Seguro vence em todos os distritos exceto em Faro e na Madeira
Onze candidatos estão na corrida a estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre. Siga aqui todas as atualizações.
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Ventura: "A direita fragmentou-se como nunca mas os portugueses deram-nos a liderança"
Apelando ao "povo que não quer o socialismo de volta", André Ventura reclamou vitória sobre o candidato "do montenegrismo" e sobre "o que se dizia liberal".
"A direita fragmentou-se como nunca mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita".
Num discurso interrompido pelos apoiantes, que pediam "vitória" na segunda volta, a 8 de janeiro, Ventura defendeu que as eleições "vão ser uma luta do espaço não socialista contra o espaço socialista em Portugal".
Seguro contra os extremismos diz que é o "momento de derrotar o medo"
António José Seguro promete uma campanha de moderação no caminho para a segunda volta no dia 8 de fevereiro. Num discurso que aponta já para a campanha que agora arranca, Seguro afirmou que este "é o momento de derrotarmos o medo".
Recuperando o discurso que fez no momento da apresentação da candidatura, Seguro insistiu que "regressei para unir os portugueses", prometendo "jamais serei um presidente de uma parte dos portugueses contra a outra parte dos portugueses. Jamais! Serei o presidente de todos os portugueses e faço esse juramento perante vós."
O ex-líder socialista prometeu uma "mudança tranquila", afirmando que "há muito para mudar", em concreto na Saúde que qualificou como estando numa situação "inaceitável" e "indigna". No discurso que fechou a noite, Seguro prometeu "preservar o fundamental", apelando a "todos os democratas" e que "não há portugueses bons e maus, portugueses de primeira e de segunda", numa referência a André Ventura.
Já quase sem voz, Seguro ouviu da audiência no Centro Cultural das Caldas da Rainha "Presidente!" a que respondeu com um sorriso.
Com todas as freguesias apuradas, António José Seguro arrecadou 31,14% dos votos.
"António José Seguro é o representante máximo do que não queremos”, diz Ventura
Com passagem garantida à segunda volta, mas com menos cerca de 400 mil votos do que António José Seguro, André Ventura descreveu a segunda volta como "uma luta do espaço não socialista contra o espaço socialista em Portugal", apelou aos eleitores da direita "fragmentada", aos que andaram "meses a dizer que o socialismo era para acabar" e ao "povo que não quer o socialismo de volta".
"Nós só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da IL, que se dizem de direita", disse o candidato presidencial, em Lisboa.
Acusando António José Seguro de querer "mais impostos para distribuir mais subsídios", mais burocracia para "sufocar as empresas", "mais imigração descontrolada, e o PS se der "o maior responsável pelo Estado da corrupção, o candidato presidencial que passa à segunda volta e lider do Chega considerou que as eleições presidenciais, com a segunda volta marcada para 8 de fevereiro, vão ser uma luta do espaço não socialista contra o espaço socialista em Portugal".
“A luta que começa daqui a meia hora mobiliza-me mais do que qualquer outra luta porque António José Seguro é o representante máximo daquilo que não queremos”.
Seguro é recebido por centenas de apoiantes em festa
Quando António José Seguro chegou ao grande auditório do Centro Cultural das Caldas da Rainha foi recebido com aplausos e cânticos das cerca de mil pessoas que o aguardavam.
"Seguro amigo, Portugal está contigo", "Portugal presente, Seguro a presidente" foram alguns dos gritos de apoio que foram entoados na sede de campanha do candidato apoiado pelo PS.
Os apoiantes receberam-no em ambiente de festa. "Vitória, vitória", gritavam, enquanto abanavam bandeiras de Portugal. Seguro subiu ao púlpito acompanhado pela mulher e os dois filhos, e prepara-se para discursar.
Seguro vence em todos os distritos exceto em Faro e na Madeira
Com todas as freguesias de Portugal Continental apuradas, António José Seguro venceu as eleições presidenciais deste domingo com 31,14% dos votos, faltando ainda apurar os resultados em 12 consulados. André Ventura passa à segunda volta, agendada para 8 de fevereiro, com 23,48%.
João Cotrim de Figueiredo ficou em terceiro, com 15,99%, enquanto Henrique Gouveia e Melo obteve 12,34%, superando Marques Mendes, que ficou com 11,32%.
No lote de candidatos que ficaram com menos de 3%, Catarina Martins recolheu a preferência de 2,06% dos eleitores, seguida de António Filipe, com 1,64%. Manuel João Vieira alcançou 1,08%, batendo Jorge Pinto, que apenas conseguiu 0,68%. André Pestana ficou com 0,19% e Humberto Pereira com 0,08%.
Houve ainda 1,06% de votos em branco e 1,14% de votos nulos.
Cotrim recusa apoiar Seguro ou Ventura na segunda volta e assume "derrota pessoal"
João Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela IL à Presidência da República, já admitiu que não vai passar à segunda volta das eleições e considera que é uma "derrota pessoal". "Não é uma derrota da equipa e da ideia de que Portugal pode ser mais e melhor. É uma derrota pessoal do candidato, que não conseguiu traduzir essas ideias", afirma.
O candidato, que acabou por ficar em terceiro lugar, já ligou a António José Seguro e a André Ventura para os felicitar pela vitória.
Cotrim recusa-se a apoiar António José Seguro ou André Ventura na segunda volta. "Não tenciono endossar nem recomendar o voto a qualquer candidato", afirmou, sendo recebido com grandes palmas pela centena de apoiantes presentes na sede de campanha.
"É provavel que tenhamos um presidente socialista em Belém. Tal ficará a dever-se a um erro estratégico do PSD", disse ainda, afirmando "Luís Montenegro não pôs o interrese do pais à frente do seu partido". "Não esteve a altura do lugar de Francisco Sá Carneiro", atirou.
Gouveia e Melo sobre a segunda volta: “É prematuro tomar posição”
Henrique Gouveia e Melo afastou, para já, qualquer tomada de posição sobre apoios na segunda volta das presidenciais, sublinhando que considera o momento “manifestamente precoce” para o fazer. O candidato explicou que a prioridade imediata foi assumir os resultados com serenidade e respeito pela vontade democrática dos eleitores, reservando para mais tarde uma eventual decisão política sobre o desfecho do sufrágio.
O almirante na reserva fez questão de esclarecer que a ausência de uma posição imediata não equivale a uma recusa definitiva. “Eu não disse que não ia tomar posição. Disse apenas que era prematuro”, afirmou, acrescentando que acabou de terminar a primeira volta e que qualquer avaliação ou decisão exige tempo e ponderação. Afirmou ainda que falará quando entender que é oportuno, guiado exclusivamente pela sua consciência.
O candidato sublinhou também que os mais de 600 mil votos que recebeu representam uma confiança pessoal, e não um capital político automaticamente transferível, reforçando a ideia de independência que marcou a sua candidatura. “Eu só sou dono de mim próprio e da minha consciência”, disse, afastando leituras de alinhamento imediato com qualquer dos finalistas.
“Mais tarde falarei quando achar que for oportuno", afirmou.
Gouveia e Melo considera que presidenciais foram "mais como umas legislativas"
O candidato Henrique Gouveia e Melo diz que os resultados destas eleições não corresponderam aos objetivos que traçou. O almirante na reserva escusou-se, por enquanto, a indicar qualquer apoio para a segunda volta.
"Ainda assim esta foi uma experiência que muito me honrou", afirmou.
O almirante na reserva já parabenizou António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta.
"Continuarei disponível para servir Portugal", disse, frisando que "o país continuará a contar comigo com a minha participação cívica, com a minha voz", atirou, agradecendo aos mais de 600 mil cidadãos que votaram em si.
Perguntado sobre a quem endossaria esses mais de 600 mil votos na segunda volta, disse que este é um momento "ainda muito precoce para manifestar opinião"
"Na minha modesta opinião não estivemos verdadeiramente numas eleições presidenciais, estivemos mais numas eleições legislativas", afirmou.
Gouveia e Melo entra na sala e é recebido com aplausos
O candidato Henrique Gouveia e Melo chegou pela primeira vez à sala onde deverá falar, tendo sido recebido com aplausos dos apoiantes que se foram juntando mas que nunca conseguiram encher totalmente o espaço.
Os apoiantes vão gritando: Portugal, Portugal.
António Filipe apela ao voto em Seguro para derrotar "propósitos reacionários" de Ventura
O candidato presidencial António Filipe considerou que o seu resultado nas eleições deste domingo ficou aquém do que o país precisa e apelou ao voto em António José Seguro na segunda volta para derrotar os "propósitos reacionários" de André Ventura.
"O apelo ao voto no candidato António José Seguro não significa um apoio ao candidato António José Seguro e àquilo que ele defendeu enquanto candidato e o que tem defendido ao longo da sua atividade política, mas significa a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura e é isso que estará, fundamentalmente, em causa nestas eleições", afirmou o candidato apoiado pelo PCP, em declarações aos jornalistas num hotel em Lisboa, frente à sede do partido.
