Ao minuto15.01.2026

Cotrim diz que Ventura é "pesadelo", Pinto nega ter apelado ao voto em Seguro e Cavaco apoia Mendes

Acompanhe o 12.º dia da campanha para as eleições presidenciais. Portugueses vão a votos no próximo domingo, 18 de janeiro.
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Foto: Lusa Foto: Lusa António Filipe durante uma ação de campanha em Almada Foto: Lusa Henrique Gouveia e Melo na feira de Gondomar Foto: Lusa Cotrim Figueiredo visita o Centro de Dia de Soutelo, durante uma ação de campanha em Gondomar Foto: Lusa Marques Mendes durante uma ação de campanha em Amarante Foto: Lusa António José Seguro em campanha na empresa Vamarques em Montemor-o-Velho Foto: Lusa Jorge Pinto durante uma ação de campanha em Santo Ovídio, Vila Nova de Gaia
Negócios 15 de Janeiro de 2026 às 23:36
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15.01.2026

Seguro toma "boa nota" de afirmação de Jorge Pinto e diz que todos os votos vêm a tempo

O candidato presidencial António José Seguro tomou esta quinta-feira "boa nota" da declaração de Jorge Pinto, que pediu aos eleitores para que "votem livremente", e considerou que todos os votos que cheguem até ao fecho das urnas "vêm a tempo".

Enquanto visitava o Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, foi noticiada a declaração do seu opositor Jorge Pinto que pediu aos eleitores para que "votem livremente" e que afirmou que percebe o voto numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo".

"Eu tomo boa nota da declaração que o candidato Jorge Pinto acabou de fazer e reafirmo aquilo que tenho dito nos últimos dias e ainda hoje, que é necessário que cada portuguesa e cada português dê utilidade ao seu voto. O único candidato moderado, o único candidato do centro-esquerda, o único candidato que é fiel e leal à Constituição da República Portuguesa e que pode passar à segunda volta, sou eu", começou por responder.

Questionado sobre se esta declaração do candidato apoiado pelo Livre não vinha tarde, Seguro respondeu que "todos os votos que chegarem até às 19 horas do próximo domingo vêm a tempo".

15.01.2026

Jorge Pinto nega ter apelado ao voto em Seguro e diz-se admirado por impacto de "lapalissada"

O candidato presidencial Jorge Pinto negou hoje ter defendido o voto em Seguro, afirmando que só apela ao voto em si, e disse-se surpreendido pelo impacto do que apelidou de "lapalissada" sobre liberdade de escolha dos eleitores.

Depois de esta tarde ter dito que percebe que os eleitores uma votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo" e ter enviado uma carta aos militantes do Livre para que "votem livremente" no nome que "dê mais garantias de defesa da Constituição", Jorge Pinto voltou a falar aos jornalistas para afirmar que não disse mais do que uma "lapalissada" sobre "ninguém ser dono dos votos de ninguém".

"Há muitas que me dizem que estão com medo e que poderão votar numa outra candidatura precisamente movidas pelo medo. A essas pessoas, o que eu lhes digo é, desde que votem em consciência, desde que votem de maneira informada, o voto é legítimo. É uma coisa tão simples que me parece evidente", disse, à entrada de um comício na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.

Jorge Pinto recusou a ideia de que as suas palavras possam ser interpretadas como uma desistência ou um apelo ao voto útil ou em António José Seguro , afirmando que não se candidata "para pedir às pessoas para não votarem" em si, mas ressalvando que "vive num mundo real" em que ouve o medo e a inquietação dos eleitores.

Para o candidato apoiado pelo Livre, pode estar em causa "excesso de transparência" para que "isto seja um assunto", mas esta posição é parte de uma política diferente como uma linguagem "honesta que não vem de nenhuma agência de comunicação".

"Gostaria que os outros candidatos fossem sempre mais transparentes, ou tão transparentes quanto possível. Portanto, o apelo ao voto é na minha candidatura. Oiço os portugueses, percebo o seu medo, que votem em consciência, e se votarem em consciência, como eu irei votar em consciência, certamente no dia 18 poderemos todos dormir bem e de consciência tranquila, que também é isso que nos deve mover", disse.

Questionado sobre o facto de na sua carta aos militantes do Livre ter pedido que votassem livremente sem apelar ao voto em si, Jorge Pinto disse que não ser "dono de absolutamente ninguém" e reiterou que no dia 19, depois das eleições, continuará presente porque a sua "candidatura veio para ficar".

