativa Liberal acredita que a falta de um candidato do espetro do centro-direita vai acabar por, no futuro, impedir a aprovação de reformas que considera necessárias para o país, lamentando que o PSD não tenha apoiado o candidato liberal.

"Foi o primeiro-ministro que colocou todo o peso político (...) a apoiar o candidato que ficou derrotado nestas eleições e essa decisão não teve adesão do eleitorado do centro-direita", indicou a presidente da IL, Mariana Leitão. "Essa decisão não é neutra", acrescentou. Para a presidente dos liberais, essa decisão "tem consequências", porque "impede no futuro que se implementam as reformas necessárias e coloca o país perante quase um abismo político". No entender de Mariana Leitão, "os portugueses querem mudança e as eleições mostram isso, mas o primeiro-ministro evita olhar para a realidade", indicou. "Abandone a tática partidária e a propaganda", disse, indicando que essa estratégia "atira o país para consequências imprevisíveis."

Na resposta, Luís Montenegro não respondeu, mas acusou a IL de se ter "retirado da esfera dos partidos políticos que convergem com o Governo para contrariar os oito anos de estagnação dos governos socialistas." Não sei com quem é que a Iniciativa Liberal quer fazer pactos", atirou.

21.01.2026

Montenegro recusa relacionar excesso de mortalidade com falta de assistência

José Luís Carneiro do PS, quis saber as “causas para o aumento exacerbado da mortalidade” registado nas últimas semanas e questionou o primeiro-ministro sobre “o número anormal de óbitos”. 

Montenegro falou do clima e da gripe, mas recusou que houvesse alguma relação com “falta de assistência". “Não é exclusivo do nosso país”, afirmou, referindo-se a casos como os de França, Grécia, Suíça ou Dinamarca.

“Estamos a fazer um estudo” e “temos já apurado que o contexto em que aconteceu identifica um registo homogéneo em todas as regiões do país” e que houve um aumento acima dos 45 anos, mas que foi mais significativo acima dos 75 anos. 

Não tendo ainda uma conclusão definitiva, o primeiro-ministro sublinhou que “será um abuso que possam ser relacionadas com falta de assistência”. 

José Luís Carneiro quis ainda saber as razões para o atraso na compra das novas ambulâncias para o INEM, lembrando que essa aquisição estava já decidida desde os governos do PS. 

  “Ideias não faltaram aos Governos do PS, concretizações e realizações ficaram amontoadas em todos os gabinetes”, respondeu Montenegro.


21.01.2026

Montenegro anuncia novo investimento nos transportes públicos

O primeiro-ministro anunciou nesta quarta-feira que o Governo vai aprovar amanhã em Conselho de Ministros medidas para a mobilidade, referindo-se em concreto aos transportes públicos, mas sem detalhar.

"Amanhã, no Conselho de Ministros, vamos decidir coisas importantes no domínio da mobilidade", começou por dizer em resposta ao deputado do PSD, Hugo Soares. "Vamos ter mais investimentos no domínio da mobilidade para termos também transportes públicos competitivos", indicou. Medidas que, no entender de Luís Montenegro, servirão para "termos ainda mais fatores de qualidade de vida, para que as pessoas se sintam bem, aquelas que já estão em Portugal e aquelas que porventura queiram vir para Portugal construir também os seus projetos de vida."

O primeiro-ministro passou ainda pelo tema da habitação que “é neste momento um dos maiores constrangimentos ao desenvolvimento do país”. “Porque perdemos muitos recursos humanos onde eles são mais necessários”, sublinhou, dando como exemplo os profissionais de saúde ou da educação e o facto de, com as dificuldades da habitação, “ficamos menos guarnecidos de capital humano”.

E quis fazer o balanço dos “3.590 milhões de euros de contratos assinados em 2025, de “cadeias de valor em vários setores económicos, sublinhou”.

21.01.2026

Hugo Soares para o Chega: “Agora até dava muito jeito que o PSD apoiasse o vosso candidato”

Hugo Soares confronta o Chega no Parlamento com a falta de apoio do PSD

O líder da bancada parlamentar do PSD saiu em defesa da posição do primeiro-ministro sobre a segunda volta das presidenciais. 

