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Trump manifesta-se “desiludido” com a NATO. Irão autoriza navios de países aliados a atravessar Ormuz

Acompanhe os desenvolvimentos do conflito do Médio Oriente desta terça-feira. Paralisação quase total do estreito de Ormuz continua a centrar atenções e preços das matérias-primas energéticas estão a pressionar os governos de vários blocos económicos.

17 de Março de 2026 às 21:27
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Irão confirma e promete vingar morte de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou esta terça-feira a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, num ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e Israel, que prometeu vingar.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial Mehr, Pezeshkian lamentou a morte de Larijani, descrevendo-o como uma "figura distinta e valiosa, fonte de amplos e diversos serviços e realizações em várias áreas da República Islâmica". 

"O seu martírio foi a recompensa pelos seus incansáveis esforços ao longo de todos estes anos, e não há dúvida de que uma severa vingança aguarda os terroristas criminosos que mancharam as suas mãos com o sangue dos mártires oprimidos, mas sábios e firmes, da terra sagrada do Irão durante os recentes ataques terroristas", acrescentou.

  A Guarda Revolucionária iraniana tinha já confirmado a morte do líder da milícia Basij, o general Gholam Reza Soleimani, noticiou a agência estatal Mizan.  

Teerão seleciona navios aliados que podem atravessar Estreito de Ormuz

O Irão está a selecionar navios de "países aliados" autorizados a atravessar o Estreito de Ormuz, sob bloqueio imposto pela República Islâmica em retaliação à ofensiva israelita e norte-americana iniciada em fevereiro, mostraram esta terça-feira dados de rastreio.

Pelo menos cinco navios saíram da via navegável estratégica, por onde normalmente passam quase 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, transitando por águas iranianas nos dias 15 e 16 de março, informou a empresa de informações marítimas Windward, num relatório de análise hoje divulgado.

"Esta nova rota ilustra como o bloqueio seletivo do Irão se alterou para permitir o trânsito dos seus aliados e apoiantes", afirmou a empresa.

Nos últimos dois dias, pelo menos quatro navios saíram do Estreito de Ormuz através do canal Larak-Qeshm, junto à costa iraniana, segundo um comunicado publicado por Natasha Kaneva, analista de matérias-primas do banco JPMorgan Chase.

"Esta não é uma rota padrão para navios. Pode refletir um procedimento para confirmar a propriedade do navio e a natureza da carga, permitindo a passagem de embarcações não ligadas aos Estados Unidos ou aos seus aliados", declarou.

Entre os navios, estava um petroleiro com pavilhão paquistanês que transitou pelo estreito com o seu sistema de identificação automática (AID) ativado, segundo uma publicação do 'site' especializado MarineTraffic, ao passo que a maioria dos navios o mantém desligado para evitar serem alvos de fiscalização.

A maior parte do crude que atravessou o estreito tinha como destino a Ásia, principalmente a China, acrescentou Kaneva.

Um navio pertencente a interesses turcos também conseguiu passar o estreito com a permissão do Irão, afirmou hoje o ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu.

Embora os responsáveis de Teerão tenham emitido declarações contraditórias umas atrás das outras, em meados de março o chefe da diplomacia iraniana garantiu que o seu país estava disposto a autorizar a passagem de navios de determinados países pelo Estreito de Ormuz.

Teerão tem como objetivo tornar o estreito intransponível e perturbar a economia mundial, para pressionar Washington.

"A situação no Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra", advertiu hoje o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, na rede social X, sem fornecer mais pormenores.

Trump manifesta-se “desiludido” com a NATO

Donald Trump manifestou novamente esta terça-feira a sua desilusão com a NATO, por não contar com a organização para normalizar o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, decisivo para o mercado global de petróleo, e que tem estado muito condicionado pelo conflito entre os EUA, Israel e o Irão.  

“Estou desiludido com a NATO porque gastamos biliões ao longo dos anos. É uma das razões pelas quais temos défices e ajudamos outros países. E quando não nos ajudam é certamente algo em que devemos pensar”, disse o Presidente norte-americano em declarações aos jornalistas na Casa Branca.

Quando questionado sobre se estaria a “repensar” a relação dos EUA com a NATO, ou eventualmente a considerar a saída da organização fundada no seguimento da II Guerra Mundial, Trump frisou que “não precisa do Congresso” para tomar essa decisão, mas reconheceu que neste momento “não está a pensar” nessa possibilidade. “Quando diz repensar, não estou atualmente a pensar em nada”, reconheceu.