Depois de ter admitido "prejudicar a sua candidatura para preservar e proteger o futuro do país", Jorge Pinto respondeu que um "bom resultado para o país seria ter uma boa votação" no domingo, mas insistiu que o que o move não é "ficar à frente de outra candidatura" e sim o "interesse geral dos portugueses".

"Eu, no fundo, estou a realçar uma evidência. Que isto não seja habitual na linguagem política, concedo. Mas olhem, bem-vindos à política do século XXI. Bem-vindos à maneira diferente de fazer política que eu prometi no início desta campanha. Porque ser menos do mesmo é também ser franco como os portugueses, é falar à sua inteligência. Porque, eu repito, eu não falo para os comentadores de turno que daqui a dois dias já ninguém se lembra do que estão a dizer hoje", resumiu.

Esta tarde, o candidato presidencial Jorge Pinto pediu aos eleitores que "votem livremente" e afirmou que percebe que votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo".

Em declarações aos jornalistas durante uma arruada no Porto, Jorge Pinto declarou que, dado o risco de haver uma segunda volta entre um "candidato antidemocrático" e outro "demasiado próximo do Governo", percebe as dúvidas dos eleitores e que respeitará quem vote "numa candidatura que ache que é mais útil para impedir este cenário".

15.01.2026

Mendes pede que não se deixe para "lotaria da 2.ª volta" defesa da estabilidade e democracia

O candidato presidencial Marques Mendes apelou esta quinta-feira à concentração de votos na sua candidatura já na primeira volta, pedindo que não se deixe para a "lotaria da segunda volta" a defesa de valores como a estabilidade e democracia.

Num comício no Porto, no penúltimo dia de campanha eleitoral, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse ter ouvido na rua, nestas duas semanas, a mensagem de que "os portugueses querem mais Governo", em áreas como a saúde e as pensões, e até do Presidente da República.

"Compreendo, aceito esse desafio. Nós vamos trabalhar para dar mais aos portugueses. Na Presidência da República, na relação com o Governo, na relação com os partidos, a fazer consensos, a estabelecer convergências na estabilidade e na ambição", assegurou.

Marques Mendes deixou, por outro lado, a garantia de que, se for eleito, consigo não haverá "surpresas ou ziguezagues, nem funcionará a lógica do catavento".

"Não, não serei um Presidente que cria crises. Mas também quero dizer-vos: se alguém quiser criar uma crise política, também não hesitarei em tomar as decisões necessárias para a resolver", disse, sem explicitar em concreto ao que se referia.

Por outro lado, assegurou que não será "um Presidente que num momento em que há tensões, fica tenso!

"Que num momento em que há tensões, perde a sanidade. Ou até que num momento em que há tensões, não sabe bem onde para a sua cabeça", afirmou, numa referência aparente ao adversário Cotrim Figueiredo.

No final da sua intervenção, o candidato e antigo líder do PSD dramatizou a "importância capital" do voto no próximo domingo.

"Não entreguemos à lotaria da segunda volta a defesa da liberdade, da democracia e de uma maior coesão para Portugal. Temos que agir já intensamente nesta primeira volta, votando de forma maciça nesta candidatura", apelou.

Mendes pediu a todos que "tenham a coragem de acreditar" que é possível vencer esta eleição e "passar já a segunda volta em primeiro lugar", através de uma concentração de votos em si.

"Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso país. Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso futuro. Não entreguemos à lotaria da segunda volta a nossa estabilidade", apelou.

Na sua intervenção, Marques Mendes agradeceu o vídeo do antigo Presidente da República Cavaco Silva, hoje transmitido, em que este lhe reiterou apoio, salientando que trabalhou "do primeiro ao último dia" nos seus governos, que considerou os mais reformadores da democracia portuguesa.

O antigo Presidente da República Cavaco Silva defendeu que Marques Mendes será um Presidente da República independente em relação aos partidos e manifestou a convicção de que será "muito exigente em relação ao Governo".

Numa mensagem em vídeo gravada, transmitida no comício do penúltimo dia de campanha de Marques Mendes, no Porto, o antigo chefe de Estado apontou Luís Marques Mendes como "a escolha certa" para garantir a estabilidade política, deixando outras convicções sobre o candidato apoiado por PSD e CDS-PP.

