Brilhante Dias sai em defesa de Seguro e acusa almirante de "falsificar a história"
Gouveia e Melo sugere que Montenegro leve ministra da Saúde para a campanha
Jorge Pinto percebe quem faz voto útil e diz que não concorre a pensar na liderança do Livre
Cotrim insiste que denúncia por assédio será "cabalmente esclarecida" em tribunal
Mendes admite ainda contar com Cavaco e Manuela Ferreira Leite na campanha
Brilhante Dias acusa Gouveia e Melo de "falsificação da história" sobre Seguro
O líder parlamentar socialista acusou esta quinta-feira o candidato presidencial Gouveia e Melo de "falsificação da história" ao associar Seguro ao corte de pensões durante a "troika", considerando que só a sua tenacidade impediu que cortes temporários tivessem sido permanentes.
"Em política não vale tudo e muito menos a falsificação da história. Eu percebo que há um contexto eleitoral que não está a correr bem ao candidato Gouveia e Melo, mas não vale tudo. Isso é uma absoluta falsificação da história", acusou, em declarações à agência Lusa, Eurico Brilhante Dias.
De acordo com o líder parlamentar do PS, "se houve personalidade que, ao longo daquele período difícil, foi contra os cortes salariais e de pensões, foi António José Seguro".
"Lembro-me bem, desde o momento zero, o combate essencial foi não haver mais cortes e, mais do que isso, não tornar aqueles que eram temporários em permanentes. E só a tenacidade, o esforço, o sentido de Estado do Dr. António José Seguro é que impediu que isso acontecesse", referiu.
Eurico Brilhante Dias referiu que foi "um ator que teve a possibilidade de presenciar de perto esse período da história, quando o PS era oposição e uma oposição minoritária no parlamento" e Seguro se opôs a esses cortes.
"Foi assim na discussão do Orçamento de 2012, de 2013 e de 2014, e devo dizer que, se não fosse a tenacidade do doutor António José Seguro, se calhar, tinha havido um acordo para um corte permanente de salários e de pensões, que era aquilo que, então a coligação PSD-CDS com a troika queriam fazer, inclusive na discussão, em 2013, na senda da proposta do senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para um acordo, então, dito de salvação nacional", disse.
Gouveia e Melo sugere que Montenegro leve ministra da Saúde para a campanha
O candidato presidencial Gouveia e Melo sugeriu esta quinta-feira que o primeiro-ministro leve para a campanha eleitoral de Marques Mendes a ministra da Saúde, dada a situação "caótica" no setor, pois assim poderia responder às queixas da população.
"Queria, já agora, dar uma sugestão ao senhor primeiro-ministro. Acho-lhe eticamente reprovável que assim seja, mas dou-lhe uma sugestão: que meta também na campanha a ministra da Saúde, que o acompanhe nas deslocações do senhor primeiro-ministro para a campanha do doutor Luís Marques Mendes, porque um dos problemas que todas as pessoas com quem eu contacto na rua me colocam é o problema da saúde", afirmou.
O candidato, que falava aos jornalistas durante uma ação de campanha no Mercado da Afurada, em Gaia, no distrito do Porto, num dia marcado pela chuva intensa, considerou que, se estivesse dentro da campanha, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, podia "começar já a dar respostas que são necessárias".
Questionado pelos jornalistas sobre se fosse Presidente da República o que é que diria ao primeiro-ministro sobre o que se está a passar no setor da Saúde, Gouveia e Melo respondeu que diria "o que é evidente", que é que "a saúde parece que não tem remédio".
Jorge Pinto percebe quem faz voto útil e diz que não concorre a pensar na liderança do Livre
O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quinta-feira que percebe os anseios e os medos de quem, simpatizando com a sua candidatura, optará por fazer voto útil e garantiu que não concorre a Belém com a ambição de liderar o Livre.
No penúltimo dia de campanha eleitoral, Jorge Pinto, em declarações aos jornalistas na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, fez um balanço da sua candidatura e disse que assumirá como uma derrota pessoal se tiver menos votos do que o Livre nas últimas legislativas, frisando que o seu partido assegurou todas as condições e apoio nesta campanha.