António Filipe considerou que o resultado obtido pela sua candidatura, com cerca de 1,5% dos votos, "ficou aquém do que o país precisa".
Assim, prosseguiu, "em face do pacote laboral que o Governo PSD/CDS pretende levar por diante, da degradação do Serviço Nacional de Saúde que está em curso, da negação do direito à habitação, dos ataques que se vão intensificar contra os direitos sociais consagrados na Constituição, o povo português terá de encontrar a força necessária para lutar contra esses propósitos reacionários [do candidato apoiado pelo Chega]".
Luís Montenegro foi "dar um abraço" a Marques Mendes
A quase ausência de governantes na noite eleitoral de Marques Mendes - o ministro da Economia foi o único a marcar presença ao longo da noite - foi compensada com a visita do primeiro-ministro.
Numa chegada "relâmpago", o chefe do Governo avançou rapidamente por entre a multidão de jornalistas, mas rejeitou responder a perguntas: "Deixem-me ir dar-lhe um abraço", afirmou apenas. Luís Montenegro foi acompanhado por Leonor Beleza, a vice-presidente do PSD.
Poucos minutos depois foi visitado também pelos ministros das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e da presidência, Leitão Amaro, assim como pelo líder da bancada parlamentar social democrata, Hugo Soares.
António Filipe diz que receio de dois candidatos de direita levou votos para Seguro
António Filipe teve pouco mais de 1% dos votos nas Presidenciais, um resultado que o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português justifica com a fuga de votos para António José Seguro por parte de eleitores que temeram uma segunda volta apenas com candidatos da direita.
"Muitos que votaram em António José Seguro fizeram-no por receio de [poderem existir] dois candidatos à direita na segunda volta", disse António Filipe em reação aos resultados das Presidencais. Isso "pesou na cabeça dos portugueses", atirou.
"Houve muitas pessoas que disseram que noutras circunstâncias teriam votado na minha candidatura. Receios de que só existissem candidatos de direita na segunda volta, por isso votaram em Seguro", acrescentou, sem apontar a intenção de voto para dia 8 de fevereiro.
"O resultado foi o que foi", acrescentou António Filipe, com o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, atrás de si.
"Agora não nos arrependemos nesta candidatura", disse. Apontou que esta foi uma "campanha honesta e elevada", focada nas "preocupações centrais dos portugueses".
Mariana Leitão recusa admitir derrota e diz ainda ter esperança de Cotrim na segunda volta
A contagem de votos coloca João Cotrim de Figueiredo em terceiro lugar, mas a presidente da Iniciativa Liberal (IL), disse que ainda "é cedo para assumir grandes discursos proclamatórios", assegurando que vai esperar pelo final da contagem dos votos.
Acredita ainda que o candidato às presidenciais apoiado pela IL ainda poderá ir a uma segunda volta. "Ainda há uma possibilidade - eu tenho essa esperança - de João Cotrim de Figueiredo estar na segunda volta e, portanto, vou manter essa esperança", disse em declarações aos jornalistas.
Mariana Leitão recusa admitir a derrota, afirmando que Cotrim de Figueiredo conseguiu mobilizar uma "esperança no futuro" e que muitas pessoas fossem votar nestas eleições, cuja taxa de abstenção é a menor desde 2011.
Agradeceu a quem votou no candidato apoiado pela IL e diz que vai ainda ouvir as opiniões dos membros e órgãos do partido que lidera. Recusa ainda dizer quem é que os liberais apoiariam na segunda volta, caso o candidato apoiado pelo partido ficar de fora.
Cotrim de Figueiredo vale mais que a IL? "É algo que me deixa contente. Ficaria preocupada se fosse ao contrário", como acontece noutros partidos, afirmou.
Montenegro: "O PSD não estará envolvido na campanha. Não emitiremos nenhuma indicação"
O primeiro-ministro Luís Montenegro diz que o PSD não vai dar qualquer apoio às candidaturas que irão à segunda volta das presidenciais - António José Seguro e André Ventura. O social-democrata defendeu que Luís Marques Mendes seria a melhor hipótese para Presidente da República, mas os portugueses escolheram que o espaço político do PSD não esteja a votos dentro de três semanas.
"Em nome do PSD quero felicitar todos os candidatos, em particular os que vão disputar a segunda volta", afirmou, explicando que Seguro está à esquerda do PSD e Ventura à direita. "Na segunda volta não estará representado o nosso espaço político", disse.
"A nossa opção não teve acolhimento", apesar da "forma honrada como Luís Marques Mendes se apresentou aos portugueses", referiu Montenegro, que se assumiu um "apoiante convicto" do social-democrata, que terá conseguido 11,87% dos votos (numa altura em que estão 96,5% dos votos contados). "Continuo a achar que era a melhor opção e é por isso que aceito democraticamente não estar na campanha para a segunda volta", afirmou.
Não só não terá nenhum candidato a Presidente da República, como o presidente do PSD não apoiará ninguém. "O PSD não estará envolvido na campanha. Não emitiremos nenhuma indicação, nem é suposto fazê-lo", garantiu Montenegro. "Umas vezes ganhamos e outras vezes não. É preciso compreender".
"Aceitamo-lo com tranquilidade, com tolerância democrática. Não ficamos satisfeitos, mas aceitamos a escolha legítima, democrática e livre", afirmou, acrescentando que "o PSD estará a governar Portugal, as regiões autónomas e a maioria das Câmaras Municipais".
Marques Mendes assume responsabilidade e não recomenda voto na segunda volta: "Não sou dono dos votos que em mim foram depositados"
Luís Marques Mendes afasta uma partilha de culpas na derrota eleitoral deste domingo. “Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro a responsabilidade por este resultado. A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha”, disse no discurso de concessão.
“Os portugueses escolheram e não escolheram a mim. Digo esta noite, por isso mesmo, o que disse ao longo de toda a campanha. Respeitarei sempre a escolha soberana dos portugueses”, garantiu o social-democrata.
Marques Mendes recusou ainda dar uma indicação de voto na segunda volta das presidenciais. “Não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal. Mas enquanto candidato, não sou dono dos votos que em mim foram depositados. Cada um dos que votaram em mim decidirá, na altura própria, de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência”, afirmou, frente aos seus apoiantes, incluindo o diretor de campanha, Duarte Marques, o mandatário nacional Rui Moreira, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas e o centrista Paulo Núncio. Foi notada a ausência de governantes.
Reagindo ao resultado, Marques Mendes garantiu que não guarda azedume. “Não fico amargurado, não fico ressentido, não guardarei qualquer mágoa ou rancor. Gosto muito do meu país, honrou-me muito servi-lo e honrou-me muito ser candidato a Presidente da República”, disse Luís Marques Mendes.
José Luís Carneiro apela ao voto em Seguro "de olhos bem abertos"
O secretário-geral do Partido Socialista afirma que António José Seguro é o "vencedor claro da noite" e que o seu partido "vive com muita alegria este momento especial da nossa vida democrática".
Em declarações na sede socialista, José Luís Carneiro deixa vários elogios rasgados a Seguro, "pela atitude e comportamento no decurso da campanha". "Mostrou elevação, respeito pelos adversários, a valorização pelo pluralismo e em circunstância alguma" reagiu às provocações dos adversários, refere.
"Todos os democratas e particularmente os socialistas vivem um momento de grande alegria com este resultado. Seguro é o vencedor da noite", disse Carneiro, referindo-se a Seguro como o "candidato das prioridades que servem as pessoas".
O secretário-geral do PS apelou a todos ao voto em António José Seguro "com os olhos bem abertos", que segue em primeiro lugar na contagem de votos, na segunda volta, que se realizará a 8 de fevereiro.
Carneiro pediu a que todos unam "os seus esforços na candidatura de António José Seguro. Todos os democratas e todas as democratas, humanistas, sociais-democratas e até democratas cristãos", disse.
No apelo ao voto ao candidato apoiado pelo PS, o secretário-geral do partido fez uma comparação entre "duas visões", a de Seguro e de André Ventura, que, ao que tudo indica, se deverão disputar na segunda volta.
"De um lado temos uma visão democrática, do outro temos uma visão com tendências autocráticas. De um lado temos ponderação e equilíbrio do outro temos convulsão, desequilíbrio, disrupção com conquistas fundamentais de 1976 até hoje. De um lado temos a defesa do prestigio, do outro os que atentam contra as instituições democráticas", afirmou.
O trabalho de reflexão começa a partir de amanhã, diz José Luís Carneiro, que acredita em Seguro para ser "o garante das instituições democráticas".
Catarina Martins, Jorge Pinto, Marques Mendes e Cotrim ligaram a Seguro a felicitá-lo
Os candidatos presidenciais Catarina Martins, Jorge Pinto, Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo contactaram António José Seguro para o felicitar perante os resultados das eleições presidenciais deste domingo, que colocam o socialista como primeiro lugar numa passagem à segunda volta.