"Conheço o dr. Marques Mendes há muitos anos. Os portugueses podem estar certos de que Marques Mendes falará a verdade e que será independente em relação às diferentes forças partidárias. E podem estar certos de que Marques Mendes será muito exigente em relação ao governo", sublinhou.

Cavaco cita o fundador do PSD Francisco Sá Carneiro para defender que "Marques Mendes saberá pôr o interesse nacional sempre, sempre em primeiro lugar".

15.01.2026

Ventura defende-se e diz ser o único candidato ao lado dos antigos combatentes

O candidato presidencial André Ventura defendeu-se esta quinta-feira das críticas de Gouveia e Melo por ter usado um camuflado militar, posicionando-se como "o único candidato" que vai devolver a dignidade aos antigos combatentes.

"Eu sou o único candidato que lhes vai devolver a dignidade [aos antigos combatentes], que vai fazer um ajuste de contas com uma história que os esqueceu e o único candidato patriota", afirmou André Ventura, à chegada a um jantar-comício em Tentúgal, no concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, em declarações aos jornalistas.

Ventura respondia às críticas do almirante na reserva Gouveia e Melo, que o acusara de ter "ultrapassado os limites" e ter desrespeitado as Forças Armadas ao usar hoje um camuflado militar num almoço de campanha.

"Não gostou de ver? Foram antigos combatentes que me ofereceram, por alguma razão não lhe ofereceram a ele e ofereceram a mim. Se calhar, porque sabem que precisam de alguém que os lidere", disse André Ventura, que confirmou que nunca cumpriu serviço militar, já que estava "a estudar, na altura, como milhões de pessoas".

O candidato presidencial insistiu na ideia de que o camuflado lhe foi oferecido por ser alguém que defende os antigos combatentes.

"Porque é que alguém que até teve funções militares não recebe o camuflado e porque é que alguém que não teve recebe de antigos combatentes? Porque sabem que vou ser eu a vencer no domingo e querem um presidente que os respeite e que lhes devolva a dignidade", disse.

Nas curtas declarações, André Ventura considerou ainda um bom augúrio a presença de Cavaco Silva na campanha, que participou hoje, com uma mensagem em vídeo, transmitida no comício do penúltimo dia de campanha de Marques Mendes, no Porto.

"Ficou muito claro que em todas as campanhas em que o professor Cavaco Silva entra, geralmente nós vencemos. Isso é muito bom sinal. Isso é sinal de que agora vou ser eu que vou vencer de certeza", salientou.

Num almoço com apoiantes em Ponte de Lima, o candidato apoiado pelo Chega vestiu um casaco com padrão camuflado militar, que lhe foi oferecido por um grupo de antigos combatentes presentes no comício.

Esta não é a primeira vez que Ventura surge com um camuflado militar em campanha: nas legislativas de 2022, num almoço de antigos combatentes no Porto, recebeu um camuflado semelhante e discursou com ele vestido.

15.01.2026

Gouveia e Melo acusa Ventura de indignidade ao desrespeitar militares e bombeiros

O candidato presidencial Gouveia e Melo acusou hoje o seu adversário André Ventura de indignidade ao desrespeitar as Forças Armadas usando um camuflado militar e, antes, quando apareceu a simular combater um fogo com um "raminho".

No final do seu discurso da sua candidatura presidencial, no Porto, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada falou diretamente para o seu adversário André Ventura: "O senhor não merece andar fardado".

"Pode andar à civil, merece todo esse respeito. Agora, não ande fardado", declarou, usando um tom de voz grave e arrancando da plateia uma prolongada salva de palmas.

Gouveia e Melo voltou a dizer que, hoje, não gostou de ter assistido à cena em que o presidente do Chega apareceu a discursar numa ação de campanha com um camuflado que antes lhe tinha sido oferecido por um grupo de antigos combatentes.

"Assisti a uma coisa que me deixou profundamente chocado. Um candidato que nunca foi militar, não fez o serviço militar obrigatório, não se ofereceu para as Forças Armadas como voluntário, a usar uma peça de uniforme. É indigno", acusou.

O almirante afirmou depois que, nesta campanha presidencial, "não vale tudo".

