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PCP sinaliza camaradas em cargos públicos que não entregaram parte do salário ao partido

Casos em que eleitos do partido para cargos públicos não cumpriram "a bandeira" estatutária dos comunistas de não beneficiar no plano remuneratório pelo exercício desse lugar foram comunicados pela Comissão Central de Controlo do PCP perante o XXI Congresso do PCP.

Lusa
Negócios com Lusa 28 de Novembro de 2020 às 13:05
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A Comissão Central de Controlo do PCP comunicou hoje casos em que eleitos do partido para cargos públicos não cumpriram "a bandeira" estatutária dos comunistas de não beneficiar no plano remuneratório pelo exercício desse lugar.

 

Estas situações de eleitos do PCP para cargos públicos que não terão entregado ao partido o diferencial entre o salário pelo exercício do lugar político e a remuneração que auferem na respetiva carreira profissional foram mencionados pelo dirigente Raimundo Cabral perante o XXI Congresso do PCP.

No Congresso do PCP, em Loures, distrito de Lisboa, coube a Raimundo Cabral proceder à apresentação do relatório de atividades da Comissão Central de Controlo, órgão que tem como principais missões a fiscalização da legalidade estatutária e das contas do partido.

Na parte referente ao cumprimento dos estatutos por parte de eleitos do PCP para lugares públicos, em que se impõe que não sejam beneficiados nem prejudicados em relação à sua carreira profissional, Raimundo Cabral começou por salientar que essa "é uma bandeira dos comunistas no exercício do poder, marcando a diferença" face a outras forças políticas.

"A Comissão Central de Controlo do PCP destaca aspetos positivos no cumprimento desta norma estatutária, mas não pode deixar de referir que detetou casos de incumprimento que não devem ser menosprezados e que exige uma continuada atenção por parte de todo o partido", defendeu.

Em seguida, Raimundo Cabral destacou "passos positivos" no que respeita à participação de membros do partido nas mesas de voto em atos eleitorais e o facto de haver organizações em que os participantes entregam ao partido as senhas de presença.

"Mas em muitas organizações existem dificuldades na concretização desta prática, verificando-se muitas incompreensões e resistências", acrescentou.

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