Dirigindo-se a Pedro Pinto, o líder da bancada do PSD, que, sublinhou veio “pedir ao presidente do PSD que apoie a candidatura de André Ventura”, Hugo Soares respondeu citando o próprio Ventura, que, lembrou, criticou a entrada de Montenegro na campanha eleitoral, tendo mesmo dito “que se lixe o primeiro-ministro”. “Agora até dava muito jeito que o PSD apoiasse o vosso candidato”, rematou o deputado laranja. 

Hugo Soares trouxe uma “carta aberta ao Governo de Portugal” de um jovem de 33 anos, que fez a escritura da sua primeira casa, e quis “fazer um exercício de gratidão pública”, aproveitando para falar das várias políticas públicas em curso. “Há muito por fazer, mas era melhor que a oposição percebesse que o que faz sentido é melhorar a vida das pessoas”, concluiu. 

21.01.2026

Primeiro-ministro diz que há "grande desproporção" entre notícias e "funcionamento diário" do SNS

Primeiro-ministro diz que não há 'caos' na Saúde.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recusou esta quarta-feira a crítica do Chega de que o Serviço Nacional de Saúde está "num caos", afirmando que "há uma grande desproporção entre as ondas noticiosas e o funcionamento diário do SNS."

No debate quinzenal - o primeiro depois do resultado das presidenciais -, o chefe do Governo e líder do PSD foi confrontado pela bancada do Chega sobre os problemas no acesso dos portugueses à Saúde. "Fico abismado com as suas declarações", afirmou o deputado Pedro Pinto.  "O primeiro-ministro diz que não há caos e são perceções", atirou, lembrando declarações de Montenegro em 2023, com o governo de António Costa, quando apontava "o caos na Saúde".

"De facto, o SNS não vive uma situação de caos, vive situações de dificuldade e constrangimento", admitiu o primeiro-ministro, mas garantiu que "funciona melhor do que há um ano e melhor do que há dois anos", apontando vários números: "170 mil utentes atendidos por dia", "cuidados de saúde primários por dia a 95 mil portugueses" ou "329 mil consultas hospitalares". 

Desafiado por Pedro Pinto a assumir um "compromisso para resolver os problemas da Saúde", Luís Montenegro afirmou que "o que estamos a fazer é mobilizar todos os meios humanos e equipamentos para com melhor gestão. Há uma grande desproporção entre as ondas de notícias e o funcionamento diário e quotidiano", respondeu.

21.01.2026

Montenegro mantém tabu sobre segunda volta. “Estou aqui a responder pela governação"

"Ao Governo cabe respeitar a pronúncia e a decisão soberana do povo” e “eu estou aqui a responder pela governação do país e pelas políticas do Governo”, declarou esta quarta-feira o primeiro-ministro no Parlamento.

Luís Montenegro falava aos deputados durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro e, em resposta ao líder parlamentar do Chega, que lhe pediu uma posição sobre a segunda-volta das presidenciais, manteve a orientação que tinha já afirmado na noite eleitoral, quando reconheceu a derrota de Marques Mendes, o candidato apoiado pelo Governo.

Pedro Pinto, que abriu o debate, trouxe o tema para o Parlamento. A direita “tem uma oportunidade única de derrotar o socialismo” e “não podemos andar a criticar os socialistas e agora dar-lhes a mão” e “esta é uma oportunidade histórica”, declarou . Como presidente do PSD, “este é o momento de se definir, não podemos ficar em cima do muro”, acrescentou. 

“Temos três grandes espaços políticos”, respondeu Montenegro, referindo-se ao Chega, PS e ao “espaço central”. E neste, onde estão representados os partidos do Governo, “a votação nas presidenciais esteve dispersa”. "O que cabe ao Governo? Respeitar a pronúncia e a decisão soberana do povo” e “aos partidos cabe também acatar e conviver com as consequencias de não ter evitado a dispersão de votos”, sublinhou Montenegro.

“Não tenho problema em assumir as responsabilidades”, mas “aquilo que os portugueses quiseram foi escolher os dois candidatos que estão a disputar a segunda volta” e “eu estou aqui a responder pela governação do país e pelas políticas do Governo”. 

Pedro Pinto ainda insistiu, mas Montenegro não arredou um milímetro: “A única coisa que posso acrescentar é que, em matéria de pontes, no último OE o Chega fez 82 pontes com o PS”. 

“Para melhorar a vida dos portugueses, faremos pontes até com o Diabo”, respondeu ainda Pedro Pinto.

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