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Montenegro diz que foi "feliz" com Marcelo, Presidente garante que vai "sair de cena"

Marcelo Rebelo de Sousa presidiu ao Conselho de Ministros desta quinta-feira. O Presidente deixa funções na próxima segunda-feira, 9 de março.

14:15

Luís Montenegro considerou, depois da reunião de Conselho de Ministros, que Marcelo presidiu, que a relação do Governo com o Presidente da República foi positiva, dizendo mesmo que "neste período fomos felizes e fomos eficazes", sublinhou o líder do Executivo em declarações aos jornalistas. Já Marcelo Rebelo de Sousa definiu a relação com o anterior e atual Governo, ambos liderados por Montenegro, como "fomos felizes e sabíamos".

Numa troca de elogios, Montenegro sublinhou que ambos foram "fomos resolvendo todos os problemas que tínhamos de ultrapassar e fomos muitas vezes antecipando os problemas, antes de serem problemas. É um espírito que pode fazer escola e pode marcar os exercícios de magistratura da República e da titularidade do Governo do país".

"Posso hoje confidenciar que não raras vezes me socorri do seu conhecimento técnico jurírido, do conhecimento da realidade concreta dos temas que era importante tratar", adiantou ainda o primeiro-ministro.

Já Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que "houve uma cooperação institucional permanente, sem problemas" com o Governo. "Estivemos de acordo quando ao essencial das estratégias externas e internas, num momento difícil do mundo, da Europa e de Portugal".

"Foram dois anos muito intensos. O senhor primeiro-ministro é muito rápido, é muito intuitivo, gosta de antecipar o tempo político, outras vezes gosta de fazer esperar politicamente a comunicação social, gere isso de uma forma que a comunicação social não pode prever", atirou o ainda Presidente da República, em jeito de análise à forma de atuação de Luís Montenegro.

Nesta quinta-feira, Marcelo adiantou ainda que que o fim do mandato na Presidência da República representa "mesmo o fecho da intervenção política", confidenciando que Luís Montenegro apostou que tal não seria o caso. "O senhor primeiro-ministro desconfia, diz que a tentação vai ser muito grande". 

"Há um momento em que se deve saber sair de cena. Talvez seja a coisa mais difícil do mundo: para jogadores de futebol, cantores, artistas, para interventores políticos. Mas aí não pode haver meio termo. Aparecer esporadicamente e comentar de vez em quando, aí cria-se uma situação equívoca que é negativa para todos", sublinhou Marcelo. "Teremos a partir de segunda-feira um novo e importante protagonista".

Montenegro à defesa

Os jornalistas aproveitaram a ocasião para colocar questões relacionadas com a atualidade política, judicial e governativa portuguesa. Sobre o chumbo do Tribunal Constitucional, que vai obrigar a Spinumviva, antiga empresa de Luís Montenegro, a revelar a lista de clientes, o atual líder do Governo apenas comentou o caso para dizer que "não está em causa nenhum dever de declaração não cumprido". "É o seu efeito em termos de publicitação. No caso em concreto, a publicitação não ocorreu por via normal, mas ocorreu por via de uma fuga de informação", atirou Montenegro.

Já sobre o próximo Presidente da República, António José Seguro, Montenegro disse ter "a certeza absoluta que nos vamos entender bem do ponto de vista pessoal e institucional, cumprindo o que é a expectativa do povo português".

Por fim, o líder do Governo deixou um recado sobre a governação do país. "Nós não podemos cair na asneira de considerar que o Governo só é governado se houver maiorias no Parlamento. Os governos desejam todos, e eu disse-o na campanha eleitoral, e na próxima também vou dizer, daqui a três anos e meios, uma maioria assegura ao poder político uma maior agilidade para cumprir o seu programa. Mas o facto de não existir, não quer dizer que o Governo não governa".

(Notícia atualizada com mais informação)

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