Faltam 30 mil enfermeiros em Portugal
Com pouco mais de 38 mil enfermeiros, um número agravado com a queda dos últimos anos motivada pela emigração, Portugal precisa de mais 30 mil destes profissionais para chegar à média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
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Segundo avança o Jornal de Notícias na sua edição deste sábado, 3 de Setembro, Portugal está no 27.º lugar dos 43 países da organização, com um rácio de 6,1 enfermeiros por 100 mil habitantes, contra a média de 9,1% da OCDE.
A Ordem dos Enfermeiros defende que os enfermeiros estão "exaustos" e que a posição de Portugal no ranking revela um "grave problema de saúde pública", quando nos últimos cinco anos saíram do país quase 13 mil enfermeiros.
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A ordem queixa-se do maior número de horas extraordinárias – 1,5 milhões em 2014 -, de menos suplementos remuneratórios, do envelhecimento, da falta de tempo de formação, além da desigualdade nas horas de trabalho – com alguns profissionais a trabalharem 35 horas por semana e outros 40.
O jornal acrescenta que os encargos com a saúde têm vindo a diminuir, passando de 3,7 mil milhões de euros em 2010 para 2,8 mil milhões em 2014. O que leva a ordem a pedir um reforço da verba para o sector no próximo Orçamento do Estado.
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Esta sexta-feira o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assegurava que estão a ser feitas "mais contratações" - a "ritmo historicamente elevado" de enfermeiros e que o trabalho que tem vindo a ser feito é "sereno e tranquilo". Já a reposição das 35 horas a todos os profissionais, prometeu, será feita "a seu tempo e no enquadramento orçamental adequado".
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