Contudo, reconheceu que “não fica propriamente entusiasmado” com a falta de apoio, recordando a assistência militar à Ucrânia. “A Ucrânia teria acabado em um dia se não os tivessemos ajudado. Tinham o melhor equipamento dado pelo ‘dorminhoco’ Joe Biden. Milhares de milhões em equipamento de graça”, assinalou.     

Israel ameaça "seguir, encontrar e neutralizar" novo líder supremo do Irão

O exército israelita ameaçou esta terça-feira que está determinado a "seguir, encontrar e neutralizar" o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde a sua nomeação, há mais de uma semana.

"Mojtaba Khamenei... não temos notícias dele, não o vemos, mas posso afirmar uma coisa: continuaremos a perseguir qualquer pessoa que represente uma ameaça para Israel. Não ficará impune. Vamos segui-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo", declarou o porta-voz do exército, Effie Defrin, em comunicado.

As declarações do porta-voz militar surgem no dia em que Israel reclamou a eliminação do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani.

Mojtaba Khamenei foi escolhido após a morte do seu pai e antecessor, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão, que desencadearam uma guerra regional.

Várias figuras ligadas ao regime de Teerão relataram que Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo bombardeamento que matou o pai.

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, também disse que Mojtaba Khamenei ficou ferido e provavelmente desfigurado, uma versão contrariada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, que, no sábado, afirmou que “não há qualquer problema com o novo líder supremo".

Na quinta-feira, fez o seu primeiro discurso à nação, que foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana, indicando que os funcionários nomeados por Ali Khamenei deveriam "continuar a exercer as suas funções".

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que ignorava se o clérigo estava vivo, instando-o, em caso afirmativo, a render-se.

O Departamento de Estado norte-americano divulgou uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações que levem à localização de alguns dos principais líderes iranianos, em particular da Guarda Revolucionária, numa lista que inclui o novo líder supremo.

Irão confirma morte de líder da milícia Basij

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou a morte do líder da milícia Basij, o general Gholam Reza Soleimani, noticiou a agência estatal Mizan.   

Soleimani é um dos dois altos responsáveis de segurança que Israel disse ter matado em ataques durante a noite desta terça-feira, desferindo um forte golpe na liderança iraniana.       

Ainda por confirmar, está a morte de Ali Larijani, secretário Conselho Supremo de Segurança Nacional, considerado um dos líderes mais poderosos do Irão.

Ambos foram determinantes para a repessão violenta dos protestos que abalaram o país no início do ano, e que resultaram em dezenas de milhares de mortos.

UE avalia propostas para acabar com guerra no Médio Oriente. Ponderar criar missão no Líbano

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) afirmou esta terça-feira estar em contacto com os parceiros do Golfo, a Jordânia e o Egito para encontrar propostas para submeter aos Estados Unidos, Israel e o Irão para acabar com a guerra atual.

“Estamos todos alinhados quanto à necessidade de pôr fim a esta guerra, porque tem custos demasiado elevados para todo o mundo”, referiu, reiterando, à semelhança do que já tinha feito na segunda-feira, que a guerra no Irão “não é a guerra da Europa”.

“Não começámos a guerra, não fomos consultados e não sabemos quais são os seus objetivos, por isso os Estados-membros não têm vontade de serem arrastados”, disse a responsável numa audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Kaja Kallas considerou ainda que tanto a guerra na Ucrânia como no Médio Oriente são “produtos da erosão do Direito internacional” e avisou que “sem responsabilização, judicial ou política, a guerra voltará a alastrar-se pelo mundo”.

Depois de, na semana passada, a presidente da Comissão Europeia ter dito que a UE já não pode ser a “guardiã da velha ordem mundial” e não pode confiar apenas no Direito internacional para defender os seus interesses, Kaja Kallas deixou hoje uma crítica velada a essas declarações.

“Perante políticas brutais de poder, a Europa não precisa de distinguir entre valores e interesses. Acredito genuína e profundamente que os nossos valores são os nossos interesses. É por isso que a defesa dos nossos valores deve sempre orientar o nosso trabalho com os parceiros”, disse.

Questionada depois diretamente pelos eurodeputados sobre essas declarações de Von der Leyen, Kallas disse que só é responsável pelas suas próprias declarações e que “todas as questões relacionadas com os discursos de outras pessoas devem ser endereçadas a essas pessoas”.