Fonte da campanha de Seguro disse apenas aos jornalistas que os candidatos presidenciais apoiados pelo Bloco de Esquerda, Livre, PSD/CDS e Iniciativa Liberal contactaram o antigo secretário-geral socialista para o felicitar pelo resultado desta noite eleitoral.
Pelas 21:05, e com 85% dos resultados apurados, António José Seguro segue em primeiro lugar, com 30,4% dos votos, seguido por Andé Ventura, com 25,5% dos votos, e Cotrim de Figueiredo, com 14,1%. Luís Marques Mendes, Catarina Martins e Jorge Pinto ficaram fora da segunda volta.
As projeções das empresas de sondagens mostram que será necessária uma segunda para apurar quem será o próximo Presidente da República, mas todas elas apontam António José Seguro como o mais votado desta primeira volta. As projeções apontam o segundo candidato a disputar o lugar em Belém no dia 8 de fevereiro contra Ventura e Cotrim.
Mas o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal diz que "é improvável mas não impossível" passar à segunda volta.
"Hoje é sobre liderar a direita, amanhã é sobre agregar a direita", diz André Ventura
Sublinhando que as informações que tem é a de que "haverá uma segunda volta" contra António José Seguro, André Ventura diz à chegada do hotel lisboeta que escolheu para sede da noite eleitoral que o objetivo a partir de agora será "agregar a direita".
"A direita hoje não perdeu as eleições, a direita ganhou as eleições, claramente, o número de candidatos à direita tem mais votos do que os candidatos à esquerda. Isto significa uma coisa: que quem hoje liderar a direita para a segunda volta tem a maior probabilidade de poder vencer. O meu trabalho a partir de hoje para além de agradecer aos portugueses é agregar agora, se se confirmar, é agregar isto numa candidatura anti corrupção e pelos jovens", afirmou, no meio de uma enorme confusão de jornalistas que o seguiram desde a entrada até ao elevador.
Questionado sobre o facto de as projeções ficarem aquém do que era esperado, na medida em que antecipam uma possível segunda volta de André Ventura mas com relevante vantagem de António José Seguro, o candidato presidencial fala em ultrapassar a "fragmentação".
“Hoje o país teve um cenário diferente, teve uma fragmentação total à direita e isto nunca tinha acontecido na nossa história. Temos um socialista e eu acho que o país vai ter de decidir" se quer "voltar com o socialismo para o poder ou se não quer", afirmou o candidato e líder do Chega.
"Eu vou agregar a direita a partir de hoje. Hoje é sobre liderar a direita, amanhã é sobre agregar a direita”, disse, enquanto os seguranças tentavam controlar o percurso e alguém protegia a grande jarra de flores colocada em cima da mesa da entrada do hotel.
Catarina Martins elege Marques Mendes e Montenegro como "grandes derrotados da noite"
A candidata do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, admitiu que o resultado eleitoral das presidenciais deste domingo ficou aquém do esperado. "Não alcancei o resultado que queria, mas continuarei a trabalhar para quebrar tabus em Portugal", incluindo o tabu de que uma mulher não pode ser Presidente da República, afirmou Catarina Martins na primeira reação aos resultados.
A sondagem da Intercampus para a CMTV / NOW / Jornal de Negócios, divulgada às 20:00 horas, apontam para que Catarina Martins tenha conseguido cerca de 2,3%. Com 88% dos votos apurados, a antiga líder do BE tem 1,93%.
Catarina Martins apontou, por outro lado, para outro candidato, destacando a derrota do PSD. "A hecatombe do resultado de Luís Marques Mendes é a hecatombe do Governo e de Luís Montenegro, os grandes derrotados da noite", disse.
Por seu turno, em relação ao segundo lugar de André Ventura, líder do Chega, falou da "Trumpização" do país e apontou uma resposta. "Eu percebo que os democratas estejam preocupados com a radicalização e quero dizer-lhes que a resposta é votar na segunda volta em António José Seguro de olhos bem abertos", acrescentou.
Candidatura de Cotrim diz que "é improvável mas não impossível" passar à segunda volta
"É improvável mas não impossível a passagem à segunda volta". Foi assim que a candidatura de João Cotrim de Figueiredo, pela voz de Gonçalo Almeida Ribeiro, antigo vice-presidente do Tribunal Constitucional, reagiu às projeções dos resultados eleitorais, que colocam André Ventura com vantagem no segundo lugar.
Gonçalo Almeida Ribeiro refere que podem-se tirar três conclusões destas sondagens à boca das urnas: a vitória na primeira volta de António José Seguro, uma passagem de Cotrim à segunda volta "improvável mas não impossível" e ainda que "houve uma capacidade de mobilização cívica notável e sem precedentes" da candidatura do liberal.
O antigo vice-presidente do Tribunal Constitucional revelou ainda que Cotrim de Figueiredo já felicitou o candidato apoiado pelo PS pela vitória.
Apesar de as projeções e a contagem dos votos não estarem a ser favoráveis a Cotrim, a sede de campanha do antigo deputado continua cheia. E as reações às declarações de Gonçalo Almeida Ribeiro mostram que a "esperança é a última a morrer".
Com mais de 83% das freguesias apuradas. Seguro e Ventura a caminho da segunda volta
Quando já estão apurados 83,73% das freguesias e consulados, António José Seguro e André Ventura perfilam-se para um frente-a-frente numa segunda volta das presidenciais. O candidato apoiado pelo PS lidera com 30,34% contra 25,54% do presidente do Chega.
Na terceira posição, mas já a larga distância de Ventura, surge João Cotrim de Figueiredo, com 14,06%, seguido de Marques Mendes, com 13,06%. O almirante Henrique Gouveia e Melo consegue 12%.
Mais atrás, no lote de candidatos com menos de 2%, Catarina Martins, apoiada pelo BE, reúne 1,89% dos votos, à frente de António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, com 1,26%. Manuel João Vieira, vocalista dos Ena Pá 2000, aproxima-se da fasquia do 1%, obtendo 0,92%, superando Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo Livre, que se fica pelos 0,62%. A fechar a contagem, André Pestana tem 0,22% e Humberto Ribeiro conquista 0,1% dos votos.
Jorge Pinto vai "lutar" por Seguro na segunda volta das Presidenciais
Candidato apoiado pelo Livre terá tido uma votação muito reduzida, a julgar pelas sondagens publicadas às 20:00 horas. Na reação ao resultado que terá nas Presidenciais, Jorge Pinto assume que vai apoiar António José Seguro na segunda volta destas eleições.
Disse durante a campanha que "não seria por mim que [António José Seguro] não seria" Presidente da República. Agora, depois de conhecidas as sondagens que lhe dão menos de 1% dos votos dos portugueses, diz que "será por mim que será presidente".
"Irei lutar por ele na segunda volta", disse Jorge Pinto, em declarações transmitidas pelas televisões. E acrescentou que vai "lutar para que o meu partido faça o mesmo", ou seja, apoio Seguro na segunda volta que será disputada a 8 de fevereiro.
Seguro está à frente das sondagens, com uma votação que poderá, em alguns casos, superar os 30%, sendo que na segunda volta deverá defrontar André Ventura, havendo sondagens que dão ainda a Cotrim de Figueiredo a possibilidade de estar nessa votação.
Com 60% dos votos apurados, Seguro lidera com 30% contra 26,7% de Ventura
António José Seguro lidera com 30,02% dos votos quando estão apurados 60,48% dos escrutínios nas eleições presidenciais deste domingo. André Ventura surge na segunda posição, com 26,70%, enquanto Luís Marques Mendes é um já distante terceiro, com 14,15%.
Seguem-se João Cotrim de Figueiredo com 12,49% e Henrique Gouveia e Melo com 11,89%.
Entre os candidatos abaixo da fasquia dos 5%, Catarina Martins recolhe 1,77%, António Filipe soma 1,18%, Manuel João Vieira tem 0,86%, superando o candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, que obtém 0,58%.
André Pestana tem 0,24% e Humberto Correia contabiliza 0,11%.
A abstenção situa-se neste momento nos 49,3%.
Campanha de Ventura destaca segunda volta, ignora vantagem de Seguro e fala em "derrota da extrema-esquerda"
Sublinhando que o objetivo de passar à segunda volta “será certamente alcançado” e antecipando uma “noite histórica”, a campanha de André Ventura ignora a vantagem dada pelas projeções a António José Seguro, apoiado pelo PS.
“As primeiras projeções indicam que estamos perante uma noite histórica onde, como já se previa, irá haver uma segunda volta e em princípio tudo indica que André Ventura estará nessa segunda volta”, disse Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega. “O nosso objetivo era esse, será certamente alcançado”, disse.
Sem referir as projeções que dão vantagem a Seguro o também secretário-geral do Chega destacou “a grande derrota” da “extrema-esquerda”.
“Vamos aguardar também tudo o que acontecerá esta noite, sabemos que será uma noite longa, há resultados muito parecidos, mas há uma coisa que percebemos já com estas projeções: a grande derrota que a extrema-extrema teve”, disse Pedro Pinto.
