PS acusa Governo de não ter política económica e social. Passos acusa Seguro de insistir em fórmulas vazias
O tema do debate quinzenal – economia social – gerou uma acesa troca de palavras entre o primeiro-ministro e o líder do Partido Socialista. Seguro acusou o Governo de não ter nem política económica, nem política social. Passos acusou o secretário-geral do PS de insistir em “fórmulas vazias”.
“É curioso que um Governo que não tem nem política económica, nem política social, tenha escolhido para tema [do debate quinzenal] a economia social”, afirmou António José Seguro na primeira intervenção do debate quinzenal desta sexta-feira, 5 de Abril, deixando ao primeiro-ministro a questão: “As verbas para a acção social aumentaram ou baixaram?”
“Não estou em condições de lhe responder mas posso dizer-lhe, que no que respeita a todo o investimento na área social, o nível de execução aumentou de 1% (em Junho de 2011) para 43%”, respondeu o primeiro-ministro, para logo a seguir Seguro afirmar que as “as verbas para a acção social caíram em 2012”.
“A realidade destrói e deita por terra as palavras do sr. primeiro-ministro. O resultado que tem para apresentar na economia: espiral recessiva. O resultado que tem para apresentar na área social: quase um milhão de desempregados”, acrescentou o líder do Partido Socialista lançando uma nova questão a Pedro Passos Coelho: “Qual o grau de execução do programa de emergência social?”
O primeiro-ministro retomou a palavra para acusar Seguro de insistir “em fórmulas vazias que estão discutidas e rediscutidas”. “O País não tem paciência para ouvir o sr. deputado repetir os seus chavões”.
Em resposta à pergunta colocada por Seguro, Passos afirmou que o “nível de execução é superior a 90%. São estes os dados do programa de emergência social”.
Na reposta, Seguro acusou o primeiro-ministro de “não estar preparado para o debate”. O sr. não está preparado. Quem já não tem paciência para o ter como primeiro-ministro são os portugueses.”