Depois de, na quarta-feira, ter sublinhado que os eleitores saberão interpretar o atual cenário político quando forem votar, Jorge Pinto explicou que quis dizer que "respeita e percebe" as reflexões, anseios e medos dos eleitores nestas eleições, dando como exemplo interações com pessoas que lhe dizem que simpatizam consigo, mas que terão de votar noutro candidato com mais hipótese de ganhar.
"Eu respeito isso, percebo. O que compete a esta candidatura é mostrar que há uma visão para o país assente naquilo que tem marcado esta campanha e esta candidatura e que com esses dados em cima da mesa, havendo quem queira defender a Constituição, quem queira defender a República - certamente há várias candidaturas nesse âmbito - então que as pessoas decidam livremente em quem querem votar", disse, reiterando que é legítimo que haja quem esteja assustado.
O candidato apoiado pelo Livre disse que não seria ele a "julgar quem quer que seja pelo seu sentido de voto" e que lhe importa mais que as pessoas votem em consciência e que as "candidaturas sejam transparentes em relação àquilo que representam e em relação àquilo que irão fazer para defender a Constituição e a República", garantindo que para si o resultado de domingo é "quase acessório".
Cotrim insiste que denúncia por assédio será "cabalmente esclarecida" em tribunal
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo reiterou esta quinta-feira que a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL será "cabalmente esclarecida em tribunal" porque "não tem nada a esconder".
"Todos os factos serão apurados em tribunal. Não tenho nada a esconder e falarei com todo o gosto", disse Cotrim Figueiredo, depois de confrontado pelos jornalistas sobre um comunicado emitido pela alegada vítima, Inês Bichão, em que refere que a "veracidade dos factos" será apurada nos tribunais.
O candidato, apoiado pela IL, revelou que, ainda esta quinta-feira, vai submeter uma queixa-crime por difamação.
Em comunicado enviado à agência Lusa, Inês Bichão refere que, na segunda-feira, 12 de janeiro, "foi ilicitamente difundido" e sem o seu consentimento, "conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público", na rede social Instagram.
"O facto de ter sido difundido sem o seu consentimento a mim diz-me pouco. O dano está causado e, portanto, as responsabilidades têm de ser apuradas", frisou Cotrim Figueiredo.
Visivelmente irritado pela insistência dos jornalistas sobre o tema, que foi conhecido na segunda-feira e quando arrancava a segunda semana de campanha eleitoral, o também eurodeputado insistiu que o mesmo o desvia da sua campanha que é, na sua opinião, "provavelmente o propósito de quem pôs isto a circular".
Mendes admite ainda contar com Cavaco e Manuela Ferreira Leite na campanha
O candidato presidencial Luís Marques Mendes admitiu esta quinta-feira que ainda poderá contar com Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite no último dia de campanha e insistiu que "todos os seus adversários", incluindo Seguro, poderão gerar "ruído e instabilidade".
Debaixo de chuva, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP manteve o contacto com a população previsto para Amarante, que classificou como "uma das terras mais bonitas de Portugal".
Num momento de perguntas e respostas à comunicação social, debaixo de um conjunto de guarda-chuvas, Mendes foi questionado se ainda espera contar na sexta-feira com mais figuras do PSD na sua campanha, como o antigo Presidente da República Cavaco Silva e a antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite.
"Admito que sim. Não sei, mas admito que sim, só estou a admitir. Admito que sim, porque não gosto de estar a enganar ninguém", afirmou.
Questionado se considera António José Seguro um candidato "dos extremos" - como afirmou na quarta-feira o primeiro-ministro -, Mendes escusou-se a responder diretamente, dizendo fazer apenas "a apologia" da sua candidatura.
"A minha candidatura, para além da questão da moderação e da experiência, tem uma outra preocupação, que isso sim não existe em nenhum dos outros candidatos, que é a preocupação da defesa da estabilidade. Todos os outros candidatos, de forma mais direta ou mais indireta, andam sempre ali com algumas ideias e algumas atitudes que criam ruído e que geram instabilidade", reiterou.
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