A projeção à boca das urnas da Intercampus indica que Ventura passa à segunda volta, mas em segundo lugar, podendo ficar 9 pontos percentuais abaixo de António José Seguro. As restantes também dão vantagem ao candidato apoiado pelo PS, assegurando no entanto a passagem de Ventura à segunda volta, e foram recebidas no hotel escolhido pela campanha de André Ventura com alguns gritos de "vitória" e de "Ventura".
Embora a passagem à segunda volta fosse um objetivo claro, André Ventura também pediu em diversos momentos da campanha o primeiro lugar com uma margem confortável.
“Eu acho que é importante que se concretize aquilo que é expectável e que todas as sondagens indicam: que haja uma grande vitória no domingo e que essa vitória seja por uma margem que nos permita dizer que o país está a mudar”, disse o candidato na sexta-feira, último dia de campanha, em declarações transmitidas pela RTP.
Seguro saúda portugueses. Sobre resultados só fala quando forem oficiais
Pelas 20:10, os apoiantes do candidato começaram a deslocar-se para a entrada do Centro Cultural das Caldas da Rainha para receber António José Seguro. O socialista chegou à sede da campanha acompanhado da mulher e dos dois filhos.
Limitou-se a dizer que está "muito feliz com a participação" no sufrágio deste domingo. "Vou apenas fazer uma saudação aos portugueses pela participação e pelo civismo", referiu.
"Sobre factos falaremos quando houver resultados oficiais", repetiu várias vezes, recusando responder às questões dos jornalistas sobre as projeções que lhe dão uma vitória na primeira volta, com cerca de 33% dos votos (o que lhe garante a segunda volta contra André Ventura).
Após deixar poucas palavras aos jornalistas, deixando posições para quando se souberem os resultados, entrou no CCC pela garagem, sendo seguido apenas por poucos apoiantes. O candidato presidencial vai acompanhar os resultados numa sala isolada do CCC, com o núcleo duro da campanha, e vai fazer uma intervenção no auditório principal, onde já vários apoiantes aguardam.
Manuel João Vieira fala em "vitória" e "desvitória". “Oitavo [lugar] é melhor que o 10.º”
Eterno candidato a Presidente da República, Manuel João Vieira poderá alcançar um resultado acima de 1%, podendo mesmo derrotar candidatos presidenciais da esquerda. Na reação às sondagens, fala numa "vitória" que é também uma "desvitória".
“Por um lado é uma vitória, por outro é uma desvitória. Se ficasse em 7.º era melhor, mas pronto, 8.º é melhor que 10.º”, disse o vocalista dos Ena Pá 2000 que mais uma vez se apresentou a votos rumo a Belém.
Manuel João Vieira reagia às sondagens divulgadas logo após o fecho das urnas. Na sondagem da Intercampus para o NOW, CMTV e Jornal de Negócios, surge com 1,4% dos votos, à frente de Jorge Pinto (do Livre), com 0,7%, e muito perto de António Filipe (do PCP) que obteve 1,6%.
Na sondagem do ICS, ISCTE, GFK e Pitagórica, divulgada pela TVI/CNN e SIC, Manuel João Vieira surpreende, ficando à frente de António Filipe, com 0,7%-2,3%, contra os 0,4%-2% do candidato apoiado pelo PCP.
Questionado sobre o futuro, nomeadamente se poderá voltar a candidatar-se a umas Presidenciais, Manuel João Vieira deixou a porta aberta. “É possível”, respondeu aos jornalistas. “Se não estiver completamente louco e demente, é possível que me candidate”, rematou.
O candidato com o orçamento mais baixo de todos, de 860 euros, salientou, contudo, que se voltar a concorrer terá de ter mais fundos. Uma nova candidatura terá de ter “outro tipo de vivacidade, espero eu com mais alguns fundos que me possam caminhar por esse país com um papamóvel”, disse.
Conceição Calhau pede serenidade enquanto se aguardam os resultados
Conceição Calhau, mandatária da candidatura de Henrique Gouveia e Melo por Lisboa, sublinhou este domingo a importância da participação eleitoral e agradeceu o apoio recebido pelo candidato independente, pedindo serenidade enquanto se aguardam os resultados oficiais.
“Quero felicitar todos os portugueses que hoje foram às urnas votar, o que demonstra a importância que deram à escolha do chefe de Estado”, afirmou, agradecendo ainda “aos muitos milhares de portugueses que confiaram na candidatura de Henrique Gouveia e Melo”.
Questionada sobre as projeções à boca das urnas, Conceição Calhau escusou-se a comentários, defendendo que o momento é de “aguardar pelos resultados, de forma muito serena”, acrescentando que a equipa está “expectante” quanto à decisão final dos eleitores.
A verdade é que à saída das primeiras projeções, a sala onde estão os apoiantes do almirante na reserva continuou em silêncio e cabisbaixos. Um grupo de jovens que estava em frente às televisões, de telemóveis na mão, nem teve reação. Dizia-se entredentes: "foi pior do que o esperado".
Projeções dão vitória a Seguro. Ventura ou Cotrim serão o adversário na segunda volta
O candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, terá vencido as eleições presidenciais deste domingo mas terá de disputar uma segunda volta, a 8 de fevereiro.
Seguro consegue mais de 30% nas três projeções. Na da Intercampus surge com entre 29,6% e 33,6%, enquanto na sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, Seguro obtém entre 30 e 35%. Na sondagem para a CNN e SIC, o resultado é semelhante: 30,8% a 35,2%.
Na projeção da Intercampus, André Ventura alcança entre 21 a 25% e Cotrim de Figueiredo com 13,9% a 17,9%. Já nas outras duas projeções o candidato apoiado pela IL está em empate técnico com o líder do Chega. Na da Católica, Ventura tem 20 a 24% e Cotrim entre 17e 21%, enquanto na da CNN e SIC o presidente do Chega fica com 19,9% a 24,1% e Cotrim com 16,3% a 21,1%.
Ainda há esperança que Cotrim passe à segunda volta na sede de campanha
As projeções estão a favorecer André Ventura, mas uma "batalha taco-a-taco" ainda dá esperança aos apoiantes de João Cotrim de Figueiredo para uma segunda volta. Às 20:00, quando as televisões revelaram as sondagens à boca das urnas, ecoaram vários gritos de apoio ao candidato liberal numa sala cheia no hotel Epic Sana, em Lisboa.
Ainda sem uma reação oficial às projeções por parte da candidatura, os nervos são visíveis na sede de campanha de Cotrim - mas, sempre que o nome do candidato é referido nas televisões, os apoiantes fazem-se ouvir, erguendo ainda a bandeira de Portugal que estava em cima das cerca de duzentas cadeiras que ocupam a sala.
Campanha de Marques Mendes recebe projeções com silêncio em sala meio vazia
Foi com silêncio que os apoiantes de Marques Mendes que marcam presença no hotel em Lisboa no qual o candidato acompanha os resultados reagiram às várias projeções avançadas às oito da noite.
A sala na qual Marques Mendes falará está preparada para receber perto de duas centenas de pessoas – foram colocadas 176 cadeiras – mas são ainda apenas algumas dezenas as pessoas presentes.
Centenas de apoiantes de Seguro festejam primeiro lugar nas projeções
Centenas de apoiantes de António José Seguro celebraram os resultados das projeções, que dão o candidato apoiado pelo PS como o vencedor destas eleições presidenciais, passando à segunda volta em primeiro lugar.
Pelas 19:50 centenas de apoiantes concentraram-se no "foyer" do Centro Cultural das Caldas da Rainha, em frente às quatro televisões, aguardando os resultados das projeções com os resultados eleitorais. Entre os apoiantes, ouviam-se palavras de confiança.
Assim que foram divulgadas as projeções, a sala irrompeu num aplauso, enquanto os apoiantes abanavam bandeiras - e uma criança segurava um balão verde, cor da campanha de Seguro. Há também cachecóis e t-shirts da campanha do ex-secretário-geral socialista.
"Portugal presente; Seguro Presidente", cantavam alguns apoiantes.
No momento das projeções, surgiram no "foyer" históricos socialistas como João Soares. Outros, como os ex-ministros Ana Jorge ou Nuno Severiano Teixeira também marcam presença na sede de campanha de Seguro.
Sondagem TVI /CNN e SIC: Seguro vence com 35% e Ventura e Cotrim em empate técnico
As sondagens do ICS, ISCTE, GFK e Pitagórica, divulgadas pela TVI/CNN e SIC, dão a vitória a António José Seguro, com uma percentagem entre 30,8%-35,2%, deixando André Ventura para segundo lugar com 19,9% e 24,1%. No entanto, João Cotrim Figueiredo deverá conseguir angariar 16,3% a 21,1% dos votos, ou seja, o melhor resultado do liberal poderá colocá-lo à frente do candidato apoiado pelo Chega, caso este chegue apenas ao seu pior cenário.
Já Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes encurtam a distância: o primeiro deverá conseguir entre 9,2% e 12,4% dos votos, enquanto o segundo 9,1% e 12,3%.