“Estou a trabalhar com os 27 Estados-membros, a tentar desenvolver uma posição comum, e afirmámos que o Direito internacional é importante”, afirmou.

A responsável disse também que o bloco está a ponderar criar uma operação no Líbano, tendo em conta que a missão de manutenção da paz da ONU termina em dezembro.

“Estamos a discutir uma operação. Como sabem, o mandato da [missão da ONU no Líbano] FINUL vai acabar e a questão é saber se vai ficar um vazio. Não quer dizer que nós vamos substituir a FINUL, mas estamos a ver se os Estados-membros querem que desenvolvamos a nossa própria operação para ajudar o Líbano nesse aspeto”, indicou Kaja Kallas.

Kallas respondia a uma intervenção do eurodeputado alemão Michael Gahler, do Partido Popular Europeu (PPE), que perguntou o que a UE pode fazer no Líbano, além de mobilizar ajuda humanitária.

“Estamos em posição de influenciar os eventos de alguma maneira de forma a evitar que, por exemplo, não haja um maior avanço de tropas no país e um aumento adicional do número de refugiados?”, questionou.

Sem especificar a natureza ou o âmbito dessa operação europeia a que se referiu, Kallas indicou que, no contexto atual, a UE, além de estar a mobilizar ajuda humanitária para o Líbano, está também a “apoiar as Forças Armadas libanesas a desarmar” o movimento xiita Hezbollah.

"Já não precisamos, nem queremos a ajuda dos países da NATO", diz Trump
'Já não precisamos, nem queremos a ajuda dos países da NATO', diz Trump

O Presidente dos EUA, Donald Trump, lamentou nesta terça-feira a falta de apoios de países da NATO na operação americana contra o Irão.

"Devido ao facto de termos tido um grande sucesso militar, já não precisamos, nem queremos, a ajuda dos países da NATO", atirou o líder americano numa .

"Os EUA foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO que não querem envolver-se na nossa operação militar contra o regime terrorista do Irão", começa por sublinha Trump na publicação. O Presidente dos EUA lembra depois que essa tomada de posição é feita apesar de a maioria dos países estar de acordo com os ataques americanos e israelitas contra o Irão.

"O Irão não pode, de forma alguma, ter uma arma nuclear", lê-se ainda na publicação.

Trump diz que considera a NATO, onde os americanos investem "centenas de milhares de milhões de dólares por ano", uma via de sentido único. "Nós vamos protegê-los, mas eles nunca farão algo por nós", ataca ainda.

Donald Trump aproveita a mesma publicação para deixar também um recado ao Japão, Austrália e Coreia do Sul, que também recusaram prestar auxílio no conflito do Médio Oriente.

"Não precisamos da ajuda de ninguém", rematou o Presidente americano.

Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo

Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris das reservas de petróleo dentro do acordo alcançado na Agência Internacional da Energia para tentar controlar os preços dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente, anunciou esta terça-feira o Governo.

Os 11,5 milhões de barris correspondem a 12,3 dias de consumo de petróleo em Espanha e 2,9% do total de reservas no país, disse o Ministério da Transição Ecológica, num comunicado.

Numa primeira fase, imediata, serão libertadas reservas de petróleo da indústria, uma vez que os operadores podem fazê-las chegar ao consumidor final rapidamente.

Serão libertados perto de quatro milhões de barris (o equivalente a quatro dias de consumo), nesta primeira fase, que se prolongará durante 15 dias a contar desde 11 de março, quando foi alcançado o acordo na Agência Internacional de Energia (AIE).

Depois, serão libertados barris em diversas fases e em função da evolução da situação, podendo ser usadas reservas da indústria e da Corporação de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos de Espanha

Os membros AIE alcançaram no dia 11 de março um acordo para a libertação e colocação no mercado de 400 milhões de barris de petróleo durante 90 dias, para moderar o impacto da guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão, a que Teerão responder.

Companhia aérea SAS cancela uma centena de voos devido ao aumento do preço do combustível

A companhia aérea Scandinavian Airlines Systems (SAS) cancelou uma centena de voos esta semana, a maioria na Noruega, devido ao aumento do preço do combustível causado pela guerra no Irão, anunciou esta terça-feira.

"Fizemos alguns ajustes de curto prazo no nosso horário de voos como consequência direta da crise dos combustíveis que afeta atualmente a Europa", indicou a SAS num comunicado.

