O que pedem os empresários ao próximo Governo?
24 empresários deram ao Negócios o seu caderno de encargos para o próximo Governo.
Licínio Pina - Crédito Agrícola
Outras medidas devem ser efectuadas relacionadas com a demografia e o seu movimento do interior, para a cidade, procedendo a políticas que invertam esta tendência.
João Miranda - CEO da Frulact
É esperada uma desaceleração forte da economia á escala global, com uma consequente recessão a atingir o nosso país que falta só saber se ainda ocorre em 2020 ou 2021.
Com esta perspetiva no horizonte, exige-se que o próximo governo não facilite na criação de novos custos recorrentes, e que tenha um plano claro para aligeirar os custos da estrutura do Estado em caso de recessão.
Em paralelo, dar visibilidade sobre a estabilidade da legislação laboral e fiscal para a próxima legislatura, de forma a estimular o investimento, principalmente o IDE.
Luís Miguel Ribeiro - presidente da AEP
Face ao elevado valor da carga fiscal (em máximo histórico em percentagem da riqueza criada) a sua redução global sobre as empresas deve constituir uma das prioridades.
Paulo Vaz - ATP
Simultaneamente, a aplicação de um conjunto de medidas de estímulo económico, privilegiando os sectores exportadores, para devolver o equilíbrio da Balança Comercial e cumprir o desígnio de 50% do PIB do país no exterior até 2025.
Rafael Campos Pereira - AIMMAP
José Pedro Freitas - ANJE
Francisco Calheiros - CTP
Começo por referir o tema das infraestruturas aeroportuárias, que inclui, entre outras, a urgência do início dos trabalhos de construção do Aeroporto do Montijo e a actualização das infra-estruturas do Aeroporto de Lisboa.
É para a CTP também imperativo que este Governo contemple medidas que garantam a sustentabilidade financeira das empresas. A redução da carga fiscal sobre as empresas e alteração da legislação fiscal, tornando-a menos complexa; bem como a redução da taxa de IRC – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas e a eliminação da tributação autónoma em sede de IRC são para a CTP medidas urgentes.
Um outro tema que é para nós prioritário é a Demografia e é imperioso pensar em ações concretas que combatam o grave problema do envelhecimento do país. Devem ser repensados os incentivos a conceder às famílias com o propósito de promoverem a natalidade, com especial primazia para o estabelecimento de medidas que visem a eliminação de várias áreas em que as famílias com filhos são prejudicadas.
Pedro Costa Ferreira - APAVT
Nuno Ribeiro da Silva - Endesa
Paulo Coelho Lima - CEO da Lameirinho
Nuno Rangel - CEO da Rangel Logistics Solutions
Bernardino Meireles - presidente da Meireles
Luís Lima - APEMIP
Recordo que para haver equilíbrio entre a oferta e a procura é necessário 60 a 70 mil casas. Estão previstas construir 30 mil casas, quase metade do que é necessário, mas destas, 80% estão dirigidas para um segmento alto, quando o foco deverá ser a classe média, média baixa e os jovens. Ora, não há dúvida de que o Estado tem que ter um papel na promoção do aumento da oferta imobiliária, para assim dar resposta às necessidades dos cidadãos. Creio que esta deverá ser uma das principais preocupações para o Governo que em breve tomará posse.
Eric Van Leuven - Cushman & Wakefield
Eduardo Miranda - ALEP
Pedro Lancastre - JLL
- Rever a lei do arrendamento passando ónus dos idosos para o estado.
- Acelerar a aprovação dos projetos e o consequente aumento da oferta disponível (que, logicamente, baixará ou estabilizará os preços)
- IVA da construção 6% - intrinsecamente relacionado com o ponto acima
- Incentivos ao arrendamento habitacional (para atrair e dinamizar a população portuguesa para o sector)
Pedro Barros Rolo - CEO da InvestCo
A redução dos impostos permitirá gerar riqueza.
A redução dos impostos permitirá atrair investimento externo.
Portugal é dos países onde mais se tributa o trabalho, seja individual (IRS), seja "riqueza” gerada pelas empresas (IRC). Adicionalmente, as quotizações para uma Segurança Social decadente, moribunda e em fim de vida, carregam ainda mais os custos, com redução direta no rendimento líquido das famílias.
Redução dos impostos é a medida prioritária que devia constar, em Portugal, do programa de qualquer governo. Seja de direita ou de esquerda.
Carlos Barbot - presidente da Barbot
Manuel Pinheiro - CVRVV
João Roquette - administrador do Grupo Esporão
António Guedes - administrador da Aveleda
Pedro Fraga - CEO da F3M
Miguel Fonseca - CEO da Displax
Paulo Pimenta - CEO do Kuanto Kusta