Segue-se Catarina Martins, com 0,9%-2,7%. Manuel João Vieira surpreende, segundo as sondagens, fica à frente de Anónio Filipe, com 0,7%-2,3%, contra os 0,4%-2% do candidato apoiado pelo PCP.
Sondagem da Católica põe Seguro a disputar segunda volta com Ventura ou Cotrim
António José Seguro recolhe o maior número de votos nas Presidenciais, mas não evita uma segunda volta. De acordo com a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, Seguro consegue entre 30% e 35%.
Seguro poderá, a confirmar-se este resultado, defrontar André Ventura ou Cotrim de Figueiredo na segunda volta, a 8 de fevereiro.
O líder do Chega aparece com 20% a 24% dos votos nesta sondagem realizada à boca das urnas pela Católica. Cotrim de Figueiredo consegue entre 17% e 21%.
Um dos dois poderá, de acordo com esta sondagem, acompanhar Seguro na segunda volta das Presidenciais de 2026, para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa.
Gouveia e Melo poderá registar entre 11% e 14% dos votos, em linha com o que a sondagem realizada há poucos dias dava ao Almirante. Na altura estava, contudo, praticamente empatado com Luís Marques Mendes, mas o candidato apoiado pelo PSD surge bem atrás nesta consulta realizada à boca das urnas.
Aquele que foi o primeiro a anunciar a sua candidatura a Belém recolhe, de acordo com esta sondagem, apenas entre 8% e 11% dos votos.
Rui Moreira: “Foi uma eleição que interessou os portugueses”
Sem antecipar expectativas para esta noite eleitoral, o mandatário nacional da campanha de Luís Marques Mendes prefere sublinhar os números da participação.
“Foi uma eleição que interessou os portugueses”, disse aos jornalistas pouco depois da chegada do candidato ao hotel em Lisboa no qual acompanha os resultados.
“Numa altura em que andamos preocupados com a abstenção, são números interessantes. Mais interessantes ainda são os números dos emigrantes e isso é uma grande conquista”, enfatizou, referindo-se aos votos da diáspora.
Rui Moreira elogiou ainda o papel da comunicação social na campanha, que terá contribuído para a redução da abstenção. “A comunicação social interessou-se muito por esta campanha, teve um grande papel nesse aspeto, as pessoas não conseguiam ligar a rádio ou a televisão sem que lhes falassem na campanha”, afirmou, concluindo que “as pessoas perceberam que esta não era uma eleição já decidida”.
Candidatura de Cotrim certa de que "contribuiu para a mobilização massiva dos portugueses"
Numa reação muito rápida às projeções dos números da abstenção, Liliana Reis, ex-deputada do PSD e que tem acompanhado João Cotrim de Figueiredo na campanha, congratulou os portugueses pela "mobilização massiva" às urnas - e mostrou-se certa que a candidatura do liberal "contribuiu" para a mesma.
"Esta candidatura está certa que contribuiu para esta mobilização massiva dos portugueses", referiu. "Vamos acompanhar esta noite eleitoral com o otimismo e com a esperança que marcaram esta candidatura", acrescentou ainda, numa sala a meio gás, mas que tem vindo a encher de forma gradual.
José Luís Carneiro diz que "democracia está viva" perante participação elevada
O secretário-geral do PS considerou hoje que a elevada participação nas eleições presidenciais prova que os portugueses "quando sentem que os seus valores podem estar ameaçados se mobilizam" e enalteceu que a democracia está viva.
"O que me deixa ficar como democrata muito satisfeito é ver esta participação eleitoral. Uma participação que bateu todos os recordes desde 2016, cá no território nacional, mas também no estrangeiro. Isso é a prova de que os portugueses, quando sentem que os seus valores podem estar ameaçados, se mobilizam para participar no ato eleitoral", declarou José Luís Carneiro, à chegada à sede socialista, em Lisboa.
O líder do PS falou aos jornalistas pouco antes de serem conhecidas as projeções da abstenção nas eleições presidenciais de hoje, que, de acordo com as televisões, deverá situar-se entre os 35,6% e os 43%.
"Eu diria que, de forma sintética, a democracia continua a viver no coração das portuguesas e dos portugueses", acrescentou.
José Luís Carneiro deixou ainda um agradecimento "à administração eleitoral, aos serviços consulares e diplomáticos, aos milhares de pessoas que por todo o país contribuíram para assegurar um ato eleitoral que cumpriu todos os deveres de transparência, de pluralidade, de respeito pelas diferentes opiniões".
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.
A esta eleição, que de acordo com Carneiro decorreu "com toda a normalidade democrática", concorreram 11 candidatos, incluindo António José Seguro, apoiado pelo PS.
"O mais importante é lembrar isto: a democracia está viva", concluiu o secretário-geral socialista.
Projeções sobre abstenção são “bastante boas” face aos últimos vinte anos, diz campanha de André Ventura
No hotel escolhido para a noite eleitoral pela campanha de André Ventura, em Lisboa, Rui Paulo Sousa, mandatário financeiro e secretário-geral do Chega, considera que as projeções para a abstenção são “bastante boas comparativamente com os últimos vinte anos”.
“Neste momento já fecharam as urnas no continente, falta fecharem nas ilhas mas as primeiras projeções relativamente à abstenção são bastante boas comparativamente com os últimos vinte anos”, ao indicar uma participação entre 35% a 40%. "Se ficar abaixo dos 38,48% estas eleições são as com maior afluência dos últimos vinte anos", acrescentou, numa referência às presidenciais de 2006, quando ganhou Cavaco Silva.
“Isto demonstra que são umas eleições muito importantes para todos os portugueses, demonstra bem que [as pessoas] saíram de casa e que foram exercer o seu direito democrático, independentemente de quem ganhe o que é facto é que mostra que a democracia imperou nestas eleições que os portugueses sentiram que eram importantes e que deviam sair de casa e votar no seu candidato”.
Embora tenha dito que não se ira pronunciar sobre o que é esperado pela candidatura de André Ventura, numa altura em que as urnas nos Açores ainda não fecharam, o mandatário acrescentou que “esperamos obviamente um bom resultado”.
Numa sala preparada para 200 a 300 pessoas, com as bandeiras ainda encostadas nas costas das cadeiras, há neste momento alguns apoiantes, elementos da organização da campanha e dezenas de jornalistas.
André Ventura, que foi à missa das 19:00 na Igreja de São Nicolau, na baixa lisboeta, André ainda não chegou à sala do hotel Marriott, que escolheu para a noite eleitoral.
Candidatura de Seguro saúda "maturidade cívica" com possível participação eleitoral recorde
Na sede de campanha de António José Seguro, nas Caldas da Rainha, o ambiente começa agora a animar. A primeira declaração desta noite eleitoral cabe agora a Paulo Lopes Silva, diretor de campanha, para reagir às primeiras projeções da participação eleitoral, que apontam para 60%
"São projeções que aguardamos que se confirmem. [Se assim for] será uma das das maiores participações dos últimos 20 anos em eleições presidenciais", disse o diretor de campanha neste domingo, 18 de janeiro, no foyer do Centro Cultural das Caldas da Rainha.
"A nossa primeira palavra vai para os portugueses, que queremos saudar pela maturidade cívica, pela elevação democrática e pelo sinal que dão de esperança num futuro diferente do nosso país", afirmou Paulo Lopes Silva, sem responder às questões dos jornalistas.
Depois, o diretor de campanha quis frisar o trabalho de António José Seguro durante as últimas duas semanas, que considerou ter contribuído para esta participação. "Foi uma campanha pela positiva, centrada nos valores para o país e sem nunca entrar na disputa eleitoral dos outros candidatos", nem de contribuição para o "enlamear do debate", defendeu.
Na sede de campanha de Seguro começaram a chegar, pelas 19:00, mais apoiantes, estando por esta hora cerca de uns duzentos apoiantes. Entre históricos socialistas que já marcam presença nas Caldas estão João Soares e Ana Jorge, ex-ministros da Cultura e da Saúde. Também José Abrãao, secretário-geral da FESAP (federação de sindicatos da Administração Pública afeto à UGT) marca presença.
António José Seguro ainda não chegou à sede de campanha.
Gouveia e Melo chega à sede de campanha e diz que tem dois planos: "continuar ou dedicar-me à vida privada"
À chegada ao hotel onde decorre a noite eleitoral, o candidato Henrique Gouveia e Melo diz aos jornalistas que o seu "estado de espírito é positivo" e que "os resultados serão o que os portugueses assim acharem".
"Esta eleição teve o arco-iris todo", diz aos jornalistas, à chegada.
Reagindo às previsões de abstenção, diz que "tudo indica que houve uma descida da abstenção, o que é positivo".
O almirante na reserva diz que tem "dois planos: continuar ou dedicar-me à minha vida privada", adiantando "farei o que os portugueses quiserem".
Segue agora para uma sala, no vigésimo quarto andar, acompanhado do seu staff, enquanto aponta aos jornalistas: "vamos esperar pelos resultados".