"Já teve uma falta de respeito em relação aos bombeiros, quando vi esse candidato - e quando já havia incêndios há 12 dias em Portugal e com famílias completamente desesperadas -- a fazer um filme com um raminho a apagar um foguinho. Isso é indigno", declarou.

Gouveia e Melo considerou que "os bombeiros não gostaram de ver isso".

"Os bombeiros que arriscam a vida, que têm de andar no fogo a queimar as sobrancelhas, não gostaram disso. Eu também não gostei. E, desculpe-me ter de lhe dizer isto na cara [André Ventura], não gostei de o ver hoje fardado", acrescentou

15.01.2026

Cotrim Figueiredo alerta que Seguro é "um sono" e Ventura "um pesadelo"

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo alertou esta quinta-feira que será "uma tragédia para o país" que numa eventual segunda volta das eleições estejam Seguro, "que é um sono", e Ventura, "um pesadelo".

"É que pode muito bem haver uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura e, nesse caso, os portugueses que querem a mudança ficam sem ter em quem votar. Isto sim, seria uma tragédia para o país", afirmou Cotrim Figueiredo num jantar comício em Matosinhos, no distrito do Porto, que juntou cerca de 500 pessoas.

O também eurodeputado, que chegou acompanhado pela presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, naquela que é a sua segunda aparição na campanha oficial, referiu-se a António José Seguro como "o candidato socialista, representante de um partido que governou demasiado tempo e que é responsável por boa parte do atraso em que o país se encontra".

"O candidato socialista que não exibe qualquer energia ou a menor vontade de mudar, seja o que for, é um sono", entendeu.

Do outro lado, acrescentou, está André Ventura que é "o candidato populista, o tal que nem sequer quer ser Presidente da República, só quer ganhar balanço para gerar instabilidade política logo a seguir às eleições e é um pesadelo".

Cotrim Figueiredo, que foi várias vezes interrompido por aplausos dos apoiantes, advertiu que "para evitar o sono e o pesadelo" os eleitores têm de se mobilizar e votar em si.

"Só a nossa candidatura traz esperança na mudança. É a única que pode passar com um deles à segunda volta, a única candidatura que pode derrotar qualquer um deles", ressalvou.

Cotrim Figueiredo avisou também que a "campanha suja, feita de insinuações e ruído não funciona, nem vai funcionar", estando "bem enganados" aqueles que acham que o vão destruir.

Quanto mais subia nas sondagens "mais numerosos, insidiosos e torpes se tornaram os ataques", disse o candidato, apoiado pela IL, perante uma sala de cerca de 500 pessoas.

"Por isso eu digo com emoção, mas serenidade e sem rodeios, olhando-vos nos olhos: a campanha suja, feita de insinuações e ruído, que questiona sem verificar e acusa sem provar, não funciona e não vai funcionar", frisou.

15.01.2026

Chuva não impediu ataques e apelos ao voto no penúltimo dia de campanha

A campanha eleitoral para as presidenciais entrou na reta final, com o penúltimo dia marcado pela chuva em grande parte do país, que não impediu os candidatos de fazerem os derradeiros ataques aos alvos e apelos ao voto.

Após nova participação do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, na campanha, na quarta-feira à noite, tendo acusado os adversários de Luís Marques Mendes de serem "projetos de governação encapotados" e pedido a concentração de votos do eleitorado do centro, o candidato apoiado pelos partidos que sustentam o Governo admitiu hoje que ainda poderá contar com Aníbal Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite no último dia de campanha.

Questionado se considera António José Seguro um candidato "dos extremos" -- como afirmou na quarta-feira o primeiro-ministro -, Mendes escusou-se a responder diretamente, dizendo fazer apenas "a apologia" da sua candidatura e insistindo que "todos os seus adversários", incluindo o candidato apoiado pelo PS, poderão gerar "ruído e instabilidade".

António José Seguro, por sua vez, defendeu que "alguém tem de contribuir para manter uma relação institucional positiva" e apontou um "abuso de generosidade" ao primeiro-ministro quando o conotou com um dos extremos.

Já Henrique Gouveia e Melo associou Seguro ao corte do valor das pensões no período da "troika" e prometeu que, se for eleito, vetará qualquer decreto nesse sentido, considerando também ser "completamente inútil" votar em André Ventura, acusando o líder do Chega de ser parte do "sistema", mas tentar baralhar os eleitores.

