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Seguro defende setor social. Ventura desafia rival a dizer se quer mudar Constituição

Os dois candidatos às eleições presidenciais continuam a percorrer o país. Portugueses voltam às urnas no dia 8 de fevereiro.

José António Seguro em Leiria
José António Seguro em Leiria Paulo Cunha / Lusa - EPA
18:56

O candidato a Presidente da República António José Seguro defendeu este domingo que o setor social é essencial ao país, destacando a importância dos cuidadores informais, durante uma visita ao Centro Social Paroquial dos Pousos, em Leiria.

"O setor social no nosso país é essencial. É fundamental para levar cuidados, mas também para levar amor, junto de pessoas que de outra forma ficariam completamente abandonadas", afirmou aos jornalistas.

Referindo que Portugal tem "cada vez mais uma população idosa a precisar deste apoio, a precisar deste carinho", observou que o setor social "é uma das respostas que o país deve acarinhar, apoiar e incentivar".

Numas palavras dirigidas aos utentes e funcionários da instituição particular de solidariedade social, que presta apoio a cerca de 120 idosos nas suas diversas valências e a 100 crianças, António José Seguro disse que "não há preço" ou "valor que pague o vosso trabalho no setor social, porque há uma parte do trabalho que é feito pelo coração".

"E não há um 'coraçómetro'. Não há absolutamente nada que possa medir o impacto que têm na vida das pessoas. Eu quis cumprimentar cada uma das senhoras e dos senhores e percebi que em cada um de vós há sorriso. Esta área social é no fundo a concretização do estado social. É não deixar ninguém para trás. É conseguir estar ao lado dessas pessoas e continuar a fazê-las sonhar", precisou.

Ventura ao ataque

O candidato presidencial André Ventura desafiou este domingo o rival António José Seguro a clarificar se quer ou não mudar a Constituição para acabar com a duplicação de subvenções vitalícias de antigos detentores de cargos públicos, como Armando Vara.

"Queria lançar aqui o apelo e a pergunta ao António José Seguro: ele concorda que continuem a receber subvenções vitalícias pessoas que exerceram cargos públicos há não sei quantos anos, algumas delas estão presas, como é o caso de Armando Vara, [que] recebe não uma, mas duas subvenções vitalícias", afirmou André Ventura, nas Caldas da Rainha, desafiando o adversário na segunda volta das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, a clarificar se "faz sentido que isto aconteça no sistema político hoje".

Aludindo a uma notícia publicada no Correio da Manhã sobre políticos que acumulam duas pensões vitalícias, como é o caso de Armando Vara, Ventura considerou que este é "um bom tema para o candidato [António José Seguro] poder falar, em vez de estar calado o dia todo", desafiando-o a responder se "faz sentido mudar a Constituição".

O também líder do Chega justificou que "é para evitar que situações como a do Armando Vara se continuem a repetir" que quer "mudar a Constituição". "Mas, parece que estou a falar sozinho e parece que sou só eu que o quero fazer", salientou.

Pois, continuou, António José Seguro "se calhar, tem muita gente na campanha dele que está a receber subvenções vitalícias e é por isso que não se quer comprometer com isso".

André Ventura falava aos jornalistas nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, onde participou numa arruada com mais de uma centena de apoiantes.

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