Marques Mendes: “Se o nível de abstenção se confirmar é uma boa notícia”
Luís Marques Mendes já chegou ao hotel em Lisboa onde vai acompanhar a noite eleitoral. Confrontado com as projeções para a abstenção, o candidato reconheceu que os números são consistentes com o que ele próprio observou nesta ida às urnas. “Se se confirmar é uma boa notícia”, respondeu aos jornalistas – num momento de grande confusão e no qual foi muito parco em palavras.
O social-democrata rejeitou ainda revelar se tem a expectativa de receber esta noite a visita de Luís Montenegro. “Não estou à espera de coisíssima nenhuma”, afirmou, antes de entrar no elevador.
A confusão à chegada de Marques Mendes contrasta com a tranquilidade que se vive na sala preparada para os seus apoiantes e para a comunicação social, onde o candidato falará mais tarde. Os 176 lugares estão praticamente vazios, havendo, por enquanto, mais jornalistas do que elementos da comitiva do social-democrata.
Abstenção terá ficado entre 35,6% e 43%, segundo projeções
A abstenção nas eleições presidenciais deste domingo terá ficado no intervalo entre os 35,6% e os 40,6%, de acordo com a projeção divulgada pela SIC e CNN Portugal.
Já a projeção da Universidade Católica para a RTP aponta para uma taxa de abstenção entre os 37% e os 43%.
O limite inferior dos intervalos de ambas as projeções é o valor mais baixo desde as presidenciais de 1996.
Urnas acabam de encerrar em Portugal Continental e na Madeira
As urnas acabam de encerrar em Portugal Continental e no arquipélago da Madeira. Nos Açores será apenas às 20:00 de Lisboa. Começa agora a contagem de votos, com os primeiros resultados a serem conhecidos a partir das 20:00.
Cotrim já chegou à sede de campanha e diz apenas estar "muito confiante"
João Cotrim de Figueiredo já chegou à sede de campanha no Epic Sana, em Lisboa, mas, ao contrário do que tinha sido anunciado pela organização, decidiu não falar aos jornalistas.
O candidato à presidência da República, que tem vindo a ganhar tração nas últimas semanas nas sondagens, foi recebido à entrada do hotel por uma pequena comitiva de apoiantes, que erguiam a bandeira de Portugal.
Sem responder a nenhuma pergunta dos jornalistas, cumprimentou alguns apoiantes e seguiu para a sala privada onde vai acompanhar a noite eleitoral. No elevador, referiu que estava "muito confiante" em relação aos resultados.
Afluência às 16h de 45,51%, a mais elevada desde 2006
O Ministério da Administração Interna já divulgou a afluência às urnas até às 16h: foi de 45,51%, apenas ligeiramente inferior à de 2006, quando ficou em 45,56%.
Em 2021 a afluência neste horário foi de 35,44%, o que representa uma subida significa este ano, com mais 28% dos eleitores a votarem.
Já em 2016 a afluência até às 16h ficou em 37,69% e em 2011 foi de 35,16%.
Taxa de afluência até ao meio dia de 21,18%, a mais alta em 20 anos
Os dados oficiais agora divulgados dão conta de uma afluência às urnas até ao meio-dia de 21,18%, representanto um aumento de 4 pontos percentuais face às presidenciais anteriores. É a mais elevada em 20 anos, de acordo com os números da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.
Em 2021 a afluência até esta hora foi de 17,07%, ano em que a taxa de abstenção atingiu os 60,76%.
Em 2016 de 15,82% e a de 2011 de 13,39%. Em 2006 a afluência foi de 19,32%.
As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continenta, encerrando às 19:00.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, a 8 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
Líder do PS apela a que "todos os que amam a democracia" votem
O secretário-geral do PS apelou hoje a que "todos os que amam a democracia e a Constituição" vão votar e admitiu que a multiplicidade de candidatos pode levar à "dispersão de votos".
"Todos aqueles que amam a democracia e que defendem a Constituição não podem ficar em casa. Têm mesmo de vir votar", apelou José Luís Carneiro, após ter votado, ao início da tarde no Porto.
Para o líder socialista "votar é um dever e um exercício essencial da cidadania" e as eleições de hoje assumem uma particular importância.
"Não há, do meu ponto de vista, uma boa cidadania que não participe nas eleições e nas escolhas que se fazem democraticamente e, particularmente, um momento como este, em que o que estamos a escolher quem queremos ver na mais importante magistratura do país, a Presidência da República", disse.
O também ex-ministro da Administração Interna, que fez questão de agradecer "a todas e a todos os milhares de pessoas que hoje, em Portugal e no estrangeiro, estão a apoiar" o ato eleitoral, mostrou esperança que o nível da abstenção nas eleições de hoje seja menor.
"Eu tenho a expectativa de que haja uma diminuição da abstenção em relação às últimas eleições presidenciais e tenho também os mesmos sinais vindos do exterior, do estrangeiro", justificou.
"É isso que nós desejamos, é esse o apelo que eu deixo para que todas as portuguesas, todos os portugueses que amam a democracia, que amam o seu país, que amam a Constituição, que a defendem, que se levantem hoje, que se coloquem a pé, que se dirijam à sua mesa de voto, tanto mais que o dia está muito propício a essa participação", voltou a apelar.
Quanto à campanha, José Luís Carneiro considerou que foi esclarecedora, apontando que "houve tempo para tratar" de alguns dos temas que mais interessam aos portugueses, como a Saúde ou a Habitação, mas que "se calhar não tanto com a profundidade que eles merecem".
"Mas é também um trabalho que tem que se fazer no presente e no futuro e será também uma das responsabilidades de quem vier a merecer a confiança da maioria dos portugueses", apontou.
Questionado sobre os resultados de uma eleição com tantos candidatos, o líder socialista admitiu que pode causar dificuldades.
"Bom, é evidente que haver muitas candidaturas, há uma maior dispersão dos votos e essa dispersão dificulta também a clarificação logo numa primeira volta do quadro eleitoral presidencial", disse.
José Luís Carneiro adiantou ainda que vai passar a noite eleitoral no Largo do Rato, em Lisboa, reunido com o Secretariado Nacional do PS e que fará uma declaração política pelas 21:00.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Manuel João Vieira: "É um dia muito importante para a democracia"
O candidato presidencial Manuel João Vieira sublinhou que hoje "é um dia importante para a democracia" e destacou a importância de combater a abstenção, que tem aumentado sobretudo "nos últimos 20 anos".
"Acho que este dia é um dia importante para a democracia, é um dia em que o voto é direto, o voto é direto numa individualidade, numa pessoa", ao contrário das votações para as eleições legislativas, que "são dispersados segundo determinadas regras", disse o candidato presidencial após votar na Escola Básica Manuel da Maia, em Campo de Ourique, Lisboa.
Manuel João Vieira confessou que em algumas eleições chegou a fazer "um dó li tá" para escolher em quem depositar o seu voto, mas desta vez disse que não tinha deixado a sua escolha ao acaso.
O candidato presidencial referiu ainda que a abstenção, "nos últimos 20 anos, tem sido historicamente muito elevada", defendendo que "há muita gente que se importa simplesmente mais com o futebol do que com a política".
"São capazes de ir ao estádio ver o futebol, mas a política não é uma coisa assim", disse, aludindo que as pessoas não estão mais interessadas na política porque os deputados "não estão a dar toques na Assembleia da República".
André Pestana defende participação no ato eleitoral
O candidato presidencial André Pestana salientou hoje, após votar em Coimbra, que o importante é a participação dos portugueses nas eleições, independentemente das suas escolhas.
"Acho que é importante que os portugueses participem neste ato cívico, que é crucial, e peço, em particular, à juventude, aos trabalhadores, aos reformados que estão fartos de um país a duas velocidades", afirmou André Pestana.
O candidato falava aos jornalistas, na Escola Secundária Avelar Brotero, depois de ter exercido o seu direito de voto, poucos minutos depois das 11:30.
Questionado sobre se a campanha foi suficientemente mobilizadora, André Pestana disse que foi "desconsiderado e descriminado relativamente aos outros candidatos", referindo os 28 debates realizados e inúmeras entrevistas.
"Da pouca vez que pude participar, (...) acho que, modéstia à parte, demonstrei que falei de coisas que mais ninguém tinha falado e tenho recebido os parabéns de pessoas pela coragem e por ter colocado o dedo na ferida, apesar de ter tido, na prática, pouquíssimos minutos quando os outros candidatos, os oito chamados principais, tinham já quase duas horas de avanço, cada um, nos outros 28 debates", referiu.
"São as regras do sistema. É o que temos, mas acho também que as pessoas começam a ver que, de facto, há quem diga algo diferente, e agora, obviamente, respeitar a decisão dos portugueses e das portuguesas", acrescentou.
André Pestana referiu ainda esperar uma mobilização dos portugueses, porque a realidade demonstra que as diferenças sociais estão a aumentar em Portugal.