Relativamente a André Ventura, o almirante considerou ainda que o candidato da extrema-direita ultrapassou hoje os limites ao usar camuflado militar que lhe tinha sido oferecido por antigos combatentes, apontando que o líder do Chega nem sequer fez serviço militar obrigatório.

Gouveia e Melo sugeriu ainda que o primeiro-ministro leve para a campanha eleitoral de Marques Mendes a ministra da Saúde, dada a situação "caótica" no setor, pois assim poderia responder às queixas da população.

O candidato apoiado pela IL, João Cotrim Figueiredo, reiterou hoje que a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar do partido será "cabalmente esclarecida em tribunal" porque "não tem nada a esconder" e criticou a comunicação social pelas "perguntas constantes sobre o tema", acusando os jornalistas de não fazerem uma "cobertura equilibrada e sã" deste caso.

Já Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, pediu aos partidos que "levem a sério" denúncias internas de assédio e argumentou que quando estas questões não são investigadas está a falhar-se com as mulheres, acrescentando ainda que percebe os anseios e os medos de quem, simpatizando com a sua candidatura, optará por fazer voto útil.

Jorge Pinto sublinhou também que não concorre por vaidade nem para concorrer à liderança do Livre, numa crítica a João Cotrim Figueiredo.

Já Catarina Martins, apoiada pelo BE, não gostou de ser questionada se acredita num resultado superior ao que as sondagens têm indicado, e que colocam a candidata apoiada pelo BE com uma intenção de voto de cerca de 2%, respondendo que a insistência nos pedidos de comentário a sondagens, em prejuízo das ideias que os candidatos defendem, representa "uma manipulação da democracia".

A única mulher candidata a Belém sugeriu outras perguntas, nomeadamente sobre o financiamento das campanhas eleitorais, insinuando que os candidatos com "campanhas milionárias" respondem a grandes interesses económicos, ao contrário de si.

António Filipe, apoiado pelo PCP, insistiu hoje no apelo ao voto que tinha feito na quarta-feira à noite durante um jantar com apoiantes, advertindo que há ainda muitos indecisos para conquistar e que "estes últimos dias de campanha são muito importantes".

15.01.2026

Brilhante Dias acusa Gouveia e Melo de "falsificação da história" sobre Seguro

Tiago Petinga / Lusa - EPA

O líder parlamentar socialista acusou esta quinta-feira o candidato presidencial Gouveia e Melo de "falsificação da história" ao associar Seguro ao corte de pensões durante a "troika", considerando que só a sua tenacidade impediu que cortes temporários tivessem sido permanentes.

"Em política não vale tudo e muito menos a falsificação da história. Eu percebo que há um contexto eleitoral que não está a correr bem ao candidato Gouveia e Melo, mas não vale tudo. Isso é uma absoluta falsificação da história", acusou, em declarações à agência Lusa, Eurico Brilhante Dias.

De acordo com o líder parlamentar do PS, "se houve personalidade que, ao longo daquele período difícil, foi contra os cortes salariais e de pensões, foi António José Seguro".

"Lembro-me bem, desde o momento zero, o combate essencial foi não haver mais cortes e, mais do que isso, não tornar aqueles que eram temporários em permanentes. E só a tenacidade, o esforço, o sentido de Estado do Dr. António José Seguro é que impediu que isso acontecesse", referiu.

Eurico Brilhante Dias referiu que foi "um ator que teve a possibilidade de presenciar de perto esse período da história, quando o PS era oposição e uma oposição minoritária no parlamento" e Seguro se opôs a esses cortes.

"Foi assim na discussão do Orçamento de 2012, de 2013 e de 2014, e devo dizer que, se não fosse a tenacidade do doutor António José Seguro, se calhar, tinha havido um acordo para um corte permanente de salários e de pensões, que era aquilo que, então a coligação PSD-CDS com a troika queriam fazer, inclusive na discussão, em 2013, na senda da proposta do senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para um acordo, então, dito de salvação nacional", disse.

15.01.2026

Gouveia e Melo sugere que Montenegro leve ministra da Saúde para a campanha

José Sena Goulão / Lusa - EPA

O candidato presidencial Gouveia e Melo sugeriu esta quinta-feira que o primeiro-ministro leve para a campanha eleitoral de Marques Mendes a ministra da Saúde, dada a situação "caótica" no setor, pois assim poderia responder às queixas da população.