A empresa acrescentou que consolidou "a capacidade nas rotas onde existem ligações alternativas para garantir opções de viagem tão estáveis quanto possível para os clientes".

A companhia aérea salientou que a medida é temporária e que será corrigida quando a situação estabilizar, embora não tenha descartado mais cancelamentos caso a subida do preço do combustível continue.

O sindicato dos pilotos noruegueses acusou, no entanto, a companhia de usar o conflito no Médio Oriente como desculpa e garantiu que a origem da medida reside na falta de pilotos, devido ao facto da empresa não ter cumprido as condições acordadas após a greve que afetou a SAS em 2022.

Outras companhias aéreas suspenderam voos nos últimos dias, invocando o aumento dos preços do combustível, como a Air New Zealand, que anunciou o cancelamento de 5% dos seus voos até ao início de maio.

Esta terça-feira, o preço do barril do petróleo West Texas Intermediate (WIT), referência dos EUA subiu 1,1% para 94,53 dólares. O petróleo Brent, referência na Europa, subiu 1,9% para 102,15 dólares. No entanto, estes valores continuam abaixo dos preços do petróleo registados no final da semana passada.

"Iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel", denuncia líder americano

O até agora diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, anunciou a sua demissão em protesto contra a guerra no Irão.

O responsável americano diz que os EUA foram pressionados por Israel para avançar com um ataque contra o Irão e que o país do Médio Oriente não representava uma ameaça iminente.

"Não posso, em consciência, apoiar a guerra em curso no Irão", , e que era até aqui um conhecido apoiante do Presidente dos EUA, Donald Trump.

"Iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso lóbi americano", escreveu ainda na publicação na qual anuncia a sua demissão.

Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

A ONU alertou esta terça-feira que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.

Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril.

“A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente”, advertiu o PAM.

Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.

O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.

Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.

“Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite”, alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.

Escoltas a navios no estreito de Ormuz não garantem segurança

A escolta de navios no Estreito de Ormuz não garantem a segurança total na circulação, segundo o diretor-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, em declarações ao Financial Times.

"Reduz o risco, mas este persiste, os navios mercantes e os marinheiros podem ser afetados", afirmou Domínguez, considerando que não é uma solução sustentável.

O diretor-geral da OMI salientou que parte do problema reside na geografia do estreito, que embora tenha 33 quilómetros de largura, o diâmetro dos canais de navegação de águas profundas para o tráfego é de apenas cerca de quatro quilómetros.

Domínguez afirmou que o organismo da ONU, que estabelece as normas para o transporte marítimo internacional, também está seriamente preocupado com os navios retidos no Golfo que estão a ficar sem alimentos e provisões para as suas tripulações.

"A situação é preocupante, sobretudo porque os navios não podem operar livremente no estreito de Ormuz nem na região do Golfo, o acesso aos portos também está limitado, uma vez que as instalações portuárias estão a ser atacadas", acrescentou o diretor.

Desde o início do conflito, no passado dia 28 de fevereiro, o Irão atacou pelo menos 18 navios na região do Golfo Pérsico.

Emirados reabrem espaço aéreo, com voos para o Dubai por vender
Emirados reabrem espaço aéreo, com voos para o Dubai por vender

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) reabriram o espaço aéreo às operações normais, depois de um encerramento parcial durante a madrugada após sucessivos ataques de drones e mísseis contra o seu território.  Mas as operações não estão a decorrer com a suavidade prevista, uma vez que a região continua sob ataque e os turistas continuam a manter-se afastados.

A Emirates Airlines, por exemplo, tem estado a operar voos com uma taxa de ocupação mínima em direção ao Dubai. Leia a notícia completa .

Ataques aéreos israelitas destroem vários edifícios no sul de Beirute
Líder de segurança do Irão foi assassinado, avança Israel

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, foi morto, segundo informação avançada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, esta terça-feira.

O Irão ainda não confirmou a morte de Ali Larijani.

A confirmar-se, esta é uma das mortes de maior perfil como consequência dos ataques dos EUA e Israel contra o Irão.

Segundo a Al-Jazeera, um comandante iraniano, Gholamreza Soleimani, também terá sido morto num dos ataques contra o Irão.

Trump foi avisado sobre retaliação iraniana, apesar de dizer o contrário

O Presidente dos EUA, Donald Trump, foi avisado que um ataque contra o Irão iria levar a uma retaliação iraniana contra os países vizinhos e que são aliados americanos.