"Tentei dar esse contributo, agora, obviamente, as pessoas têm que refletir e fazer as comparações dentro do que é possível e, obviamente, o importante é que as pessoas votem, independentemente das suas escolhas", indicou.
Questionado sobre o boletim de voto que inclui três candidaturas rejeitadas, André Pestana considerou que a situação "não abona" a favor da democracia, porque "é mais um contributo para a confusão".
"Acho que era necessário haver a maior clareza possível e, nomeadamente, a nível dos debates, direito igual para todos, para os 11 e, depois, obviamente, no boletim de voto, nunca poderiam estar quem não cumpriu os requisitos legais. Acho que só contribui para a confusão, mas é o que temos", assinalou.
André Pestana indicou que vai passar o resto do dia com a família e que à noite estará com alguns apoiantes.
Coordenador do BE deseja que muita gente vote e em plena consciência
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) manifestou hoje o desejo de que muita gente vote nas eleições presidenciais e em plena consciência, considerando que a diversidade de posições contribuirá para que o nível de abstenção seja reduzido.
"Creio que não haverá nenhuma razão, ainda por cima o dia não está particularmente mau, para que a abstenção tenha valores elevados", acrescentou.
Questionado sobre o boletim de voto que inclui três candidaturas rejeitadas, o líder do Bloco de Esquerda defendeu que "não faz sentido" e que não é bom para a democracia.
"Acho que as afinações que se tiverem que fazer na lei para que os prazos sejam regularizados de modo a não permitir este tipo de situações devem ser feitas o quanto antes, para que em próximos atos eleitorais não se verifique, porque leva a um número indefinido de pessoas a situações de engano. Não é bom para a democracia", argumentou.
Albuquerque espera que o futuro PR nomeie representante madeirense para a região
O chefe do executivo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, disse hoje esperar que o futuro Presidente da República nomeie um representante para a região autónoma de origem madeirense, vincando ser este o "entendimento" da população do arquipélago.
"Hoje há do ponto de vista da população da Madeira um entendimento que a instituição de representante da República deve ser atribuída a um madeirense, como foi anteriormente, e correu muito bem, porque sendo uma pessoa de cá, conhece a realidade intrínseca e as particularidades e especificidades da região", afirmou.
Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, falava aos jornalistas após ter votado numa mesa instalada na Escola Básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, no Funchal.
"Parece-me que vai acontecer uma segunda volta, mas o que vai acontecer nesta eleição [primeira volta] já vai ser importante para determinar qual o perfil do próximo Presidente da República", sustentou, acrescentado que, neste momento, Portugal precisa de um Presidente da República que seja "fator de estabilidade, de consistência e que garanta a governação e o progresso do país".
Albuquerque alertou que o país não pode viver "uma situação de desestabilização, de polarização, de alimentar um conjunto de radicalismos e de populismos", que, segundo disse, "não levam a lado nenhum", sublinhando que o futuro Presidente da República deve assegurar a estabilidade das instituições.
"Só espero [...] a eleição de um Presidente que tenha o bom senso de garantir a estabilidade e que tenha o bom senso de garantir que não é um fator de perturbação do regime", vincou.
Miguel Albuquerque, que lidera o Governo madeirense desde 2015, disse, por outro lado, que, caso o candidato que apoia -- Luís Marques Mendes -- não passe à segunda volta, "não será nada que não se resolva", realçando que o executivo regional tem de manter relações institucionais com o Presidente da República, seja qual for o eleito.
"O Presidente da República tem obrigação de ser o Presidente de todos os portugueses e levar em linha de conta que Portugal é um país descontinuado e que tem duas regiões autónomas que precisam de atenção. Se isso acontecer, estamos preparados para estabelecer relações institucionais e de cooperação com qualquer eleito", declarou.
"É importante para os madeirenses que o próximo representante da República seja da Madeira", disse, acrescentando: "Em segundo lugar, que seja uma personalidade que não venha para aqui extravasar e arranjar confusões e que, à semelhança com o que aconteceu com o anterior [atual] representante da República, seja um fator de cooperação, diálogo e de estabilidade para as instituições regionais."
O cargo de representante da República para a Madeira é exercido há 15 anos pelo juiz conselheiro madeirense Ireneu Cabral Barreto, que já se manifestou indisponível para prosseguir as funções.
O líder do governo regional manifestou-se, por outro lado, preocupado com a abstenção nestas eleições.
"Penso que a abstenção vai ser alta, mas se for menor do que aconteceu em 2021 é bom", disse.
Nas eleições presidenciais de 2021 registou-se uma abstenção de 60,76%, a mais elevada de sempre em presidenciais, num sufrágio que foi realizado durante a pandemia de covid-19.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
André Ventura: "Estou muito confiante pela mobilização que tenho visto e sentido"
"Não podemos querer mudar e ficar em casa à espera que as coisas sozinhas se transformem". Foi com este apelo que André Ventura falou aos jornalistas ao início da tarde, após votar em Lisboa. "Hoje não há razão nenhuma para haver abstenção. Está um dia lindo, foi uma campanha com muitos candidatos, com ideias muito diferentes. Hoje só não vota quem não quer. Saiam de casa e votem - seja em quem for, votem", sublinhou.
O líder do Chega não se quis alongar sobre expectativas eleitorais, disse apenas estar " naturalmente muito confiante", tendo em conta a "mobilização que tenho visto e sentido".
Ventura lamentou ainda que a campanha tivesse sido pouco esclarecedora, e indicou que irá à missa pelas 19h antes de se deslocar para a sede de campanha.
Gouveia e Melo deseja "votação massiva dos portugueses"
Parco nas palavras depois de exercer o direito de voto, Henrique Gouveia e Melo manifestou "esperança que os portugueses queiram decidir o seu próprio destino usando o seu voto". "Desejo que seja um dia de hino à democracia, com a votação massiva dos portugueses", apelou, defendendo que "estas eleições podem ser marcantes".
O dia, contou, vai ser passado em casa, a recuperar a uma "campanha muito intensa". "Vou arrumar papéis, o meu escritorio está muito desarrumado", revelou.
Cavaco Silva: "Votar é um direito, mas é um dever também"
O antigo Presidente Aníbal Cavaco Silva deixou hoje um apelo a que todos os portugueses votem e lembrou a difícil situação geopolítica, que torna a escolha de um chefe de Estado ainda mais relevante.
Apontou o dedo diretamente ao Presidente dos EUA, listando as "violações ao direito internacional" e as "intenções de fragmentar a União Europeia" e "atacar a democracia liberal europeia" para sublinhar a importância do voto dos portugueses. "É um tempo muito incerto que vai exigir muito ao novo Presidente da República. O Presidente da República representa a República, representa todos os portugueses. Penso que neste tempo muito complexo, o Presidente da República nos seus diálogos com outros chefes de Estado, em coordenação com o Governo, pode ajudar a defender os interesses do país", afirmou.
"Não deixem de fazer um esforço para votar. Escolher o próximo Presidente da República é muito importante para o futuro do país. É um direito, mas um dever também", apelou.
Marques Mendes confiante na segunda volta. "Na minha cabeça está essa ideia"
Luís Marques Mendes diz confiar no bom senso dos portugueses para escolherem o próximo Presidente da República, também tendo em conta a delicada situação internacional.
"Estou nesta eleição muito confiante - confiante no resultado da minha candidatura, confiante na participação eleitoral, confiante que a abstenção baixe", disse após exercer o direito de voto em Caxias (Oeiras).
Questionado especificamente sobre a ida à segunda volta, não hesitou: "Na minha cabeça está essa ideia". Mas afirmou ter "um grande sentimento de humildade democrática e um enorme respeito pelos portugueses", frisando que "os portugueses têm um grande bom senso e equilíbrio a votar".
O candidato apoiado pela AD lembrou ainda a "situação internacional muito difícil", que acredita irá motivar as pessoas a "votarem em defesa do seu país".
"O apelo que faria hoje era para uma grande participação nesta eleição para fazer a abstenção baixar", disse à saída.
Jorge Pinto pede aos portugueses que votem "massivamente"
O candidato presidencial Jorge Pinto manifestou hoje "muita tranquilidade, felicidade e consciência tranquila" ao votar em Amarante, no distrito do Porto, e apelou aos portugueses para que votem "massivamente", lembrando os desafios internos e externos atuais.
"Com tantos desafios internos e externos é importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter consguido ou ter tentado elevar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses", disse Jorge Pinto.
O candidato falava aos jornalistas à chegada à Junta de Freguesia de Cepelos, no concelho de Amarante, de onde é natural, cerca das 11:00 quando foi votar numa eleição, a mais concorrida de sempre em Presidenciais, na qual vão a votos 11 candidatos.
"Agora, com toda esta informação, que os portugueses votem livremente, é tudo o que eu posso esperar", disse Jorge Pinto que é apoiado pelo Livre.
António Filipe pede que portugueses "honrem direito de votar"
O candidato presidencial António Filipe instou hoje os portugueses a que honrem o direito de voto e participem em "grande número" nas eleições para a Presidência da República.
