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Ao minutoAtualizado há 1 min09h23

Delegação americana a caminho de Islamabad, mas Irão recusa participar em novas negociações. Cargueiro iraniano apreendido

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

Negócios 09:23
há 1 min.09h22

Irão reitera que não pretende negociar

Depois de uma garantia deixada através da agência estatal IRNA, é agora o porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros do Irão que vem reafirmar que o país não tem intenção de voltar á mesa das negociações com os EUA.

De acordo com a Al Jazeera, Esmail Baghaei justifica a postura dizendo que Washington violou o acordo que permitiu o cessar-fogo. A trégua acordada entre os dois países termina esta terça-feira.

07h42

Delegação americana a caminho de Islamabad, mas Irão recusa participar em novas negociações

, mas não há nenhuma informação de que Donald Trump tenha voltado atrás no envio de uma delegação americana para Islamabad. Também a equipa de mediadores paquistanesa está a postos.

O Presidente norte-americano não disse quem lideraria a delegação, mas uma fonte da Casa Branca indicou que seria o vice-Presidente JD Vance. A disponibilidade dos EUA em participar em negociações foi expressa ao mesmo tempo que Donald Trump voltou a ameaçar destruir as centrais elétricas e pontes caso o Irão não aceite o acordo oferecidos pelos EUA. Horas depois, a marinha norte-americana apreendeu um cargueiro iraniano no golfo de Omã, "abrindo um buraco" na sua sala de máquinas depois de este ter ignorado as ordens para parar.

Apesar da incerteza, tudo indica que o Paquistão está a postos para acolher as conversações. Dois aviões de carga C-17 dos EUA aterraram numa base aérea no domingo à tarde, transportando equipamento de segurança e veículos, em preparação para a chegada da delegação norte-americana, segundo duas fontes de segurança paquistanesas citadas pelo The Guardian. Foi colocada uma cerca de arame farpado perto do Hotel Serena, onde se realizaram as conversações da semana passada, e o hotel pediu a todos os hóspedes que abandonassem o local.


07h07

Irão: Austrália alerta para "maior choque energético da sua história"

O Governo da Austrália alertou hoje que o país enfrenta "o maior choque energético da sua história" devido à guerra no Médio Oriente e da dificuldade de trânsito de crude pelo estratégico estreito de Ormuz.

Em declarações à emissora pública australiana ABC, o ministro da Indústria e Ciência, Tim Ayres, descreveu a situação como "altamente volátil", depois de um navio da Marinha dos Estados Unidos ter disparado contra uma embarcação que, segundo Washington, tentava romper o bloqueio imposto aos portos iranianos.

Os militares iranianos denunciaram o ataque norte-americano a uma embarcação iraniana perto do estreito de Ormuz como uma violação do cessar-fogo entre Teerão e Washington e afirmaram ter respondido com ataques de drones contra navios norte-americanos.

O Irão retomou o "controlo rigoroso" de Ormuz no sábado, apenas um dia depois de ter anunciado a reabertura do estreito.

Paralelamente ao bloqueio iraniano, os Estados Unidos estão a implementar um bloqueio naval dirigido especificamente a Teerão para impedir a exportação e importação de mercadoria.

"É por isso que o Governo australiano tem apelado à redução e à cessação das hostilidades", afirmou Ayres, que sublinhou que as autoridades estão a trabalhar intensamente para reforçar a segurança do abastecimento de combustível e fertilizantes, tanto a nível nacional como regional.

O ministro explicou que as medidas visam "proporcionar uma reserva" para proteger a Austrália e os seus cidadãos do impacto daquilo que descreveu como um "choque energético" sem precedentes.

No entanto, Ayres desvalorizou as flutuações imediatas dos preços dos combustíveis e sublinhou que a situação está em rápida evolução.

"É importante não nos concentrarmos nos altos e baixos diários da atividade", observou.

Em vez disso, o ministro afirmou que a prioridade do Governo é agir em duas frentes: garantir a segurança energética a curto prazo e reforçar a resiliência económica a longo prazo.

Neste sentido, Ayres destacou os investimentos destinados a reforçar a capacidade industrial e energética do país.

O ministro recusou confirmar se o Governo irá prolongar as medidas temporárias de alívio do custo de vida, como os ajustamentos nos impostos sobre os combustíveis ou nas taxas para veículos pesados.

Os preços do petróleo voltaram a disparar hoje nos mercados asiáticos, com o crude West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência para o mercado dos Estados Unidos a subir cerca de 7%.

Por volta das 00:45 (hora de Lisboa), o preço do WTI subia 7,39% para 90,05 dólares (76,56 euros) por barril, enquanto o crude Brent, a referência global, ganhava 6,06% para 95,86 dólares (81,5 euros) por barril.

"A notícia de maior impacto para os mercados é, sem dúvida, a apreensão de um navio iraniano pelas forças armadas norte-americanas no golfo de Omã, com o Irão a anunciar imediatamente que iria retaliar", sublinhou Chris Weston, analista da corretora Pepperstone.

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