"Queria, já agora, dar uma sugestão ao senhor primeiro-ministro. Acho-lhe eticamente reprovável que assim seja, mas dou-lhe uma sugestão: que meta também na campanha a ministra da Saúde, que o acompanhe nas deslocações do senhor primeiro-ministro para a campanha do doutor Luís Marques Mendes, porque um dos problemas que todas as pessoas com quem eu contacto na rua me colocam é o problema da saúde", afirmou.

O candidato, que falava aos jornalistas durante uma ação de campanha no Mercado da Afurada, em Gaia, no distrito do Porto, num dia marcado pela chuva intensa, considerou que, se estivesse dentro da campanha, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, podia "começar já a dar respostas que são necessárias".

Questionado pelos jornalistas sobre se fosse Presidente da República o que é que diria ao primeiro-ministro sobre o que se está a passar no setor da Saúde, Gouveia e Melo respondeu que diria "o que é evidente", que é que "a saúde parece que não tem remédio".

15.01.2026

Jorge Pinto percebe quem faz voto útil e diz que não concorre a pensar na liderança do Livre

Fernando Veludo / Lusa - EPA

O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quinta-feira que percebe os anseios e os medos de quem, simpatizando com a sua candidatura, optará por fazer voto útil e garantiu que não concorre a Belém com a ambição de liderar o Livre.

No penúltimo dia de campanha eleitoral, Jorge Pinto, em declarações aos jornalistas na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, fez um balanço da sua candidatura e disse que assumirá como uma derrota pessoal se tiver menos votos do que o Livre nas últimas legislativas, frisando que o seu partido assegurou todas as condições e apoio nesta campanha.

Depois de, na quarta-feira, ter sublinhado que os eleitores saberão interpretar o atual cenário político quando forem votar, Jorge Pinto explicou que quis dizer que "respeita e percebe" as reflexões, anseios e medos dos eleitores nestas eleições, dando como exemplo interações com pessoas que lhe dizem que simpatizam consigo, mas que terão de votar noutro candidato com mais hipótese de ganhar.

"Eu respeito isso, percebo. O que compete a esta candidatura é mostrar que há uma visão para o país assente naquilo que tem marcado esta campanha e esta candidatura e que com esses dados em cima da mesa, havendo quem queira defender a Constituição, quem queira defender a República - certamente há várias candidaturas nesse âmbito - então que as pessoas decidam livremente em quem querem votar", disse, reiterando que é legítimo que haja quem esteja assustado.

O candidato apoiado pelo Livre disse que não seria ele a "julgar quem quer que seja pelo seu sentido de voto" e que lhe importa mais que as pessoas votem em consciência e que as "candidaturas sejam transparentes em relação àquilo que representam e em relação àquilo que irão fazer para defender a Constituição e a República", garantindo que para si o resultado de domingo é "quase acessório".

15.01.2026

Cotrim insiste que denúncia por assédio será "cabalmente esclarecida" em tribunal

Estela Silva | Lusa - EPA

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo reiterou esta quinta-feira que a denúncia de assédio sexual por parte de uma ex-assessora parlamentar da IL será "cabalmente esclarecida em tribunal" porque "não tem nada a esconder".

"Todos os factos serão apurados em tribunal. Não tenho nada a esconder e falarei com todo o gosto", disse Cotrim Figueiredo, depois de confrontado pelos jornalistas sobre um comunicado emitido pela alegada vítima, Inês Bichão, em que .

O candidato, apoiado pela IL, revelou que, ainda esta quinta-feira, vai submeter uma queixa-crime por difamação.

Em comunicado enviado à agência Lusa, Inês Bichão refere que, na segunda-feira, 12 de janeiro, "foi ilicitamente difundido" e sem o seu consentimento, "conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público", na rede social Instagram.

"O facto de ter sido difundido sem o seu consentimento a mim diz-me pouco. O dano está causado e, portanto, as responsabilidades têm de ser apuradas", frisou Cotrim Figueiredo.

Visivelmente irritado pela insistência dos jornalistas sobre o tema, que foi conhecido na segunda-feira e quando arrancava a segunda semana de campanha eleitoral, o também eurodeputado insistiu que o mesmo o desvia da sua campanha que é, na sua opinião, "provavelmente o propósito de quem pôs isto a circular".

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