"Naturalmente que os portugueses participem, que honrem o seu direito de voto, o direito de voto que custou muito a conquistar aos portugueses, o exercício do direito de voto em liberdade, em consciência, por convicção e, portanto, espero que os portugueses participem em grande número e honrem este direito", afirmou António Filipe, depois de votar num centro escolar, em Loures.
E depois, apontou, é "aguardar pelos resultados".
"Votar em liberdade foi um direito que custou muito a conquistar, foram muitas gerações que lutaram por isso, para que possamos ter o direito de escolha e, portanto, votar com consciência, com convicção, em liberdade", realçou ainda.
O candidato apoiado pelo PCP e PEV disse ter feito uma "campanha honesta, com seriedade, com convicção, procurando estar próximo das pessoas e dos seus problemas, dizendo aquilo que", do seu ponto de vista, "é necessário para o país".
"E estou de consciência tranquila e amanhã [segunda-feira] estarei aqui com a mesma convicção com que estou hoje" frisou.
O candidato presidencial referiu que, depois de ter exercido o seu direito de voto, vai almoçar os seus filhos e, mais tarde, vai acompanhar "a evolução do processo eleitoral e aguardar pelos resultados" para depois se pronunciar.
À pergunta dos jornalistas sobre se está tranquilo para esta noite respondeu: "Completamente tranquilo, tanto como estava ontem e como estarei amanhã".
Catarina Martins votou no Porto, apelou ao voto e lembrou Pintassilgo
A candidata presidencial Catarina Martins votou hoje na Escola Básica 2/3 Eugénio de Andrade, Porto, pelas 10:35, e após votar apelou à participação dos portugueses, agradeceu a quem está nas mesas de voto e lembrou Maria de Lurdes Pintassilgo.
"Queria começar por agradecer a todas as pessoas que, em todo o país, estão nas mesas de voto a permitir que este dia aconteça. A democracia é participada por toda a gente e tanta gente que dá este seu dia para que seja possível estarmos a votar", declarou aos jornalistas a candidata Catarina Martins, depois de exercer o seu direito ao voto, acompanhada pelo marido.
A candidata apelou ainda à participação eleitoral de todos portugueses.
"Apelar a toda a gente para que venha votar. A democracia é uma festa. Poder votar é uma enorme responsabilidade, mas é um direito que deve ser exercido, porque é em conjunto que desenhamos a nossa vida coletiva. Espero que este seja o dia em que mulheres e homens vêm votar e fazem ouvir aquilo em que acreditam, aquilo que querem para o futuro de Portugal".
Presidente é "elemento chave do equílibrio social do país", lembra Montenegro
O primeiro-ministro considera que a elevada imprevisibilidade dos resultados eleitorais poderá ser um fator de mobilização para levar mais portugueses às urnas. "É uma eleição altamente disputada, com um interesse acrescido dada a imprevisibilidade dos resultados. É natural que possa haver maior atrativo para que haja uma grande participação", disse aos jornalistas, depois de votar, em Espinho.
Nestas declarações, Luís Montenegro sublinhou a importância da figura do Presidente da República como fator de coesão nacional: "A Presidência da República e o Presidente são um elemento chave do equilíbrio social do país, do equilíbrio político, da criação de consensos".
O chefe do Governo lembrou ainda a importância do Presidente como "elemento chave da participação de Portugal no mundo", numa altura de grandes desafios geopolíticos e económicos. "É o mais alto magistrado da nação é um elemento importante da nossa identidade e afirmação do mundo", frisou.
Montenegro acredita que "os portugueses têm todos os elementos para decidir" e escolher quem pode "assegurar um reforço da coesão social e económica".
António José Seguro: "Confio no bom senso dos portugueses"
Após exercer o direito de voto nas Caldas da Rainha, António José Seguro disse estar confiante na mobilização dos portugueses para estas presidenciais. "Acredito que não vão desperdiçar esta oportunidade para decidir".
Acompanhado da mulher, o candidato apoiado pelo Partido Socialista disse ter votado "com muita emoção e confiança no futuro de Portugal", e acrescentou: "Confio no bom senso dos portugueses".
Depois de votar, o candidato contou que iria "ver o mar" e mais tarde começar a preparar-se para a note eleitoral". Antes de sair deixou novamente um apelo aos eleitores: "Não deixem que outros decidam por vocês. É o futuro do nosso país que está a ser decidido".
Cotrim de Figueiredo "confiante e otimista". Acredita em "queda grande da abstenção"
João Cotrim de Figueiredo já votou, em Lisboa. À saída, em declarações aos jornalistas, manifestou confiança de que vai à segunda volta. "Mais do que tranquilo, estou muito confiante e otimista", afirmou.
Disse ainda esperar "uma queda grande da abstenção". "Espero que a campanha, que nem sempre foi hiperesclarecedora mas foi sempre mobilizadora, possa resultar num número de votantes muito maior".
O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, que viu a campanha ensombrada por acusações de assédio sexual, apelou ao voto. "Tragam a família, venham todos, façam deste dia a festa da democracia".
Líder do PCP espera que seja eleito um candidato que cumpra a Constituição
O secretário-geral do PCP votou hoje para as presidenciais, indicando que este é um dia importante e que espera que as pessoas participem e garantam a eleição de um candidato que cumpra a Constituição portuguesa.
"Hoje é um dia importante, nós estamos a eleger o Presidente da República, que tem o dever constitucional de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, não é uma coisa qualquer", disse Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas depois de depositar o boletim de voto na urna da secção 16 na escola básica de Alhos Vedros, no concelho da Moita, distrito de Setúbal.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa toma posse em 9 de março
O escrutínio para eleger o Presidente da República decorre hoje e a tomada de posse do próximo chefe do Estado acontece em 9 de março, perante a Assembleia da República, como manda a Constituição de 1976.
O artigo 127.º da Constituição determina que a tomada de posse do Presidente eleito aconteça "no último dia do mandato do Presidente cessante ou, no caso de eleição por vagatura, no oitavo dia subsequente ao dia da publicação dos resultados eleitorais".
Esse último dia do mandato de cinco anos do atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro dia da próxima presidência é 09 de março, a mesma data desde 1986, ano em que Mário Soares tomou posse como o 17.º Presidente da República.
A cerimónia voltará a repetir-se na mesma Assembleia da República onde já cinco Presidentes da República juraram "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa" de 1976.
Há cinco anos, esta cerimónia foi mais restrita: na Sala das Sessões, com uma assistência reduzida (participaram apenas 50 dos 230 deputados) e todos os presentes de máscara, devido à covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa foi saudado com aplausos por deputados de PS, PSD, CDS-PP e cerca de 20 convidados.
Faltaram os abraços, substituídos por acenos de cabeça, na segunda tomada de posse do "presidente dos afetos" -- e também das 'selfies' -, que nesse dia declarou que eram os portugueses a razão do compromisso solene que assumiu, sobretudo "os que mais necessitam".
"Os sem-abrigo, os com teto mas sem habitação condiga, os da minha idade ou mais que vivem em lares ou em sua casa em solidão ou velados por cuidadores formais ou informais", enumerou.
Mencionou ainda "reformados ou pensionistas pobres", "desempregados ou em lay-off", "trabalhadores e empresários precários" e crianças, jovens, famílias, professores e não docentes "atropelados em dois anos letivos", bem como os profissionais de saúde e os que perderam entes queridos na pandemia.
Durante o seu segundo mandato, Marcelo Rebelo de Sousa cumpriu a sua promessa, nomeadamente ao colocar as pessoas em situação de sem abrigo na agenda pública, embora não tenha conseguido erradicar, conjuntamente com o Governo, o fenómeno até 2023, como pretendia.
Em março, despedir-se-á do Palácio de Belém após um fim de mandato discreto, motivado pela recuperação de uma cirurgia a uma hérnia abdominal, realizada em 01 de dezembro, que o levou a reduzir a sua agenda e a cancelar deslocações.
Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.
Desde 1976, foram Presidentes António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
Mais de 11 milhões de eleitores escolhem sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.
As mesas de voto abrem às 08:00 e encerram às 19:00, em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horários.
De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro.
Desses, 218.481 dos votantes recenseados no território nacional, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que aconteceu no passado domingo.
A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).
São eles, de acordo com a ordem no boletim de voto, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL), o pintor Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.
O boletim de voto conta ainda com os nomes de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais - qualquer voto num dos três será considerado nulo.
Estas eleições presidenciais, as mais disputadas de sempre em número de candidatos, mas também a acreditar nas sondagens, procuram inverter o crescimento da abstenção, que em 2021 atingiu o maior valor de sempre.
Há cinco anos, 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal.
O baixo número de votantes resultou também do recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma mudança à lei, feita em 2018.
Em 2021, dos 1.549.380 inscritos no estrangeiro, apenas 29.153 votaram, meros 1,88%. A 'gigante' taxa de abstenção lá fora, de 98,12%, contrastou com a registada em território nacional, que foi de 54,55%.
Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.
Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.
Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
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