Política Principais partidos negam apoio a Rajoy no segundo dia de debate

Principais partidos negam apoio a Rajoy no segundo dia de debate

A candidatura do líder do PP à presidência do governo espanhol parece estar condenada ao fracasso, depois de esta manhã, no debate de investidura, os principais partidos da oposição terem confirmado o seu voto contra Mariano Rajoy.
Principais partidos negam apoio a Rajoy no segundo dia de debate
REUTERS
Negócios 31 de agosto de 2016 às 12:10

O candidato à presidência do governo espanhol voltou a pedir aos socialistas para não chumbarem o novo Governo e criticou o líder do PSOE por se arriscar a passar à história, se for responsável pela convocação das terceiras eleições gerais no país.

 

No entanto, Pedro Sánchez confirmou logo no início do debate que Rajoy poderá contar com o voto desfavorável dos socialistas, devido ao compromisso com os seus eleitores.

 

"Espanha precisa de um governo, sim, um governo que seja limpo, social e que seja credível. E o seu não é", atirou o líder do PSOE. "O PSOE não se vai abster perante a corrupção e o corte nos direitos. Você não é de confiança. Não lhe daremos um perdão injustificável", afirmou o líder socialista esta manhã.

 

"Não abuse. Dizer-me que não já é suficiente, não é preciso tentar argumentar. Já entendi. Você quer impedir que eu seja presidente do governo e tem que justificá-lo de alguma forma", respondeu Rajoy. "Se eu sou tão mau, quão mau é o senhor? Péssimo? Há uma maioria de espanhóis que não pensa de mim o que você pensa," respondeu

 

Referindo-se ao acordo firmado com o Cidadãos, Rajoy disse ainda a Sánchez: "Não creio que passemos à história por causa do acordo que firmámos no outro dia. O único que passará à história será você por provocar as terceiras eleições em Espanha".

 

O líder do PP aludia ao acordo a que o seu partido e o Cidadãos chegaram no domingo, 28 de Agosto, no sentido de facilitar a formação de Governo por Rajoy. Uma solução que surge depois de Albert Rivera, líder do Cidadãos, ter dito durante a campanha eleitoral que não apoiaria o PSOE nem o PP. O veto a Rajoy foi uma das suas bandeiras eleitorais. "Estou disposto a não ter credibilidade pelo bem deste país", justificou-se no domingo. 

No entanto, o acordo entre PP e Cidadãos não é suficiente para formar um novo Governo. Para ser eleito à primeira volta, Rajoy precisava de obter a metade mais um (176) dos votos totais (350) do parlamento espanhol, mas neste momento apenas conta com 170 (137 do PP, 32 do Cidadãos e um da Coligação Canária).

O líder da coligação da esquerda radical Unidos Podemos, Pablo Iglesias, também criticou o programa de governo apresentado por Mariano Rajoy, apontando o dedo aos dois partidos que se juntaram ao PP nesta investidura.

"Ninguém nos compra, nem cedemos às pressões nem aos insultos dos poderosos e dos seus assalariados. Ninguém concebe em Espanha a possibilidade de que renunciemos aos nossos princípios e a faltar à nossa palavra para lhe facilitarmos as coisas. E estou orgulhoso de que aqui seja. Estava claro que o Cidadãos ia cumprir as ordens que lhes dariam por cima e os apoiariam. Estava claro que a Coligação Canárias seria também o seu bastão", afirmou Iglesias.




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