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Passos Coelho desafia Governo a avançar com reformas mas rejeita ter regressado à política ativa

O ex-primeiro-ministro considerou "muito importante" que o Governo não perca "esta oportunidade histórica para andar para a frente e fazer mudanças". Sobre as suas intervenções recentes, diz que não está inibido de tecer considerações que "possam ter ressonância pública".

Passos Coelho tem feito várias intervenções nos últimos dias
Passos Coelho tem feito várias intervenções nos últimos dias Carlos M. Almeida / Lusa
16:29

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, que o Governo não deve perder mais tempo para levar à Assembleia da República as transformações e as reformas necessárias que apresentou ao país.

Falando aos jornalistas, na Universidade de Coimbra, no final de uma homenagem a Júlio Pereira, antigo diretor do Serviço de Informações Segurança (SIS), Pedro Passos Coelho considerou "muito importante" que o Governo não perca "esta oportunidade histórica para andar para a frente e fazer mudanças".

"Ao fim de oito anos de António Costa, o Governo esteve numa paralisia grande em matéria de transformação económica. Governou-se à vista, como se diz, e a pensar no dia a dia e não no futuro, que chegou", enquadrou o antigo líder do PSD, que governou o país entre 2011-2015, no período de intervenção da 'troika'.

Salientando que as pessoas não estão satisfeitas e que acabaram por apear os socialistas do poder, dando um "sinal muito claro de que queriam uma mudança profunda", Passos Coelho exortou o Governo da Aliança Democrática a não perder tempo nas transformações necessárias.

"Por razões conhecidas, estes últimos dois anos foram consumidos em eleições e alguma instabilidade, e, agora que esse ciclo eleitoral se fechou, está na altura de pôr em prática aquilo que foi a grande promessa com que o PSD chegou ao Governo e, para isso, é preciso agora não perder mais tempo e levar ao parlamento as transformações e programas necessários", defendeu.

Para o antigo primeiro-ministro, não é pelo facto de não existir uma maioria absoluta que os Governos estão impedidos de apresentar as suas ideias, projetos e as propostas de reforma.

"Espero que o Governo se sinta incentivado a fazê-lo", frisou.

Questionado pelos jornalistas sobre as suas últimas aparições públicas, Passos Coelho rejeitou ter retornado à política ativa, dizendo, no entanto, que não está inibido de tecer considerações que "possam ter ressonância pública".

"Não é o regresso de nada, porque não sou candidato a coisa nenhuma, mas isso não significa que não possa, ocasionalmente, fazer do ponto de vista público alguma reflexão e dar algum contributo sobre o que se passa e, nessa medida, fico satisfeito por saber que algumas das preocupações que tenho possam ter algum eco e possa ser ouvidas".

Segundo afirmou, as preocupações que tem expressado podem não ter um âmbito partidário, mas têm "um âmbito nacional, porque são muitas as pessoas que olham para o país e esperam que as coisas possam alterar-se, mudar e avançar no crescimento e na transformação do país".

"As minhas palavras devem ser ouvidas como um incentivo a essa mudança e àquilo que o país precisa de fazer e não representam mais do que uma avaliação que vou fazendo sobre questões que me preocupam e que acho importante para que o país pudesse ter um desenvolvimento diferente para que a promessa de uma mudança mais efetiva se possa materializar", sublinhou.

A UC promoveu ao final da manhã uma sessão especial das "Conversas da Casa da Lusofonia" para celebrar o Ano Novo Chinês e homenagear Júlio Pereira (falecido em 2024), antigo juiz conselheiro e Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (falecido em 2024), com fortes laços à República Popular da China e à Região Administrativa Especial de Macau.

A homenagem póstuma incluiu intervenções do antigo Presidente da Liga dos Chineses em Portugal e Presidente da Câmara de Comércio Portugal-China PME, Y Ping Chow; do Juiz Conselheiro Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, Manuel Simas Santos; do diretor do Serviço de Informações de Segurança, Adélio Neiva da Cruz; e do antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

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