A informação, divulgada esta terça-feira pela imprensa internacional, cita fontes militares e dos serviços de informação americanos. Apesar de não ser dada como certa a retaliação, era vista como uma forte probabilidade de acontecer.

Esta revelação coloca em causa as declarações do líder americano feitas nesta segunda-feira, quando admitiu que os ataques iranianos contra o Catar, Arábia Saudita e Kuwait, entre outros, foi uma surpresa. "Ninguém esperava [que isso acontecesse]. Ficámos chocados", disse Trump.

Washington pressiona Tóquio e Seul para ajuda militar no Estreito de Ormuz

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, insistiu junto dos seus homólogos do Japão e da Coreia do Sul para que contribuam para a segurança do Estreito de Ormuz.

Em chamadas realizadas na noite de segunda-feira com Rubio, os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, sublinharam a importância de ser garantida uma navegação segura naquela passagem estratégica, onde as tensões estão a afetar o fornecimento global de combustível, contudo não esclareceram a posição dos respetivos governos relativamente ao apoio solicitado por Washington.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou no último domingo e na segunda-feira a vários países - entre os quais os aliados da NATO, mas também os países que mais beneficiam do petróleo exportado através do estreito, nomeadamente a China - para que enviem navios militares para o Estreito de Ormuz para assegurarem a segurança da passagem por onde transita 20% do petróleo mundial.

Na segunda-feira, Trump reiterou o pedido a Tóquio e Seul para ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos respetivos territórios como "proteção", e que os dois países dependem maioritariamente das importações de petróleo do Médio Oriente.

Antes destas declarações, Tóquio começou por esclarecer não ter recebido qualquer pedido formal para a deslocação de navios militares para o estreito, mas sublinhou, ainda assim, não ter a intenção de "ordenar uma operação de segurança marítima", de acordo com declarações do ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento nipónico.

Também a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sublinhou na segunda-feira que qualquer operação de segurança marítima seria "extremamente difícil do ponto de vista jurídico".

"Uma vez que ainda não nos foi solicitado (formalmente), é difícil responder a uma suposição. O Governo do Japão está a estudar a forma de implementar as medidas necessárias. Estamos a analisar de que forma podemos proteger os navios japoneses e as suas tripulações, bem como o que pode ser feito dentro do quadro legal", matizou, porém, Takaichi numa sessão do Parlamento japonês na segunda-feira.

200 soldados dos EUA feridos em 7 países desde início do conflito

As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

"A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço", acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

Petroleiro atingido no Golfo de Omã por "projétil desconhecido"

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" quando se encontrava ancorado no golfo de Omã, não muito longe da entrada do estreito de Ormuz, anunciou esta terça-feira a agência marítima britânica UKMTO.

O navio-tanque encontrava-se a 23 milhas náuticas (cerca de 37 quilómetros) a leste da cidade de Fujaira, no sul dos Emirados Árabes Unidos.

"Um navio-tanque informou que foi atingido por um projétil desconhecido enquanto se encontrava ancorado", comunicou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês).

O centro precisou que não há feridos entre a tripulação da embarcação nem foram comunicados "impactos ambientais", e que foram registados "danos estruturais ligeiros".

Emirados Árabes Unidos fecham espaço aéreo devido a nova onda de ataques iranianos

A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciou esta terça-feira o encerramento temporário e total do espaço aéreo do país, na sequência de uma nova onda de ataques com drones e mísseis iranianos.

Segundo o comunicado, trata-se de "uma medida de precaução excecional" para garantir a segurança dos voos e salvaguardar o território dos EAU.

A Autoridade Geral de Aviação Civil declarou que a decisão foi tomada após uma avaliação exaustiva dos riscos operacionais e de segurança, e em plena coordenação com as autoridades nacionais e internacionais competentes.

Coincidindo com o anúncio, o Ministério da Defesa dos EAU informou que as defesas aéreas estão a responder a ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão.

A decisão de fechar o espaço aéreo surge horas depois de voos com origem e destino no aeroporto internacional do Dubai terem começado a ser retomados gradualmente, após a suspensão temporária aplicada na madrugada de segunda-feira.

A suspensão nesse aeroporto ocorreu após um incidente com um drone que provocou um incêndio nas imediações das instalações, embora sem causar vítimas.

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